Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Ameaça real

Preciso na análise e nas conclusões o editorial A ameaça de Bolsonaro (17/6, A3). Um presidente que se elegeu prometendo que não haveria negociação com o Congresso – ainda que coberto de razão ao condenar a nefasta relação entre o Executivo e parlamentares de diversos matizes no que se convencionou chamar de “governo de coalizão” – devia saber que prometia algo que não poderia entregar. Então, deduz-se que só resta ao presidente e seu entorno linha-dura a renúncia ou a aplicação de um golpe, já que não existe sistema democrático sem o necessário diálogo entre os Poderes. Desde seu discurso de posse Jair Bolsonaro tem se excedido na forma como procura atirar às feras parlamentares das duas Casas, criou até um neologismo que se tornou marca registrada deste início de governo, “velha política”, com o qual ele e seus seguidores mais radicais procuram execrar a classe política perante a opinião pública. A reação, evidentemente, não poderia ter sido pior, em clara retaliação, dado o amadorismo do presidente, que abre uma guerra verbal, sem ter uma base parlamentar para chamar de sua, contra velhas raposas que dominam as votações no Congresso Nacional ao sabor dos seus interesses – vide a célebre manifestação do deputado Paulinho da Força feita recentemente, quando disse com todas as letras que parte do Congresso não quer facilitar a vida do presidente, pelo motivo cabal e torpe de não alimentar as chances de que Bolsonaro venha a se reeleger em 2022. Enquanto em Brasília se trava essa guerra de egos, vaidades e interesses inconfessáveis, na vida real os indicadores da economia seguem ladeira abaixo, trazendo perspectivas sombrias para a imensa maioria dos brasileiros. Lamentável!

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

De ingovernabilidade

Não sei se o presidente deveria divulgar seu apoio ao texto que mostra o Brasil ingovernável, mas ele tem toda a razão. O eleitor esclarecido brasileiro tentou renovar o nosso Legislativo, infelizmente, porém, as velhas raposas têm seus currais cativos e sobrevivem a qualquer tentativa de renovação. Hoje vemos os novatos batendo cabeça e as velhas raposas mais unidas do que nunca, impondo derrotas e mais derrotas ao governo, não se preocupando com o fato de que estão prejudicando o Brasil e o seu povo. Elas só pensam em si. Como sair desta situação? Não sei, mas se não sair rapidamente de tal armadilha o Brasil vai implodir e o povo vai sofrer muito mais do que já vem sofrendo. 

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Presos ao passado

Excelente o artigo A política brasileira entre dois passados (18/5, A2), de Bolívar Lamounier, que mostra com extrema clareza como o Brasil está realmente preso ao passado. É angustiante dar-se conta de que essa pífia minoria que maneja o Estado não vai abrir mão de seus privilégios. 

PAULO RIBEIRO

pauloribeiro634@gmail.com

São Paulo

Reministeriando

Então, os srs. parlamentares vão demonstrar a suprema “coragem” de deixar caducar a medida provisória da reforma administrativa? Coragem... Na verdade, é de malignidade que se trata tal abuso de poder. A reforma foi promessa de campanha e pauta muito importante na última eleição. Agora, já que estamos em completa balbúrdia política, sugiro que os finados ministérios sejam recriados só no papel, formalmente, mas completamente esvaziados, como vazio de sentido é o que essa politicalha está tentando fazer com o nosso país. Ficando só no papel não custarão absolutamente nada. Assim se restauraria a “normalidade administrativa”, como quer a turma do atraso.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

osemensa@terra.com.br

Campinas

Reconstruir o País

Vamos reconstruir o País, presidente Bolsonaro? Vamos esquecer as recorrentes provocações da esquerda e o “passeio festivo” da última quarta-feira pelo contingenciamento de verbas da educação? Os professores e estudantes – os “seres pensantes”, segundo a mídia – que saíram às ruas parecem não ter refletido sobre a real causa da quebra do País e da urgência da contenção de gastos da Nação em todas as áreas. Não sabem eles quem são os responsáveis pelos atuais 14 milhões de desempregados, ou fazem a isso ouvidos moucos? E se são mesmo eles os intelectuais sérios e preocupados com a educação como desejam demonstrar agora, por que não saíram em passeata quando toda a mídia publicava, durante o governo do PT, que o Brasil era um dos países que destinavam as mais altas verbas do mundo para a educação e, mesmo assim, os nossos alunos obtinham as piores notas no exame do Pisa? Estranho, não? Por isso, sr. presidente, vamos ignorar essas passeatas e outras manifestações similares e voltar a discutir as pautas que realmente importam para a reconstrução econômica e social do Brasil. Os que nas últimas eleições votaram no 17 agradeceriam hoje e os que não votaram certamente agradecerão amanhã.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

Janela de oportunidade

Desanimadoras as opiniões de economistas colhidas pelo Estadão. Nenhum trouxe algum fundamento econômico que possa vir a reverter a situação de caos que se avizinha. É fato que o governo perdeu a janela de oportunidade dada em todo início de mandato. A reforma da Previdência é condição necessária, mas não suficiente para fazer o País voltar a crescer. Ao contrário, vai retirar 16,5% do que a Previdência injeta mensalmente na economia. A única solução seria usar os recursos poupados pela reforma na conclusão de obras públicas paralisadas e nas parcerias público-privadas. Todo o resto, corte de juros, plano de governo, reforma tributária, é necessário, mas não resolverá.

RICARDO ROMANELLI FILHO

romanelli@terra.com.br

Pinhais (PR)

Obras paradas

No País há milhares e milhares de obras públicas paralisadas, entre elas hospitais, escolas, ferrovias etc., etc., e a Nação paga altos juros pelos empréstimos usados para iniciá-las. As perdas financeiras causadas por tais obras crescem mês a mês, como bola de neve, para gáudio dos que auferem os altos juros pagos com os impostos de todos nós. Num ambiente desses, nossos congressistas, gozando grandes regalias financeiras e vivendo no mundo da lua, se concedem o poder de indicar novas obras, a serem realizadas em seus quintais eleitorais, piorando ainda mais as finanças públicas. O povo pede realismo!

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

E O PIBINHO, Ó!

O ano e o governo Bolsonaro começaram com a otimista projeção dos especialistas de um avanço do PIB da ordem de 2,53%. Ao longo das últimas 11 semanas consecutivas, essa miragem alvissareira vem despencando até atingir menos de 1% nestes dias. Diante da declaração realista do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o País está no fundo do poço, tudo leva a crer que, assim como o buraco é mais embaixo, o fundo do poço também é. Pois é, de pibinho em pibinho, vamos indo para o brejinho. Haja fé e otimismo para seguir em frente. Avante, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MARCHA À RÉ


O Brasil, além de estar em marcha lenta, fez o lucro das empresas diminuir 6% no primeiro trimestre deste ano. Do jeito que as coisas andam, com desemprego assustador e a inércia do Congresso Nacional, somados à fragilidade do novo governo, que já está ficando velho, é bem possível – para não dizer provável – que nossa economia engate a marcha à ré. Daí, então, nossas vacas, sem alternativa, chegarão ao tão temido e famoso brejo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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SÁBIA DECISÃO

O escritor Olavo de Carvalho, que teve até agora influência no governo Bolsonaro, tomou a sábia decisão de não se meter mais na política brasileira. De fato, independentemente de suas convicções, os que o seguem no atual governo não se comportam como pessoas responsáveis para conduzir os destinos do País, hoje em situação calamitosa, pela herança deixada pelos governos petistas. Afinal de contas, já dizia a minha avó, de filósofo e de louco todo mundo tem um pouco. O novo ministro da Educação adotou uma política de contingenciamento de verba em sua Pasta – até normal neste início de ano –, mas anunciou critérios absurdamente impróprios, que provocaram a volta às ruas de uma multidão inimaginável neste início de governo. E, convidado pela Câmara dos Deputados para dar explicações, Abraham Weintraub se mostrou um convidado trapalhão, ao mostrar a soberba que o caracteriza e até desrespeitar grosseiramente os deputados. Concomitantemente, o presidente Bolsonaro, lá dos Estados Unidos, ao saber que multidões encherem as ruas de pelo menos 250 cidades na quarta-feira, em protesto contra o corte de verbas da Educação, as chamou de “idiotas úteis”. O mais ferrenho opositor de seu governo não faria melhor. O presidente, que se caracteriza por falar o que não deve na hora errada e outras horas também, já disse que não nasceu para ser presidente, mas para ser militar. Nem precisaria dizê-lo, depois de tantos erros. Já estamos no quinto mês de governo e a reforma da Previdência não anda, sempre atrapalhada pelo presidente ou um dos seus ministros trapalhões. Esta reforma merece atenção imediata, pelo simples fato de que a sua equação não tem mais solução, dadas as mudanças na nossa sociedade por inúmeros motivos que não cabem aqui relacionar. Chega a ser espantoso que um político que já tem 30 anos de estrada, ao chegar ao ápice da sua carreira, cometa tais desatinos. Ele não entendeu que o presidente da República fala por meio do “Diário Oficial” e nos pronunciamentos oficiais, tendo antes tomado o cuidado de analisar muito bem as eventuais implicações políticas e econômicas que poderão advir de suas palavras. Jamais deveria se pronunciar por meio das redes sociais ou dar entrevistas de improviso. A continuar nesta trajetória, não terá longa permanência no Palácio do Planalto – o que não é nada bom para a nossa democracia. Já tivemos impeachments demais desde a Constituição de 1988.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NOSSOS PARLAMENTARES

Beirando os 70 anos, começo a perder a esperança de ver um dia nosso povo ter no Congresso Nacional representantes que dignifiquem seu mandato. Hoje, com o País rumando célere para o abismo, eles tentam negar aprovação às medidas propostas pelo ministro Sergio Moro, contra a corrupção, à reforma da Previdência como proposta pelo governo; tentam libertar presos condenados pela Justiça por seus hediondos crimes contra o povo; tentam garantir a continuidade do desarmamento do povo, decretado contra a vontade de todos pelo senhor FHC; em suma, tentam não aceitar a vontade dos brasileiros que elegeram Bolsonaro, exatamente, para fazer tudo aquilo que eles tentam impedir, sem o menor pudor, sem o menor interesse pela causa pública. Queira Deus que esta borrasca possa ter fim antes do meu fim.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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INGOVERNÁVEL

O presidente Bolsonaro divulgou um texto de autor desconhecido em que fala num Brasil ingovernável. Não sei se o texto é fake ou algo do gênero, mas que toca na ferida, lá isso toca. É a pura verdade. Neste país se governa no interesse das corporações, do “toma lá, dá cá”, etc. A maioria votou nele acreditando e esperando que este status quo terminasse, mas é difícil, ainda mais quando o parlamentar diz uma coisa e faz outra. Ou o povo se mobiliza ou terá jogado seu voto no lixo. E terá de se contentar com as migalhas que lhe são jogadas, como se fossem galinhas, sem ofensa, desde o governo FHC, passando pelo PT.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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EXPLICANDO O WHATSAAP

Uma frase dita em discurso no dia 1.º de maio em São Paulo por “Paulinho da Força” sintetiza a preocupação que alguns setores da sociedade vêm nutrindo com a possibilidade de Jair Bolsonaro lançar sua candidatura em 2022 com base numa boa governança: não podemos (os deputados) aprovar a reforma da Previdência como o governo quer, senão o Brasil volta a crescer e a esquerda não se elege mais. “Essa proposta precisa ser desidratada.” Esse desejo de muitos expressado pelo ex-líder sindical explica o texto divulgado no WhatsApp pelo presidente Jair Bolsonaro em que manifesta preocupação com um Brasil ingovernável e livre de conchavos. Parece que alguns setores acostumados a benesses de governos anteriores terão de se adaptar a uma nova realidade, pensando mais em Brasil e menos em interesses próprios.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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QUEM MANDA NESTE PAÍS

Didático e, ao mesmo tempo, estarrecedor o texto do emérito jornalista José Nêumanne “Suspeitos do Centrão é que mandam no Brasil” (15/5, A2). Como é que podem estes senhores Rodrigo Maia (0,96% de votos em seu curral), Davi Alcolumbre (36,27% dos votos) e o condenado corrupto Valdemar Costa Neto, aquele “famoso”, que nem exercendo o cargo está, mandarem neste triste país? Perguntas: o que faz o Tribunal Superior Eleitoral, que não fecha conhecidos partidos famosos pelo uso reiterado de caixa 2?   E o “famoso” Supremo Tribunal Federal (STF), que não manda o corrupto condenado a sete anos direto para a cadeia? Por acaso estaria o STF ainda legislando sobre coisas mais importantes, como o sacrifício de animais por seitas “religiosas”, sobre o mau uso (contra eles...) da internet ou preocupado com as lagostas e os camarões que adquiriu à nossa custa para seus lautos jantares? Este país é, mesmo, surreal!

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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INACREDITÁVEL

Depois da infeliz declaração “idiotas úteis”, criando abismos com estudantes e professores, Bolsonaro larga seus afazeres para trocar farpas com Lula no Twitter. Inacreditável. O próprio Bolsonaro dando munição para o presidiário Lula sair do anonimato e montar palanque. Festa nos arraias petistas.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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RECADO

Magnífico o editorial do “Estadão” de 17/5 (A3) “Hostilidade como método”, cujo teor é um recado oportuno que o nosso presidente Jair Bolsonaro deveria, com humildade, ler e reler, pois ainda há tempo de tranquilizar aqueles que o elegeram e dar-lhes de volta a esperança de dias melhores.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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INFANTILIDADE

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), politicamente, é muito infantil e faz péssima leitura sobre o quadro político brasileiro.  Espetaculoso que é, postou em sua conta no Twitter: “O que está por vir pode derrubar o capitão eleito” e “já está tudo engatilhado em Brasília para derrubar Bolsonaro”. Sinceramente, quem até aqui tem prejudicado a imagem deste governo são os próprios filhos e o pai Bolsonaro, que não perdem tempo para criar crises.  Já o embate político é próprio da democracia! Sobre ele, infelizmente, o presidente e seus filhos demonstram que nada aprenderam.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CALOS NOS PÉS

Já se não bastassem os enormes problemas gerados pelo presidente, seus ministros e assessores, vem o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do dito-cujo, expor sua ideia de o Brasil criar armas nucleares, inclusive bomba nuclear, visando a manter um respeito maior perante outras nações que já possuem tal armamento. Grande estupidez, perda de tempo, gastos inúteis e posicionamento indevido, visto ser o País signatário de tratados contra armas nucleares. Realmente, os filhos do presidente são calos doloridos e sangrentos nos pés do maior mandatário do País, são entraves maiores à tentativa de resgate do Brasil.

Pedro Eduardo Fortes pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É PARA PRINCIPIANTES

Já dizia Antonio Carlos Jobim, “o Brasil não é um país para principiantes”. O “Estadão” de 12/5 foi pródigo em críticas ao presidente Bolsonaro. Os artigos “Enquanto o País derrapa, Bolsonaro cuida de armas”, do jornalista Rolf Kuntz (página A2), “Tsunami”, de Eliane Cantanhêde (página A8), e o de Vera Magalhães “Indo à forra” (página A10) “malharam” o presidente sem dó nem piedade. Não é que não mereça, pelas trapalhadas que ele e sua prole vêm patrocinando toda semana. Têm dado inúmeros motivos para isso, como, por exemplo, o decreto da posse e porte de armas, que dá a entender um “salve geral” para o bangue-bangue nacional. Por que mais isso agora? O foco é a reforma da Previdência, que nenhum governo anterior teve a coragem de propor. Precisa de todo empenho para ser aprovada. A imprensa isenta deveria destacar também as facetas positivas deste governo, que encontrou o País quebrado, aparelhado, com 13 milhões de desempregados e com um Congresso, como constatamos dia a dia, incapaz de entender o recado das urnas. Portanto, presidente Jair Bolsonaro, esperamos que se supere, porque este cenário confirma o diagnóstico do insuperável Antonio Carlos Jobim.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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MEU ARSENAL

Por falar em porte de armas, tenho um arsenal em casa: uma biblioteca com livros de vários calibres.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

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SENSAÇÃO DE FRUSTRAÇÃO

Enquanto a reforma da Previdência está sendo discutida na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, os holofotes se viraram, durante as últimas semanas, para algumas decisões e declarações do presidente Jair Bolsonaro. A flexibilização do porte de armas, a construção de um autódromo no Rio de Janeiro, os elogios feitos ao guru, o escritor Olavo de Carvalho, e a constante ausência de diálogos com os parlamentares para não tirar o Coaf do ministro Sergio Moro mostram o quão distante está o presidente das reais prioridades do País, que continua paralisado e estagnado, com a economia derretendo, estudantes e professores nas ruas e praças protestando, enquanto o presidente da República e o da Câmara dos Deputados viajavam para tratarem de algo relevante para o Brasil. As expectativas no momento são de frustração. O Brasil tem 13,4 milhões de desempregados, um sistema de saúde que não funciona, onde falta quase tudo, incluindo a distribuição de medicamentos de alto custo e falta de médicos nos postos, uma educação que pede socorro – e, agora, enfrenta contingenciamento e redução de verbas para as unidades federais, enquanto o presidente só se mostra apto a adotar medidas populistas, como anunciar que vai indicar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para a primeira vaga que for aberta no Supremo Tribunal Federal, vaga hoje ocupada pelo decano da Corte, o ministro Celso de Mello, que em novembro de 2020 vai completar a idade-limite para se aposentar. O que se vê é um presidente perdido na noção de prioridade. Fato é que, enquanto ele navega nesse populismo, seus comandos batem cabeça e o Brasil continua como uma nau sem rumo e sem comando. E a população fica no meio do tiroteio de egos e na frustração, por ver suas expectativas virarem água, o que é lamentável.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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EM ORDEM

As manifestações no dia 15/5 (contra contingenciamentos de verbas escolares e a reforma da Previdência) foram pacíficas, com intervenções pontuais, sem graves consequências. Bem diferente das arruaças de outrora da UNE sob a velada tutela do governo, com atuação de blacks blocs e muitas depredações. Apesar de ter ocorrido num dia útil, parabéns pela conduta, embora prejudicial ao ir e vir de outros cidadãos. Nada disso teria acontecido se os nossos deputados fossem ágeis e patriotas na reforma da Previdência e priorizassem o Brasil plural, ao invés dos seus interesses pessoais e partidários.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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NAS RUAS, ‘LULA LIVRE’

Muito estranha a manifestação nas ruas neste ano. Alguém se lembra de anteriores contingenciamentos de verbas? 2009 e 2010 (governo Lula), R$ 1,2 bilhão e R$ 3,3 bilhões; 2011, 2012 (governo Dilma), R$ 3,1 bilhões e R$ 1,9 bilhão; 2015, 2016 e 2017 (governo Dilma ainda), os maiores, R$ 10,6 bilhões, R$ 4,2 bilhões e R$ 4,3 bilhões; 2017 e 2018 (governo Temer), R$ 4,3 bilhões e R$ 2,8 bilhões; e, agora, R$ 2,2 bilhões, no governo Bolsonaro. Foi o presidente que contingenciou essa verba? Claro que não. Todos os gastos previstos são projetados no ano anterior, ou seja, em 2018, e isso pode acontecer se a projeção de arrecadação advinda de impostos não for suficiente. Assim, as verbas são contingenciadas – portanto o que ocorre agora e vem ocorrendo é um procedimento normal. As manifestações de quarta-feira, dia 15, ocorreram pois a esquerda não está mais no poder, daí ter movimentado suas insanas bases, a massa de manobra. Tanto assim que havia no meio delas faixas de “Lula Livre”, que nada têm que ver com educação, a não ser que queiram liberar o prisioneiro de Curitiba para estudar ou fazer um auê (como fizeram) para a turba desinformada.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTOS DE 15/5

Muitas fotos com “Lula Livre” mostram como os estudantes foram massa de manobra, idiotas úteis.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CONTIGENCIAMENTO

O governo e seu ministro deveriam explicar o que é “contingenciamento”. Dilma fez corte ou contingenciamento? Quando a mentira é delatada, surgem “sinônimos” de gatunagem. Não se trata de roubar, mas de “transferir recursos”. Essa é a cara de governinhos nanicos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MAIS UM REVÉS

Após tantos revezes – armas, educação, economia, justiça, dentre outras intromissões –, será que o governo Bolsonaro consegue entrar na linha? Afinal, no jogo político, está perdendo de “dez a zero”. Aliás, parece que o “defunto político” tem razão quando disse que o governo é “um bando de malucos”!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TIROTEIOS NO RIO DE JANEIRO

Os efeitos benéficos à população ordeira, decorrentes da política de confronto com o bandido, adotada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, já se fazem sentir claramente no nosso dia a dia. Por exemplo, os tiros de armas pesadas que escutávamos frequentemente há anos, oriundos de comunidade vizinha à minha residência, praticamente cessaram há cerca de quatro meses. As pessoas de bem estão voltando a respirar de alívio. Afinal de contas, paz é um direito sagrado de todo cidadão que trabalha e paga seus impostos. Parabéns ao governador Wilson Witzel.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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A IMPORTÂNCIA DO JORNAL NA SUA COMUNIDADE

Atravessamos um tempo e redefinições. A entrada de novas tecnologias transformou o mundo na aldeia global prevista pelo escritor décadas atrás. Os novos formatos chegaram, facilitando a vida e, por outro lado, impondo dificuldades a empreendimentos tradicionais, como os jornais impressos. Já tivemos a tristeza de ver o fim de tradicionais publicações e grandes dificuldades para outras sobreviverem. Com isso, corremos o risco de saber, em tempo real, o que acontece em Brasília, Nova York, Paris, Tóquio e outras partes distantes do planeta, mas ignorar a problemática da região, cidade ou bairro onde vivemos, que nos impacta positiva ou negativamente. O jornal, diferentemente do imediatismo rádio, TV e internet, é o veículo que traz as notícias e fatos já apurados e consolidados e os guarda para a história. O governo, que reforma a Lei Rouanet, para evitar que artistas ricos e grandes corporações drenem um recurso destinado a atender aos pobres e iniciantes, deveria voltar suas atenções para a sobrevivência dos jornais. Desonerar e incentivar a atividade que durante tanto tempo impulsionou o desenvolvimento da sociedade. Cada jornal que fecha é um dano irrecuperável a todos nós.               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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