Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2019 | 03h00

ODEBRECHT

Responsabilidade legal

Responsabilidade não é delegável. Os empréstimos sem garantia outorgados pelos bancos públicos brasileiros à Odebrecht, que agora está em recuperação judicial, têm de ser apurados e punidos nos níveis dos funcionários que os autorizaram, do respectivo diretor-presidente do banco público e do presidente da República do Brasil no momento. De fato, a autoridade para perpetrar os malfeitos foi delegada pelo então presidente da República à sua equipe, mas sua responsabilidade pelos atos desta equipe permanece com ele e deve ser apurada e condenada – incluindo quanto ao necessário ressarcimento dos valores aos cofres públicos. Surpreendentemente, no Brasil ainda vale a alegação de que o desconhecimento do fato exime o malfeitor da responsabilidade inerente ao cargo no Poder Executivo, condenando, assim, o País ao subdesenvolvimento eterno. Que a Justiça brasileira passe a punir a irresponsabilidade dos políticos e dos detentores do poder e a responsabilizar os responsáveis legais corretamente, dando um novo rumo ao País.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

ECONOMIA

De crise em crise

Ao criticar publicamente o hoje demissionário presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Joaquim Levy, Jair Bolsonaro desmoralizou também o importante banco de fomento criado em 1952. E pelo jeito, infelizmente, a atitude contou com o assentimento do ministro Paulo Guedes. Portanto, nesse sentido, o ministro mereceu a reação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que chegou a classificar o episódio como “uma covardia sem precedentes”, o que deixou revoltada boa parte da equipe econômica. É por esta e outras crises geradas pelo governo que nossa economia segue estagnada. Os números são cristalinos a esse respeito: o boletim Focus, do Banco Central, de segunda-feira (17/6) apontou a 16.ª queda consecutiva do Índice de Atividade (IBC-Br), e a previsão de crescimento econômico para 2019 é de um medíocre 0,93%. No início de janeiro, era de 2,53%...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Humilhação

Foi uma grosseria perversa o modo como Bolsonaro provocou a demissão de Joaquim Levy e de Marcos Barbosa Pinto do BNDES. Discordâncias não dão a ninguém, nem ao presidente da República, o direito de humilhar, em rede nacional, quem quer que seja, muito menos aqueles que põem sua competência a serviço do País.

ELISA MARIA ANDRADE

elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

Bala de prata

Enquanto a reforma da Previdência não sai, o que se vê no Brasil são desalento, despejos, filas enormes no Vale do Anhangabaú, quiçá divórcios, um mergulho no álcool e nas drogas, que aplacam a fome e escondem as misérias – só até o dia seguinte. A indústria do País anda capenga e o comércio pede socorro. Aqui e acolá, faturamento baixo e ameaça de cortes nas empresas. É bem provável que no Congresso não haja avanços na reforma antes do recesso de julho, mas algo ainda pode acontecer para aliviar a recessão. Se qualquer ajuda, agora, é considerada por sábios doutores um paliativo, um voo de galinha, perguntemos àqueles que estão com a corda no pescoço, com fome de tudo. Para estes, um aceno neste momento é bala de prata. Um bom exemplo foi a ação do ex-presidente Michel Temer quando liberou o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativo, em 2018, que ajudou muita gente. É imperativo fazer algo, para ontem, pelo cidadão que agoniza. Eis a mensagem que vem das ruas.

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

Despreparo

Estão sobrando vagas de emprego, por falta de candidatos com o ensino médio completo. Parabéns ao PT pelo belo trabalho na área da educação.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

EDUCAÇÃO

Pesquisa da OCDE

Sobre a matéria Professor brasileiro é um dos que mais sofrem com intimidação e bullying (20/6, A10), custa-me crer que um professor leve cerca de 33% do tempo de sua aula para fazer a chamada e pôr ordem na classe. Segundo a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mau desempenho do Brasil está relacionado à falta de preparo e experiência dos professores. A pesquisa revela que o País é o 3.º, entre 48 países, com o pior aproveitamento de tempo em classe, ficando à frente apenas de África do Sul e Arábia Saudita. É comum no Brasil, por exemplo, ver um professor que serve de curinga, ministrando aulas em disciplinas que não a sua. Se trabalhando na sua própria disciplina já é difícil prender a atenção da classe, imaginem entrar num assunto que não domina. Se os especialistas têm o diagnóstico – os professores pertencem a uma categoria que vem sendo desvalorizada ao longo de vários governos –, por que não se enfrenta o problema? Além de ser caro, isso demanda tempo, pois ninguém se torna professor de uma hora para outra. Eis uma profissão em que não se improvisa o ator. Um professor que domina o conteúdo de sua disciplina dá sua aula e, enquanto os alunos fazem as atividades, confere os presentes. Isso não leva mais que dois minutos. Quanto a manter a ordem, o que funciona é estabelecer regras construídas com a participação dos alunos. É imprescindível que eles se tornem parte do processo e se comprometam. Para ser professor, pois, além das exigências do cargo, é preciso talento. Falo com conhecimento de causa.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

COPA AMÉRICA

Seleção brasileira

Com uma apática atuação, a seleção brasileira masculina de futebol empatou em zero a zero com a Venezuela na terça-feira, pela segunda rodada da Copa América, e saiu de campo sob vaias. A partir de 1958, fruto dos méritos da seleção, o Brasil passou a ser conhecido como “o país do futebol”. Rara era a equipe que não tremia ao encarar a camisa canarinho. Eis que, recentemente, com tristeza, vimos nossa seleção facilmente dominada e eliminada por franceses, holandeses, belgas e, o que é pior, atropelada pela seleção alemã em pleno Mineirão no vergonhoso 7 a 1. Não resta dúvida de que o futebol é o esporte número um no Brasil, mas, no mundo, já não somos mais os primeiros.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


É O PODER, É O PODER

Da virtude estreita e democrática de um mandato aos caminhos largos e viciantes da permanência no cargo. Nada mais populista do que anunciar o desejo de um segundo mandato, em uma marcha para Jesus em País laico. “É o poder, é o poder, é o poder…” Observem leitores, a primeira página do jornal “Estado” (21/6), reparem a imagem centralizada, os semblantes já não são os mesmos, os “sinais” foram trocados: sai a libra, entra o sorriso largo. Do papo reto de quatro anos, ao papo furado: diga ao povo que fico! Em seis meses no cargo, choveu no molhado (viciado em caos). Quatro anos é uma triste realidade, oito anos é utopia que faz o Paulinho da Força cair fraco e sentado. Já havia anunciado o desejo do segundo mandato em Eldorado, onde foi criado, o que me faz pensar em Eldorado de Glauber Rocha, com esse Brasil em transe e arruinado. “É o poder, é o poder, é o poder…” No melhor estilo Fernão Lara, claro.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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REELEIÇÃO

Jair Bolsonaro, contrariando seu discurso de campanha, já fala em reeleição. Populista como é, gosta de estar nos “braços do povo”, mas precisa primeiro começar a governar o País. Obviamente, como é de costume, gosta de “fritar” seus auxiliares. Certamente, Sergio Moro será o próximo. Na verdade, no governo ou não, Moro poderia se candidatar ao Palácio do Planalto que seria ovacionado de forma esplêndida e inédita pelos brasileiros.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNANDO PARA METADE

Para pensar na reeleição, Bolsonaro precisa primeiro tirar o País da estagnação econômica, acabar com o desemprego, parar de estimular a destruição da natureza, respeitar todas as minorias, respeitar as outras religiões, respeitar os outros Poderes, respeitar seus colaboradores, participar da parada gay com a mesma desenvoltura com que vai ao culto religioso. Falta muito para Bolsonaro poder dizer que faz um bom governo, se ele continuar governando apenas para a metade que votou nele, a outra metade do País irá lhe aplicar uma surra nas urnas nas próximas eleições.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTRA A REELEIÇÃO

Jair Bolsonaro não contraria seu discurso de campanha. Ele continua contra a reeleição... dos outros!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SEM BANDEIRINHAS, SINDICATOS, OU PARTIDOS

Imagine um evento com milhões de pessoas (como a tal marcha de ontem) de forma ordeira, tranquila. Até governantes se apresentaram sem seguranças. Além disso, não havia bandeirinhas de igreja “a” ou “b”, muito menos de sindicatos e partidos, apenas um contingente de gente dando o recado da “fé”. O paradigma de todas as religiões é “se cada um for melhor, a sociedade também o será”, e a constituição disso são os dez mandamentos ainda da época de Moisés. Tomara que os governantes lá entendam o recado e não tenha sido apenas um palanque político.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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GESTO DE ARMA

Aparecer na Marcha para Jesus fazendo gesto de estar portando uma arma e ver o povo indo ao delírio me faz pensar se, realmente, presidente e seguidores da religião entendem o significado do 6.º mandamento da lei divina.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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CARONA

Políticos e empresários corruptos, condenados na histórica Operação Lava Jato, estão exultantes com as acusações a Sergio Moro. As denúncias são feitas por hackers partidários de Lula, contra o então juiz, que teria agido politicamente. É pontual e se refere à condenação do ex-presidente. Os processos da Lava Jato atingiram inicialmente os diretores da Petrobrás, indicados pelos três partidos que apoiavam o governo: PT, PMDB e PP e as grandes empreiteiras que os subornavam, liderados pela gigantesca e tentacular Odebrecht. O Brasil todo acompanhou essa fantástica novela de brutal corrupção, em que organizações criminosas muito bem estruturadas assaltaram a nação. Em assim sendo, não queiram os corruptos, que roubaram R$ 6 bilhões, pegar carona nessa questão entre um ministro que foi juiz na Lava Jato e os que o acusam de atuar em sintonia com o Ministério Público para colocar Lula na cadeia. A corrupção foi generalizada e dela participaram lideranças de todos os grandes partidos políticos brasileiros. Não tentem tapar o sol da verdade com a peneira da mentira dos corruptos que roubaram o Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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INVERSÃO

Oito senadores envolvidos na Lava Jato, que deveriam estar fora da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), inquirem o ministro Moro descaradamente. Renan mesmo, por 14 inquéritos. O que corre contra eles e muitos outros mofa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) até prescrever, e continuam mandando. Que vergonha, isso só vemos neste nosso Brasil.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ISONOMIA

A se confirmar a veracidade das mensagens supostamente trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, de rigor a anulação da condenação dos réus referidos nas missivas. Em que pese o esforço homérico do ex-juiz na tentativa de minimizar tais comunicações, é de clareza solar que as mesmas buscaram orientar os procuradores. O ex-juiz mostra-se excessivamente preocupado com a estratégia da acusação, como no episódio em que orienta Dallagnol a substituir uma procuradora, por considerar seu desempenho insuficiente na inquirição de testemunhas. Em resposta, o procurador Carlos Lima diz a Dallagnol que seguirá o conselho do então magistrado, e que esse desempenho insuficiente de procuradores não poderia acontecer “no caso do Lula”. Obviamente, o ex-magistrado atuou comprometido com a acusação. Basta notar que sua interação com os advogados de defesa se dava de forma bem menos cortês.

Em sabatina no Senado, o hoje ministro disse que suas supostas mensagens não surtiram efeito prático, fato desmentido no dia seguinte pelo site The Intercept, relativamente à procuradora Laura Tessler. Ainda que assim não fosse, o simples fato de mostrar-se solidário a uma das partes em detrimento da outra já o torna suspeito, devendo, por dever de ofício e de honestidade, afastar-se do processo. Fossem lícitas as mensagens trocadas, teriam ocorrido dentro dos autos, possibilitando o escrutínio público e o contraditório da defesa.

É difícil crer que o ex-juiz não se lembre de ter orientado a força tarefa. Esquece-se da data de uma audiência. Esquece-se do número de testemunhas ouvidas. Mas daquilo que fazemos de forma sorrateira, não nos esquecemos. Ademais, em momento algum o juiz as nega, num cuidado claro de quem sabe poder ser desmentido.

Juiz não é agente de segurança pública. Juiz não pode atuar como justiceiro. Deve manter equidistância dos demais atores processuais, de forma neutra. No trato com as partes, deve prezar pela isonomia. Estou cada vez mais convencido de que assim não foi a atuação do ex-juiz Sérgio Moro, em especial no famigerado caso do Tríplex do Guarujá.

Thiago Vinícius de Carvalho Soares carvalhosoares@outlook.com

Itatiba

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VOTOS POR VERBA

Costume esdrúxulo de trocar votos de assunto de interesse nacional por verba para projetos e/ou cargos. Deve ser resquício da Corte portuguesa. Leis precisam ser avaliadas pelo valor de princípio e para o bem comum, sem qualquer outra consideração. Trata-se de atitude de representante eleito em qualquer regime, seja presidencial, seja parlamentarista. Obras e liberação de recursos dependem da gestão de orçamento – critérios financeiros, de balanço e de distribuição pelas regiões. O toma lá dá cá é perverso por natureza. Não tem nada de política para o bem público, mas tudo de vício.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CONVÍVIO DE IDEIAS

Nos dias atuais, houve a evolução dos costumes em todas as áreas do comportamento humano, como demonstra a humanização das relações entre as pessoas, independentemente da orientação sexual que se tenha. Tal realidade ética dá esperança de que tal progresso ocorra também no relacionamento político, para que saiamos deste momento complicado raivoso que ora vivenciamos, rumo a uma emblemática harmonia e saudável e democrático convívio de ideias, nesse setor.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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LEI DO FEMINICÍDIO

Neste Brasil machista e violento em que uma mulher é assassinada a cada duas horas, o presidente Bolsonaro, do alto de sua incorrigível incontinência verbal, declarou com todas as letras que a Lei do Feminicídio não passa de uma “leizinha”. Com a palavra, a primeira dama, Michelle Bolsonaro.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PREMIÊ BRITÂNICO

Sobre o artigo “Johnson enfrentará chanceler na última disputa pelo cargo de premiê britânico”, publicado no Estadão em 20/6. A novela do Brexit estava há alguns dias sem novidades, mas agora surge a disputa entre Boris Johnson e Jeremy Hunt pela liderança do partido e o cargo de primeiro-ministro. Neste páreo logo logo veremos qual dos cavalos vencerá a corrida. Imagino em Londres agora as casas de apostas sobre o vencedor. Mas independente do resultado, a questão continua a se arrastar sem resultados, pois a União Europeia já deu suas condições, quase uma rendição incondicional. Caso a solução extrema do divórcio contencioso se realize, haverá consequências como a possível saída da Escócia e do Ulster do Reino (não tão) Unido. O affaire mostra que em todas as latitudes existem políticos irresponsáveis.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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NOVO PRESIDENTE DO BNDES

Não top de mercado, mas, um bom nome escolhido por Paulo Guedes para presidir o BNDES, em substituição ao desrespeitado por Bolsonaro, Joaquim Levy. O economista Gustavo Montezano, que já atuava na equipe do secretário de desestatização Salim Mattar, vai ter de mostrar serviço para o intempestivo presidente Jair Bolsonaro, que deseja ver publicada, ou escancarada, a caixa preta do BNDES, que supostamente contém as falcatruas da era Lula e Dilma, de empréstimos principalmente a Cuba, Venezuela, e empresas como a JBS. Especialistas acham que nada mais existe a ser divulgado de ilícitos, pois, o ex-presidente do banco Luciano Coutinho e o ex-ministro da fazenda Guido Mantega já viraram até réus por envolvimento em fraudes nos empréstimos. Ou seja, Bolsonaro precisa rezar muito para não passar um novo carão... Boa sorte ao Montezano.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TUDO CAI

Tanto faz, saco ou paciência de presidente, ambos têm limites. Desde o início do governo Bolsonaro, ele vem dizendo que não quer e nem queria ninguém com vestígios petistas em seu governo, mas parece que o senhor Joaquim Levy, além de não prestar contas dos investimentos em Cuba e na Venezuela, enrolou muito para abrir a caixa preta do BNDES, o que mostrará todos os negócios escusos com a Odebrecht. Embora ministro, não cumpriu determinação presidencial, ou demorou para fazê-lo. Rua, é assim que Bolsonaro funciona. Como um elefante em uma loja de louças, conforme disse um colega cronista, tudo cai.

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÕES NA PETROBRÁS

Grandiosa notícia a do descobrimento de mais petróleo em Sergipe e Alagoas. Entretanto, o fato memorável vai servir para dificultar o processo de privatizações sob os olhares da esquerda, porque diante de um fato elogiável existem dezenas de outros condenáveis e o monopólio da Petrobrás só serviu, até o momento, para retardar suas missões. Entretanto, os apêndices da Petrobrás poderão ser privatizados desde já, porquanto a iniciativa privada saberá cuidar melhor deles.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EDUCAÇÃO E GOLPE

A repetição não transforma em verdade uma mentira, já dizia minha avó. A educação tem como objetivo a substituição de uma mente vazia por uma mente aberta. O educador existe para irrigar um deserto, não para derrubar floresta. Ele não pode exercer sua nobre missão às custas de mentira. Isso é inconcebível. Lamentavelmente, encontrei num material didático para alunos da 7ª série, elaborado pelo Grupo Eleva, o seguinte texto: “a oposição civil-política se mobilizou contra o governo conseguindo o golpe que tirou Dilma Rousseff do poder em 2016” Golpe? Que golpe? Mentir para crianças e adolescentes é covardia, principalmente por quem tem o dever de educar. Isso não é educação. Quero acreditar que não seja doutrinação.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PARQUE DO MINHOCÃO

Durante os últimos anos houve intenso debate, transversal, a três gestões: plano diretor, Câmara e Executivo, com ampla participação social, o que deu legitimidade ao processo democrático. A judicialização do urbanismo evidenciada pela ação do Ministério Público, cuja liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça a respeito da constitucionalidade da lei que oficializa, o já criado espontaneamente Parque Minhocão não só fragiliza a cidade como a imobiliza, e vulnerabiliza o processo democrático.

Felipe SS Rodrigues felipedessr@gmail.com

São Paulo

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TAPANDO O SOL COM A PENEIRA

Duas leis. O Rio de Janeiro, através de sua caríssima Assembleia Legislativa (Alerj), na qual operam “denodados” 70 deputados, acaba de aprovar, em uma semana, duas leis destinadas a regulamentar o uso de patinetes e bicicletas, introduzindo burocracia e despesas extras para o contribuinte que tenta se locomover ao trabalho ou no lazer. Tais decisões podem levar os mais desavisados à conclusão de que os grandes problemas dos fluminenses estão resolvidos, o que está longe de ser confirmado, em face da evidente situação falimentar do Estado, cujo governo luta com dificuldades para cumprir obrigações salariais, tornar a vida da população mais segura e garantir o bom funcionamento de hospitais públicos e escolas. Senhores parlamentares, dediquem mais atenção ao povo que os elegeu e não tente enganá-lo, tapando o sol com a peneira.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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FAIT DIVERS

O cotidiano brasileiro é um prato cheio sobre o insólito e, como dizem os franceses, os faits divers. Policiais de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram recebidos a tiros ao retirar uma faixa fixada por traficantes, em frente ao Colégio Estadual Ministro José de Moura e Silva. Na faixa, colocada na entrada da escola, estava escrito: “Proibido fumar maconha dentro ou na frente do colégio. Colégio é lugar de aprendizado, educação, futuro digno para nossas crianças”. O tiroteio assustou alunos, professores e funcionários. Ninguém ficou ferido e não houve prisões, nesta quarta-feira (19/6) durante o confronto a tiros entre PMs do 7º BPM (São Gonçalo) e criminosos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

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