A economia inicia um ciclo mais favorável

Já se pode afirmar que o Brasil ingressou num ciclo econômico positivo de longo prazo, segundo dois indicadores recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) e da instituição The Conference Board, com sede nos Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2018 | 03h06

Já se pode afirmar que o Brasil ingressou num ciclo econômico positivo de longo prazo, segundo dois indicadores recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) e da instituição The Conference Board, com sede nos Estados Unidos. Ficaram evidentes, desde dezembro, os sinais de “continuidade da tendência de variações positivas observada nos últimos meses”, afirmou o pesquisador da FGV/Ibre Paulo Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) avançou 0,9% entre novembro e dezembro de 2017 e atingiu 114,5 pontos, muito superior à média de 100 pontos que separam os campos positivo e negativo. Resultado favorável também foi registrado pelo Indicador Coincidente Composto da Economia do Brasil, que avalia as condições econômicas atuais e subiu 0,5% entre novembro e dezembro de 2017, alcançando 102,7 pontos.

O Iace resulta da avaliação de oito séries de indicadores, das quais sete contribuíram para a alta. O maior peso veio do Ibovespa, o índice que acompanha as ações mais negociadas na bolsa brasileira (B3) e que apresentou, em dezembro, alta de 6,2%. Os outros componentes do Iace são os índices de expectativas da indústria, dos serviços, do consumidor e da produção física de bens de consumo duráveis, da taxa referencial de swaps DI prefixada, das quantidades exportadas e dos termos de troca.

A expansão econômica ainda é considerada lenta pelos economistas da FGV e não está “completamente disseminada entre os setores, mas isso não é suficiente para considerar provável uma reversão da atual fase de crescimento”.

O Iace tem como responsabilidade avaliar o comportamento da economia no longo prazo. As séries de dados em que se baseia começaram em 1996, mas só em 2013 o indicador foi oficialmente lançado. Os setores e números pesquisados teriam permitido a identificação prévia das fases de crescimento e de recessão identificadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do Ibre (Codace). O Iace serve, portanto, como um instrumento capaz de propiciar às empresas tomar decisões antes das fases de recessão ou de retomada econômica. Os indicadores permitem, ainda, comparação direta dos ciclos econômicos do País com os de outros 11 países e regiões cobertos por The Conference Board, instituição independente que atua em âmbito global.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.