Fórum dos Leitores

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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2019 | 03h00

TROCA DE COMANDO

Villas Bôas e a História

Pareceram epílogo de bem-sucedido projeto de estado-maior, iniciado em 2013 com as ruas tomadas por multidões a pedirem mudança na condução do Brasil, a eleição democrática e a posse do ex-capitão Jair Bolsonaro na Presidência da República do Brasil e, agora, a transmissão do comando do Exército Brasileiro – EB para os íntimos – do general Eduardo Villas Bôas, da Infantaria, para o general Edson Leal Pujol, da Cavalaria. Exceto o presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt, civil que em cadeira de rodas comandou as vitoriosas forças norte-americanas na 2.ª Guerra Mundial, não tenho registro de comandante com a mobilidade comprometida a chefiar um exército ocidental com a autoridade, o equilíbrio e o prestígio do general Villas Bôas. Obediente à Constituição, ele assegurou, em momentos institucionalmente críticos, a mudança exigida pelas multidões diante do esgotamento moral, político, administrativo, econômico e financeiro do projeto de poder do PT.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

tunantamina@gmail.com

Belém

PREVIDÊNCIA

Diferenciada para militares

Admirador das nossas Forças Armadas e leitor interessado da nossa História, vejo emergir das páginas desta, neste nosso país tão paradoxal, apenas dois grandes estadistas, ambos realmente patriotas: um imperador, dom Pedro II, e um presidente do regime militar, o general Humberto de Alencar Castelo Branco. Feito esse introito, devo dizer que não concordo, em absoluto, com o discurso da corporação militar acerca do direito a um regime previdenciário diferenciado, listando como razões uma série de benefícios que membros de outras profissões têm e aos quais os militares não podem aceder. Esquece, no entanto, de listar a série de benefícios de que a carreira dispõe, nada desprezíveis, e outras categorias profissionais, não.

EDUARDO ANTUNES, oficial da reserva de Artilharia

eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

JORGE CASTAÑEDA

Palpiteiro desinformado

Elucidativo do ponto de vista didático o artigo de Jorge Castañeda – reproduzido pelo Estadão em sua edição de sábado e publicado originalmente no jornal The New York Times – em que o ex-chanceler mexicano, sabe-se lá por que motivações, desanda a fazer comparações entre os mandatários do Brasil e da Venezuela (Bolsonaro versus Maduro é o título do presunçoso artigo), repetindo um cacoete próprio dos petistas mais fanatizados, o de que o presidente brasileiro tem inclinações autoritárias. Chegam a causar espanto a ignorância demonstrada pelo sr. Castañeda a respeito do que se passa no Brasil e a forma canhestra como se arvora em fazer comparações sem pés nem cabeça, denegrindo a imagem do País no exterior. Com toda a certeza, no seu rol de interlocutores aqui, em nosso país, consta a nata da militância do PT, cuja presidente se deu ao desplante de prestigiar a posse do tirano da Venezuela, tecendo loas a uma ditadura que tanto sofrimento tem causado à sua população.

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Inaceitável

Esse ex-chanceler, que algum dia deve ter sido importante no seu país, até parece nunca ter ouvido falar do Brasil. Seu artigo Bolsonaro versus Maduro é irresponsável e distorcido. Ofender o nosso presidente como fascista tendendo a assassino, citando minorias sobre notícias fake, é algo que não podemos aceitar.

MARCOS FICARELLI

marcos.ficarelli@gmail.com

São Paulo

Esquerda rejeitada

Jorge Castañeda Gutman não listou na “onda de sentimento” que elegeu o nosso presidente de direita a rejeição à ideologia comunista dos governos anteriores. Seu artigo não passa de mais uma investida esquerdista contra a direita.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

EM SÃO PAULO

Filme antigo

Com referência à reportagem sobre a ida do governador João Doria a Brasília para negociar o leilão da rodovia Rio-Santos e do Ferroanel, além de discutir a desativação do Campo de Marte, porque, alega, está situado em área urbana e com histórico de muitos acidentes, pergunto: será que ele se esqueceu do Aeroporto de Congonhas, que está cada vez pior, compactado entre o Jabaquara e Moema, com pousos e decolagens a cada dois minutos, todos os dias, das 6 às 23 horas? Qual seria, então, a solução viável? Talvez nem haja solução em curto prazo e com viabilidade econômica. No tocante à Rio-Santos, à guisa de curiosidade lembro que nessa tribuna do povo que é o nosso Estadão se anunciava em 27 de janeiro de 2013 a construção do túnel Santos-Guarujá, por meio de parceira público-privada, com conclusão prevista para 2016. E até hoje nada foi feito. Rememoro esse fato para alertar que talvez o destino do que se pretende para a Rio-Santos seja o mesmo do “projeto” do túnel. Há muito se ouvem dos palanques pedidos de respeito público – sermão habitual de todo político –, mas o que temos visto fica só no campo do discurso, com poucas e raras ações práticas e eficientes, aprisionando-nos em palavras, projetos e planos que nunca têm resultados efetivos.

NAZARETH KECHICHIAN NETO

nazareth.kechichian@hotmail.com

São Paulo

Campo de Marte

A respeito da manifestação de um leitor sobre esse aeroporto (Luiz G. Tressoldi Saraiva, 12/1), acho mais preocupante aquele prédio marrom claro nas proximidades da cabeceira do Aeroporto de Congonhas, a cinco segundos do pouso. A impressão é de que a asa direita do avião vai raspar na cobertura do prédio. Não sei como a Aeronáutica permitiu a construção nem por que a Prefeitura não desapropria e derruba essa excrescência.

PAULO M. B. DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Crise humana na capital

O Viaduto do Café, na Praça Álvaro de Carvalho Aranha/Rua Santo Antônio, na Bela Vista, é um deprimente retrato da demência política, da decadência e profunda crise humana na cidade de São Paulo, causada pelo descaso de sucessivas gestões e por um Estado também doente. São quase 30 mil pessoas vivendo nas ruas, na indigência, até com larvas pelo corpo... Prestes a completar 465 anos a nossa cidade, é inadmissível a condição sub-humana em que vivem tantas pessoas. À noite a grande ponte ganha ares de horror, com gritaria e corre-corre em meio ao lixo e à escuridão.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PLANOS DE SAÚDE

O reajuste dos planos de saúde foi o grande vilão do aumento do IPCA em 2018 e os reajustes dos últimos anos foram exorbitantes e inviabilizaram a sua manutenção por milhões de pessoas que não conseguiram pagá-los. No meu plano, o aumento acumulado de janeiro de 2014 a junho de 2018 foi de 131,26%. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nunca se interessou em divulgar os motivos pelos quais autorizou esses aumentos pelos planos de saúde e, em um país como o nosso quando os compadrios entre autoridades e grandes empresas são comuns, penso que as autoridades têm a obrigação de prestar contas desses cálculos. Se fossemos um país decente no qual o dinheiro dos tributos fosse dirigido ao SUS não precisaríamos ter planos de saúde. Agora, além de não termos serviços públicos decentes, sermos extorquidos em nossos planos de saúde é realmente o cúmulo.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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INJUSTO

Plano de saúde subiu três vezes mais do que a inflação em 2018. Foi o vilão da inflação do ano. As mensalidades ficaram 11,17% mais caras. Agora, eu pergunto: quem fiscaliza essa máfia, esses ladrões que a cada dia ficam mais ricos? Estou cancelando um plano que meu filho paga há mais de 13 anos, para mim e para minha esposa. Estamos pagando pouco mais de R$ 5 mil, mas agora, caso continue, o valor subirá para mais de R$ 6 mil. Portanto, estamos desistindo, justamente agora, que já passamos dos 70 anos, quando pela lógica mais precisaremos do plano.  Estou torcendo para que este novo governo faça alguma coisa para nos proteger, ou será que é justo pagarmos um plano caríssimo por mais de 13 anos para fazer exames e consultas de rotina e, quando chegamos aos 70, o aumento das mensalidades é tanto que nos obriga a desistir?

Arnaldo de Almeida Dotoli arfnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EM DETALHES

Meu plano de saúde é antigo, só hospitalar, muito bom, e seus reajustes autorizados pela agência reguladora são normalmente inferiores aos dos planos mais novos. Nos últimos quatro anos, o reajuste médio anual foi de 17,18%, que, assim mesmo, é altíssimo e diferente dos 11% anunciados na primeira página deste jornal de sábado. De acordo com o que é divulgado, a agência reguladora fundamenta esse índice no aumento de custos do setor. Entretanto, a incrível velocidade do desenvolvimento tecnológico, especialmente dos equipamentos e das técnicas laboratoriais e hospitalares, da ciência médica e dos métodos de cura, ao contrário de todos os demais ramos de atividade, parece não estar contribuindo para a esperada redução de custos operacionais e absorção dos custos fixos. É verdade que a população tem envelhecido, demandando mais assistência médica e hospitalar. Mas esse incremento no volume, se bem administrado, só pode resultar em significativa redução de custos decorrente de uma também significativa redução de ociosidade na utilização de todos os recursos materiais instalados e/ou consumidos na atividade. Dada a importância dos planos de saúde na escala de importância das necessidades essenciais de qualquer sociedade, deveria ser obrigatória a publicação das planilhas detalhadas que embasam a aprovação dos índices de reajuste anuais pela ANS. Muita gente que pensa e tem conhecimento técnico poderia analisar tais planilhas e endossar sua correção, caso sejam verdadeiras.

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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CESARE BATTISTI

Finalmente, Cesare Battisti foi preso na Bolívia e, de acordo com tratativas entre os governos brasileiro, boliviano e italiano, o homicida será extraditado para seu país, onde deverá acertar as contas com a Justiça. Vergonhosamente, enquanto esteve foragido no Brasil por anos, sempre foi acobertado pelo PT, PCdoB e PSOL, partidos que reverenciavam o terrorista como uma espécie de santo, evitando que ele fosse extraditado e, depois, oferecendo um cargo na CUT para que não passasse por necessidades materiais. Com a chegada de novos tempos, várias distorções da era petista começam a ser corrigidas. Coincidências à parte, Battisti foi preso dia 13 e no 13.º dia de governo Bolsonaro.   

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BANDIDO OU ATIVISTA?

A Justiça tarda (e como!), mas não falha (será?). Finalmente, ainda que em território boliviano, foi capturado o assassino terrorista italiano Cesare Battisti, em fuga desde 14 de dezembro. Mais uma “obra” do PT que ruiu! Lamentável alguns órgãos da mídia identificados com a ideologia petista tratarem o bandido como ativista. Simples assim!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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JUSTIÇA

Finalmente, encontraram Battisti na Bolívia e o prenderam. E Zé Dirceu, que deveria estar cumprindo a sua pena, por onde anda? E Graça Foster, e a amante de Lula (deve estar em Paris), e Dilma, e Mercadante, e muitos outros “petralhas”, não deveria estar sendo processados e/ou cumprindo pena também? Ah, todos têm muitos amigos, e estes impedem que sejam presos e/ou deixam a pena prescrever. Correto?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DA BOLÍVIA AO BRASIL

“Battisti será trazido em breve para o Brasil, diz assessor especial da Presidência” (“Estadão”, 13/1). Evo Morales, que compareceu à posse de Jair Bolsonaro, mostra que é responsável com seu país, pois para a Bolívia é bom estar de bem com seu poderoso vizinho Brasil, seja qual for a ideologia. Com certeza, Battisti será devolvido ao Brasil e, depois, triunfalmente devolvido à Itália, onde o já idoso terrorista terá de cumprir sua pena de prisão perpétua, pelo assassinato de inocentes, pois o perdão de Lula já expirou.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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HERANÇA MALDITA

Cesare Battisti é mais uma herança maldita de Lula, do PT e das esquerdas brasileira, que deram guarida a um assassino frio e sanguinário. Battisti não é somente um assassino que matou Antonio Santoro, em Udine, e Pierluigi Torregiani, em Milão, além de deixar o filho de Torregiani, de apenas 13 anos, paraplégico. Mas representa um símbolo da falácia da esquerda, de que o fim justifica os meios. O mais assustador disso tudo é que, após julgado e condenado na Itália pelos assassinatos, Battisti fugiu para o Brasil, onde foi recebido como herói por esta esquerda nociva, corrupta e conivente com o erro que nos governou por um longo período, com o beneplácito da mais alta Corte de Justiça do Brasil. Que seja extraditado e pague por seus crimes.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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ENFIM!

A ilustríssima senhora “presidenta” do PT acompanhará a comitiva encarregada de colocar dentro da cadeia, na Itália, o amigo da “jararaca”? Quererá verificar as condições do local, a qualidade da comida ou a possibilidade de visitas íntimas? E no que diz respeito às famílias das vítimas do terrorista, fará ela algum gesto de simpatia? Aguarda-se mais um capítulo da já manjada novela “me engana que eu gosto”.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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LULA PERDE MAIS UM ALIADO

O presidiário Lula da Silva teve mais uma baixa em relação aos seus “cumpanheros” aliados. Muitos já estão enjaulados, agora chegou a vez do foragido da Justiça Cesare Battisti. Apesar de muito tentar, o criminoso não conseguiu ir longe. Portanto, nova perda e muita tristeza para a “tigrada” petista. É o Brasil entrando nos trilhos!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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QUE CONTRASTE!

Quem assistiu à transmissão de cargo de general de Exército do general Villas Boas ao general Leal Pujol e quem leu a manchete de ontem do “Estadão” “Deputados nomeiam 124 auxiliares por apenas 1 mês” pôde perceber o contraste entre os verdadeiros patriotas e aqueles que representam apenas o lixo da Nação. É esta escória que queremos ver fora da vida política em prol de um Brasil melhor. É esta escória que queremos ver extirpada de nossa vida. É esta escória que deve ser dirigida aos nossos presídios de segurança máxima.

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Fato incontestável, a sociedade fez agora a mesma aposta que em 1964, preferiu um governo de direita a uma ditadura social/comunista. A diferença é que agora os militares aderiram para valer ao Estado Democrático de Direito, sem trégua para a politicagem.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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A ALTERNATIVA

Estamos todos preocupados com as trapalhadas iniciais do novo governo. Teria sido um equívoco a eleição de Bolsonaro? Dona Gleisi Hoffmann, contudo, com a sua ida à posse de Nicolás Maduro e suas declarações estapafúrdias, nos fez crer que, pelo menos, escolhemos a menos pior das alternativas que tínhamos.

Vito Labate Neto vitolabate@terra.com.br

Mairiporã

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CARICATO

A esquerda brasileira acaba de demonstrar inequivocamente que se encontra desestruturada, sem objetivos e não atuará no sentido de ajudar o Brasil, mediante uma saudável oposição, a superar seus enormes problemas, muitos dos quais gerados no período em que esteve no poder. Tal quadro é sugerido pelo caricato comparecimento da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), à posse do ilegítimo presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, evidenciando um absoluto descompasso com o posicionamento de inúmeras instituições internacionais e vários governos mundo afora, preocupados em mitigar o sofrimento do povo daquele país. Fica exposto, assim, o processo de pulverização do que ainda resta de substância de um partido que já representou um raio de esperança para milhões de brasileiros.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROGNÓSTICO SOMBRIO

O governo de Maduro não deve ser encarado como estando à beira do abismo, pelo único motivo de que a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo. Por isso tem parceiros dos mais poderosos. E ainda que 40% do óleo produzido vá para China e Rússia para saldar dívidas, ou mesmo que parte dele seja doada para Cuba para ajudar a manter o socialismo vivo na ilha do mestre Fidel, o maior comprador de petróleo venezuelano por dinheiro é Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e o megainimigo de Maduro. Cada qual só visa a seus interesses... o mundo que se lixe nas ostras. Assim sendo, a Venezuela tem todo o apoio necessário para não só manter Maduro no poder, como ainda para se transformar numa enorme Cuba continental, cujas fronteiras com o Brasil são absolutamente devassáveis e próximas de territórios com subsolo riquíssimo em urânio e outros minerais. O drama dos refugiados que saem da Venezuela para a Colômbia e Brasil não deixa de ser um alívio para Maduro, é como se fosse uma válvula funcionando para diminuir a pressão social contra seu governo. Portanto, ou cai o governo de Maduro ou teremos dias difíceis para a América como um todo e o Brasil, em especial, muito em breve.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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‘DESASSOSSEGO’

De fato, há um clima de desassossego instalado em Brasília, não pelo que o editorial de ontem (13/1, A3) prega, mas pelo golpe que está sendo engendrado nos porões sujos do PT, pelo “guerreiro do povo brasileiro” que está livre, leve e solto. Fortaleza destroçada para forçar intervenção e barrar emendas constitucionais...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O IDEÓLOGO ESQUECIDO

Perfeito o artigo de Rolf Kuntz ao abordar a filhocracia que impera neste governo Bolsonaro na escolha de certos ministros e auxiliares. Porém devemos nos lembrar de que o guru bolsonarista e principal ideólogo é o sr. Olavo de Carvalho, um ex-astrólogo sem formação que, entre outras barbaridades, declarou que 50% dos que têm um título universitário no Brasil são analfabetos funcionais. Este senhor, que vive nos Estados Unidos, gaba-se de ter influenciado a escolha dos ministros da Educação e das Relações Exteriores. Precisa dizer mais?

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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BRASIL E MÉXICO

Brasil e México têm muitas coisas em comum. Emergentes, ambos lutam denodadamente para romperem a linha de pobreza da maior parte de suas populações. Tanto lá, como cá, têm seus heróis e líderes que se sobressaíram e se sobressaem nesse esforço. São também países que tiveram expoentes políticos dos mais diversos tons ideológicos, mas inegavelmente todos patriotas. São, sem sombra de dúvida, exemplos a serem copiados. Não por acaso, mantêm entre si fortes laços de amizade, apreço e respeito. São semelhantes até mesmo na violência. Tudo isso, contudo, não dá ao ex-chanceler do México, sr. Jorge Castañeda o direito de emitir conceitos de valor e, pior, fazer comparações (sempre odiosas) nas expectativas de governo entre Bolsonaro e Maduro, como o fez no artigo publicado pelo “Estadão” em sua edição de 12/1. Este senhor mostra um desconhecimento desconcertante sobre o que se passa no Brasil, falando de um governo neofascista com uma obsessão legiferante que só ele enxerga. Dizer que Bolsonaro é um líder autoritário, que se avizinha um confronto entre os dois em razão da entrada de venezuelanos no país e que sua eleição é uma receita para o desastre é no mínimo um delírio. Um personagem com sua estatura política e, provavelmente intelectual, faz com que um dos três Prêmios Nobel que o México merecidamente conquistou, sr. Alfonso Garcia Robles, Nobel da Paz de 1982, se revirar em seu sarcófago. Será que sua pesquisa sobre o Brasil foi feita no Instituto Lula, com a sra. Gleisi Hoffmann ou ele ouviu falar?

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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TRUMP E A LINHA MAGINOT

Alguém deveria contar ao presidente norte-americano, Donald Trump, a história da Linha Maginot: depois da Primeira Guerra Mundial a França construiu uma formidável muralha na fronteira com a Alemanha, milhares de quilômetros de fortificações intransponíveis, para impedir novas invasões. Hitler não teve a menor dificuldade em invadir a França, simplesmente contornou a tal muralha invadindo a Bélgica, a linha Maginot não protegia a fronteira da França com a aliada Bélgica. É inacreditável que o país mais poderoso do planeta esteja paralisado na patética tentativa de repetir um dos mais famosos erros estratégico da história da humanidade. Trump deve querer superfaturar o tal muro com o México, só isso pode justificar tanta insistência no erro anunciado.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FRONTEIRA EUA-MÉXICO

Meu reino por um muro! (Donald Trump)

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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