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Vacinação avança, os serviços voltam a crescer

Para todo o setor, além da normalização das atividades, pagamento do auxílio emergencial a partir de abril estimulou o crescimento

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2021 | 03h00

Embora heterogênea e às vezes oscilante, a recuperação do setor de serviços já é suficiente para recolocá-lo num nível melhor do que o observado no início do ano passado, antes de a pandemia afetar duramente a vida das famílias e a operação das empresas. Em maio, o volume de serviços cresceu 1,2% em relação a abril, a maior alta para o mês desde o início da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011.

Na comparação com maio de 2020, a alta é de 23,0%, mas a base de comparação é muito baixa, pois, um ano antes, os efeitos da pandemia sobre o setor eram muito fortes. Com esse resultado, o setor opera em nível 0,2% mais alto do que o de fevereiro de 2020, quando a covid-19 ainda não tinha sido identificada no País.

É um bom resultado para um setor duramente afetado pela crise sanitária. Mas em fevereiro ele estava 1,2% melhor do que um ano antes. O recrudescimento da pandemia em março comprimiu novamente a atividade do setor, que agora se recupera.

Examinados isoladamente os segmentos que compõem o conjunto de serviços, o comportamento é diferenciado. Dos cinco, três registraram aumento de abril para maio.

A maior alta, de 17,9%, foi nos serviços prestados às famílias. Em relação a maio do ano passado, o aumento foi de 76,8%. São serviços tipicamente presenciais e, por isso, mais suscetíveis às restrições necessárias para conter o avanço da pandemia. A flexibilização das medidas que limitavam a circulação e aglomeração de pessoas estimulou esse segmento.

Os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram alta de 3,7% e os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,0%. Em sentido oposto se comportaram os serviços de informação e comunicação (queda de 1,0%) e outros serviços, que inclui os setores imobiliário e financeiro (queda de 0,2%).

“Na medida em que a vacinação avança, a gente percebe maior flexibilização de medidas restritivas, maior confiança dos consumidores e das famílias para consumir serviços como restaurantes, hotéis”, avalia o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo. Para todo o setor, além da paulatina normalização das atividades econômicas e sociais, também o pagamento do auxílio emergencial a partir de abril estimulou o crescimento.

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