Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2019 | 04h00

PODER LEGISLATIVO

Tratorada

O novo Senado foi empossado livre de baderneiros como Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin e Gleisi Hoffmann. Mas foram substituídos à altura por Kátia Abreu, que na sexta-feira tumultuou a sessão de escolha do presidente da Casa, juntamente com o campeão de processos no Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Calheiros. O plenário decidiu por maioria que a eleição seria aberta (50 x 2), mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli anulou tal decisão, favorecendo o alagoano enredado na Justiça. Apesar de a Constituição da República dizer que os Poderes são independentes, mas harmônicos, o que acontece com frequência é a prevalência do Judiciário sobre os outros dois.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Bar do Zé F. C.

Davi Alcolumbre chegou antes e pegou a papelada, Kátia Abreu não gostou e arrancou a papelada das mãos de Davi, aí chegou Renan Calheiros e perguntou a Davi: “O que você faz nessa cadeira?”. Não consta do regimento do Senado previsão para o comando da primeira sessão de uma nova legislatura?!

EUCLYDES ROCCO JR.

emteatroteca@gmail.com

São Paulo

Que vergonha!

As cenas levadas a público no Senado brasileiro mostram o tipo de representantes que alguns Estados lá colocaram. Uma rouba a pasta do que preside a Mesa, aos berros, outros proferem impropérios dignos de boteco da pior espécie. Pouco faltou para chegarem às chamadas vias de fato. Que vergonha!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Falta de decoro

O que vimos na noite de sexta-feira no Senado foi o extremo da desfaçatez dos senadores Renan Calheiros e Kátia Abreu. A atuação da senadora, roubando a pasta do senador Davi Alcolumbre, superou qualquer regra de postura – como eles enchem a boca quando falam – republicana. Quanto ao senador Renan Calheiros – que, além de todos os processos em que é investigado, foi flagrado usando um avião da FAB para ir fazer um implante de cabelo (!) –, atordoado pelos 50 votos a 2 pelo voto aberto, teve a cara de pau de dizer que o senador Davi havia rasgado a Constituição. Mas não se constrangeu quando, no episódio do julgamento do impeachment de Dilma, em parceria com o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, cometeu aquela imoralidade, aí sim, trucidando a nossa Carta Magna, apenas para beneficiá-la de forma ilegal.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

Interferência do STF

A pergunta que não quer calar: como o STF dá uma cautelar para o Renan de madrugada e não julga as dezenas de processos contra ele, há décadas?

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Ah, se o STF julgasse as dezenas de processos contra os senadores com a mesma agilidade com que decidiu sobre a forma da eleição da Mesa do Senado...

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Novo Congresso

O novo Congresso, apoiado por antigos políticos e velhas práticas, não tem nada de novo. Renovação se dá com mudanças nas atitudes e ideias, e não apenas na troca de pessoas.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

Xô, velha política

Os brasileiros já conhecem a velha política e sabem que não dá certo. Ninguém mais, além dos políticos, quer a continuidade de tantas regalias: auxílio-moradia, auxílio-combustível e muitos outros penduricalhos que os congressistas têm. Os contribuintes não aguentam mais ver seus impostos sendo gastos com tamanha irresponsabilidade, dentro e fora do Congresso Nacional. Os deputados federais e senadores abusam do poder e sempre arranjam um jeitinho de ganhar mais um dinheirinho aqui e acolá. Moralizar o Brasil se faz necessário e precisa começar já. Chega de palhaçada com o dinheiro público. Já está provado que não funciona, ou melhor, funciona apenas para os que têm o poder da caneta.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Faxina ética

O Congresso reinicia seus trabalhos com um índice de renovação de 85% dos concorrentes ao Senado em 2018 e 47% do total da Câmara dos Deputados. Não é pouco, nem por acaso. A sociedade ansiava por essa renovação, cumpriu seu papel nas urnas, mas não pode relaxar. O que se espera agora dos novos deputados e senadores é que não somente façam política pensando nos interesses da Nação – como é no mundo civilizado –, mas, sobretudo, não se deixem contaminar pelos parlamentares que continuarão a fazer de tudo para manter a velha, famigerada e intolerável politicagem do “toma lá dá cá”. A verdadeira renovação só se concretizará após a devida limpeza ética. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Reforma

O Congresso não melhorará enquanto o voto de um eleitor de Roraima valer o equivalente a 13 eleitores do Sul e do Sudeste. Que venha a reforma política!

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Problemas para o governo

A eleição do presidente da Câmara seguiu mais ou menos o esperado. Um acordo aqui, uma posição na direção da Mesa e de comissões levaram a mudanças na votação. Mas a reeleição de Rodrigo Maia vai trazer problemas ao governo Bolsonaro. Somada aos problemas na eleição do Senado, a Casa vai exigir muitas negociações, muitas concessões, aumentando ainda mais o clima de incertezas por que estamos passando. Ou seja, o Congresso mostra mais uma vez que o nosso presidencialismo é apenas um formalismo burocrático. É esperar para ver o que vai acontecer quando começarem os trabalhos legislativos.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Resiliência

Sai mandato, entra mandato e tudo recomeça na barganha do “toma lá dá cá”!!!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

"Senadores praticantes da velha política, do voto secreto, dos conchavos, realmente não entenderam o recado das urnas. E vão assim tornando o Senado uma vergonha para o País"

RODRIGO ECHEVERRIA / SÃO PAULO, SOBRE A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA CASA

rodecheverria73@hotmail.com

"Às 3h45 da madrugada, Toffoli na prática avalizou Renan Calheiros. É a tal independência soberana dos Poderes..."

 A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

"Assustador o poder que Renan tem sobre a República. Por quê?"

LUIZ FRID / SÃO PAULO, IDEM

fridluiz@gmail.com

O Retorno do Congresso

Enquanto Weldon Jesus de Almeida (foto de primeira página do “Estadão” de sexta-feira 1/2/2019) trabalhava na limpeza física da galeria da Câmara dos Deputados, 513 parlamentares assumiram naquele dia seu mandato e, provavelmente, a maioria deles irá emporcalhar o ambiente com uma sujeira que não se vê, aquela que não aparece, mas mata sem piedade, por no mínimo quatro anos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Faxina no Congresso

O faxineiro (1/2, primeira página) não deveria retirar a mesa, cadeiras e microfones de nossos “representantes”. Foi uma imaginação que poderia ocorrer de fato.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

Bela amostragem

Vai entender! O palhaço Tiririca, descumprindo promessa marqueteira, tomou posse na Câmara. Dentre as suas pérolas: “Pelo que eu falei, eu não votaria em mim” e “não acredita em palavra de político não, rapaz”, ao ironizar indagação sobre a quebra da promessa. Sendo assim, Tiririca, pior do que estava, já ficou! Bem disse Tom Jobim: “O Brasil não é para principiantes!”. “É um circo!”, completariam os verdadeiros palhaços da plateia, em réplica aos ingênuos conterrâneos eleitores, que ainda se iludem com os truques e falsas gracinhas de palhaços (?) politiqueiros, nada éticos. Bela amostragem do Congresso...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Chumbo grosso

“O ‘trator’ Joice que não tem receio de ‘atropelar’” (“Estadão”, 1/2/2019). Como a deputada Joice Hasselmann tem uma língua bem afiada e demolidora argumentação, além de forte carisma, entre outras qualidades, espero com ansiedade os debates com as harpias esquerdistas, que com certeza agora terão uma antagonista à altura. Na Câmara dos Deputados haverá interessantes debates entre esquerda e direita. A “resistência (chuveiro Corona) petista” levará muito chumbo grosso naquela Casa.

                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

  

Congresso 2019

Gleisi Hoffmann é assunto pessoal de Joice Hasselmann. Vou assistir de camarote!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

A alcateia rapace

Nenhum covil dos escancarados pela Operação Lava Jato é repugnantemente mais vil que o Congresso Nacional, o Senado em destaque. Tramaram-se ali, ao menos até o dia 1.º de fevereiro, delinquências inenarráveis contra os interesses do povo brasileiro e a favor do bolso de notórios meliantes. Alguns escaparam à vassoura da eleição de 2018 e, agora, unidos e reunidos, como alcateia rapace, manobram para manter a dominação da e abominação na Casa abrigada na cúpula emborcada de Oscar Niemayer. “God save the Brazilian people.”

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

Mentem para Deus

Nossos políticos, de modo geral, mentem tanto e com tamanha convicção que acreditam piamente nas suas mentiras, e mais: brigam por elas. Assim são todos os compadres da “seita”. O presidiário de Curitiba, por exemplo, bate os quatro dedos no peito e jura que não existe, no Brasil, ser mais íntegro do que ele. Com base nisso, partem para convencer as pessoas do impossível. Não sei se são caras de pau, comediantes ou simples bandidos. De 1985 até 2018, o Brasil foi governado, primeiro, por “criminosos” e, depois, por “criminosos ignorantes”. Imaginando a bucha que vem por aí, estão desesperados para tirar das suas costas e jogar nas costas do atual governo, que mal assumiu, a desgraça de Brumadinho (MG). É uma piada de tão baixo nível que deixa bem claro que, além de ignorantes, são “burros” também (que me desculpe o animal), por achar que alguém fora da “seita” vai nisso acreditar. 

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

Fundo de quintal

É de estarrecer! O presidente da Vale, Fábio Schvarstsman, questionado pela imprensa do porquê a sirene da barragem em Brumadinho não funcionou, deu sem rubor algum a seguinte desculpa: “É que a sirene foi engolfada pela queda da barragem, antes que pudesse tocar”. Ou seja, a Vale, reconhecida como das maiores mineradoras do mundo, além de utilizar modelos de barragens totalmente ultrapassados, dispõe de sirenes que a fazem parecer uma empresa de fundo de quintal. Não foram capazes de instalar sirenes distantes dos locais de risco, da mesma forma que construíram os refeitórios e outros departamentos administrativos da empresa logo abaixo da barragem, que com o rompimento levou a óbito a maioria de seus funcionários em Brumadinho. E, como exemplo da impunidade que permeia neste país, depois de mais de centena de pessoas mortas e mais de 200 outras desaparecidas, infelizmente, apenas os engenheiros da empresa e terceirizados foram presos, enquanto seus diretores seguem livres e soltos dizendo asneiras. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

Seria cômico, se não fosse trágico

Se não fosse triste e horripilante a tragédia de Brumadinho, a declaração do presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman, seria cômica. Com “cara de cachorro que caiu da mudança”, disse que “tudo foi muito rápido, fazendo com que a sirene de alerta, que deveria soar em caso de algum incidente, fosse ‘engolfada’ pela lama”. E foi além dizendo que “aconteceu um fato que não é muito usual”. Só falta colocar a culpa nas vítimas, por estarem no local. Essas são as explicações “engolfadas” do presidente. Pede para sair!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

As sirenes de Brumadinho

Colocar equipamento de alerta de possível tragédia dentro de área sujeita às suas consequências é o cúmulo da ignorância.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Algo está errado?

Se já não bastasse uma mineradora de classe mundial fazer um refeitório e um centro administrativo na linha de descarga da barragem, tem esta história de a sirene ser golfada pela lama. Como o sistema sonoro estava na linha de descarga? Não havia outra sirene? Ninguém viu esses erros tão simples? Está na hora de a Vale falar a verdade e parar de enganar aqueles que perderam seus entes na tragédia.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

Gerenciamento enredado e tosco

Pensei num título para definir a direção da maior empresa mineradora do Brasil, em face dos acontecimentos dos últimos três anos e pouco de suas atividades, e não encontrei outro melhor do que o acima. As tragédias de Mariana e, principalmente, agora a de Brumadinho, não deveriam sequer ter acontecido, se a empresa fosse dirigida por pessoas competentes e honestas. Como engenheiro, eu tenho certeza disso. As normas que regem a engenharia nacional são rígidas o suficiente para que tais desastres não aconteçam. Os fatores de segurança são de tal maneira rígidos que, se forem observados, como é da nossa responsabilidade, impedem quaisquer riscos à vida humana. As próprias declarações do presidente da empresa nos levam a crer que nada foi levado a sério naquele empreendimento, a começar pelo prédio da administração, localizado imediatamente abaixo do trajeto do lamaçal. Em sua declaração inicial, ele disse que a diretoria foi pega de surpresa, o que sabemos agora não ter como ser verdade. Aliás, como foi a declaração inicial do presidente da Samarco na tragédia de Mariana. Porém a declaração de sexta-feira, de que a sirene não disparou por ter sido engolida pelo desabamento da barragem, é simplesmente inaceitável. Eu teria vergonha de fazer tal declaração, mas ele a fez com a maior tranquilidade, demonstrando ignorar o absurdo dela. Já ficou claro que o laudo de regularidade apresentado pela empresa alemã “especializada” é acintosamente fajuto e os seus autores devem pagar caro por tal crime, da mesma maneira que os responsáveis pela Vale que o encomendaram.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Bucha

Senhor presidente da Vale, por só metade do seu salário anual eu aguento a bucha de Mariana e a de Brumadinho juntas e você cuida do resto. O.k.?

Francisco Osse fjosse@uol.com.br

São Paulo

Relembrando Roger Agnelli

Apenas para recordarmos o que foi a atuação do mais importante e competente presidente da empresa Vale do Rio Doce, Roger Agnelli: em 2003, ela se torna a maior empresa privada da América Latina; em 2005, a primeira empresa brasileira a obter o “investment grade”; em 2006, a Vale compra a empresa canadense Inco, a maior aquisição já feita por empresa da América Latina; em 2007, passa de 4.ª para a 2.ª maior empresa mineradora do mundo; em 2008, a Vale é a única empresa latino-americana listada no Carbon Disclosure Leradership Index; em 2009, lança a pedra fundamental da Moatize, em Moçambique, e de pelotização em Omã, daí Agnelli é considerado um dos cem brasileiros mais influentes do ano; em 2010, as ações da Vale aparecem na Bolsa de Hong Kong; em 2011, em dez anos de sua gestão, as ações da Vale se valorizam 1.583%. E, ainda em 2011, a “presidenta” Dilma Rousseff pediu a cabeça de Agnelli, após este denunciar um propinoduto em Paraupebas, chefiado pelo prefeito petista da época, Darci Lermen, e assume a vale um presidente mais “político”, conforme mostra o site Brasil247, que tem credibilidade na esquerda, iniciando-se, a partir desta data, a degringolada na administração da empresa. Não sabemos se por coincidência ou não, em 2016 Agnelli, autor da denúncia de corrupção na Vale/Paraupebas, morre num acidente aeronáutico com toda a sua família, uma morte tão suspeita quanto a de Celso Daniel e outras. Então, assume a presidência da Vale Fabio Schvartsman, com a empresa lotada de problemas e tendo de administrar ainda a tragédia de Mariana – e, agora, a de Brumadinho. Nisso tudo podemos ver que onde existem tragédias e destruição, seja humana ou financeira, está a presença da atuação do PT (o partido dos trambiqueiros, podres e desonestos). 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Ellen Gracie

Ministra Ellen Gracie comandará o comitê de apuração das causas da tragédia em Minas Gerais. Sra. ministra, em nome de todos os mortos de Brumadinho, não assuma essa “comissão” que a Vale está criando sob sua presidência. Isso jamais caberia na sua história!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Brumadinho e o direito brasileiro

Empresas, públicas ou privadas, ao empreender grandes obras, que podem pôr em risco a natureza e, principalmente, seres humanos, com enormes sequelas sociais, como na incomensurável tragédia de Brumadinho, deveriam ser obrigadas a prestar caução, mediante depósito em dinheiro, previsto em nosso Código Civil para outros fins menos relevantes. O dinheiro seria imediatamente movimentado pelo Ministério Público ou pela Justiça em tragédias desse tipo. A caução seria liberada à empresa somente após cinco anos de conclusão da obra, seu prazo legal de garantia. Ante a urgência e relevância, a norma pode ser instituída por medida provisória. E certamente terá um sentido preventivo, porque nenhuma empresa cogitará de perder o depósito, para o que empregará segura tecnologia e adotará todas as cautelas preventivas. Mas falta lei no país das leis. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Tudo errado

Aqui, no Brasil, é assim: se um carro, dirigido por um motorista bêbado, atropela e mata duas pessoas, quem vai para a cadeia é o carro. Se uma empresa dirigida por psicopatas assassinos e engenheiros coniventes mata cem pessoas, quem é punida é a empresa. E os malandros assassinos continuam como engenheiros, presidentes da empresa e contratados a peso de ouro. Pode? Com uma lei dessas, qual é o engenheiro ou presidente de empresa que vai agir de maneira correta?  

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 

São Paulo

A falência do Estado

Nem as agora periódicas tragédias ambientais, com grandes perdas de vidas, são suficientes para sacudir o poder público brasileiro. A cada tenebroso evento de grandes proporções, repetidamente, revela-se um Executivo com ministérios e órgãos totalmente disfuncionais, operados por servidores que, no lugar do cumprimento do dever funcional, priorizam a precoce e substancial aposentadoria, além de trabalharem segundo um flexível horário e generoso calendário de feriados. Com servidores igualmente privilegiados, o Legislativo é um Poder disfuncional na vida brasileira, isso porque seus legisladores se dizem nossos representantes, mas se omitem em legislar sobre matérias essenciais à vida brasileira que possam desgastá-los, como, por exemplo, o direito de greve dos servidores públicos. Um Judiciário cujos servidores são remunerados com os melhores salários do Estado, e seus operadores do Direito com 60 dias de férias por ano, fora o recesso de fim de ano, processando lentamente a aplicação do Direito, e os fundamentando em conceitos há muito apagados da realidade da população, que ainda se vê obrigada a pagar suas andanças aeroviárias, em primeira classe, claro, e outras extravagantes benesses. Para todos os Poderes há as exceções de sempre, cada vez mais raras. Com a devida licença poética de Castro Alves, estão derrubando nossas palmeiras, espantando os sabiás, ofuscando nossas estrelas, matando nossas flores e bosques. Difícil dissociar a derrocada ambiental do processo de falência do Estado. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Congresso omisso

A omissão do Congresso Nacional provocou a caducidade da Medida Provisória que elevava a multa para as mineradoras. Não foi votada. Eis nossos parlamentares. Os verdadeiros culpados pelas tragédias, e aliados ao Executivo que desobrigou a exigência de os fiscais terem conhecimento da área – ou seja, qualquer Zé Mané pode ser fiscal. A manutenção do valor da multa em R$ 3,2 mil é dinheiro de cafezinho no bolso do presidente da Vale.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Recheio e acabamento da Nova República

Mariana e Brumadinho ambas são o retrato “escarrado” do recheio de um bolo de 33 anos da Nova República, com 16 anos de acabamento do PT (federal e estadual) nas montanhas de Minas Gerais. FHC e sua privataria na Vale (doou a Soro), Lula e sua reestatização à “sete das plataformas” com os fundos de pensão. Lama com pó de ferro, mortes e muita corrupção criminosa. Tudo lá, para não nos esquecermos pelos próximos cem anos, pelo menos. As imagens na TV do rato na Agência Nacional de Mineração de Goiás (de fiscalização do setor) é o toque final neste retrato.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@gmail.com

São Paulo

A mineração

 

Difícil falar sobre este assunto. Mas gostaria que nossas autoridades pensassem sobre o seu valor econômico. Eu, na minha medíocre compreensão sobre o assunto, gostaria que se divulgassem para conhecimento geral as vantagens da exportação de nossos minérios para o mundo. Quando estive trabalhando no Estado do Amapá, verifiquei que uma empresa norte-americana extraía e exportava para os EUA determinado minério sem beneficiá-lo. Terminada a sua “existência”, aquela empresa fechou as suas portas e foi embora. Felizmente, depois de algum tempo, verifiquei através da imprensa que este minério havia sido descoberto no Estado do Pará. Felizmente. Minhas dúvidas ficam sobre as vantagens para a economia do nosso país das exportações de nossos minérios para o exterior. Ainda há pouco tempo, soube da nossa importação de um navio da China para verificar a qualidade das águas poluídas pelo derramamento das barragens de Mariana. Fico pensando: “Exportamos nossos minérios, matamos grande parte de nossa população por isso e pagamos por um navio chinês fabricado com o nosso minério para verificar os estragos que fizemos por isso?”. Não seria mais vantagem para o País exportar “navios” do que exportar minérios? Há corrupções de nossas autoridades nas “interpretações” dos fatos? 

 

Hélio Barnabé Caramuru, engenheiro helio.barnabe@terra.com.br

São Paulo

Bombeiro, o herói de todos os dias

As vítimas de Brumadinho (MG) nos enchem de tristeza. Por outro lado, dentro da tragédia, a imprensa de todo o mundo mostra a competência, o esforço, o destemor e o heroísmo dos bombeiros, homens e mulheres que priorizam a missão, independentemente dos riscos e sacrifícios. Esses profissionais, com treinamento permanente e garra, sujeitam-se a voar em baixa altitude (o que envolve riscos) e, no contato com toda a massa do sinistro, se expõem à possível contaminação, ataque de animais estressados com a destruição do seu habitat e, até, serem também tragados pela lama, que fez desaparecer as vítimas hoje procuradas. A presença do bombeiro é um imperativo do desenvolvimento. Ele é o protetor do patrimônio e dos indivíduos. A história de todo o mundo reconhece sua importância e rende homenagens. É por isso que se diz, sem qualquer medo de errar, que o bombeiro não é quem escolhe a profissão. Ele é, com certeza, escolhido por Deus para exercer a nobre missão de servir, até além dos seus próprios limites físicos. Hoje é Brumadinho, um trabalho com visibilidade, mas todos os dias acontecem atos heroicos que nem ganham publicidade, mas fazem parte da gênese deste profissional que vai a extremos para salvar quem nunca conheceu, mas carece de seus préstimos. A eles o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

Palpite e conhecimento

“Ouvidos e olhos eletrônicos israelenses podem, sim, fazer a diferença” (Roberto Godoy, “O Estado”, 29/1, A15). Essa é a verdadeira diferença entre o que especulam palpiteiros e o conhecimento fundamental e fundamentado do jornalista Roberto Godoy. Feliz a Nação que tem um jornal onde escreve o repórter Roberto Godoy. 

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto 

Justiça cega e tardia

Enquanto o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) fazia um “mea culpa” do Judiciário na indenização às vítimas das tragédias contemporâneas no Brasil, na sexta-feira, o prende e solta dos políticos poderosos envolvidos em esquemas de corrupção continuava. Primeiro, o Supremo de Gilmar Mendes mandou soltar o ex-governador do Paraná Beto Richa, preso preventivamente. Preso novamente, agora o presidente do STJ mandou soltar o político, numa sequência relâmpago de atos de blindagem das altas Cortes de Justiça deste país a um político, nunca antes vista no Brasil.

Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Supremo

Infelizmente, com raras exceções, os ministros que compõem nosso Supremo Tribunal Federal (STF) acredito estarem nos subestimando, testando nosso nível de tolerância, ou perderam o bom senso e o teor de lógica, quando devem se manifestar para decidir ou determinar um comportamento ou sentença.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

O enterro de Vavá

“‘Eu não entendi o que não entenderam’, diz delegado da PF que vetou saída de Lula para velório do irmão.” O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores, que emitiu parecer contra a saída de Lula para comparecer ao enterro do irmão, disse não ter entendido a polêmica criada em torno do indeferimento do pedido, ressaltando que “simplesmente não era possível e não dependia da boa vontade de ninguém”. Aparentemente, o delegado subestimou a incapacidade de petistas e afins para compreender qualquer decisão que vá contra as expectativas de Lula e sua defesa.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Antes de delinquir

Tanta polêmica em torno do indeferimento do pedido da defesa do ex-presidente Lula para que pudesse comparecer ao velório do seu irmão, e ninguém se lembrou de dizer que todas as previsíveis e lógicas consequências decorrentes da sua prisão são de sua inteira responsabilidade, pois quem é condenado e preso é que poderia e deveria ter pensado muito bem em todas as possíveis consequências dos seus atos, antes de delinquir.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

Jararaca frustrada

Mesmo com a ajuda destrambelhada do amigo ministro, proporcionando a possibilidade de palco garantido e plateia se babando, não havia tempo hábil para encenar mais um comovente capítulo da série “Me engana que eu gosto”.   

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Direitos de menos

Só relembrando aos companheiros que o cara não tem direitos de menos, mas até de mais pela cela na PF. 

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

‘O centro excêntrico da opinião pública'

Excelente o texto de Eugênio Bucci (“O centro excêntrico da Opinião Pública”, 31/1, A2) para mostrar como é ela volúvel e sujeita à mudança de interpretação do conjunto das pessoas, por causa dos estereótipos e dependendo dos fatos. Apenas uma correção no texto, pois houve um pequeno erro de digitação: o Acordo de Paz celebrado entre Rabin e Arafat, nos jardins da Casa Branca, ocorreu em 1993 (e não em 1983 – como está no artigo).

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

 

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