A FGV mostra como a indústria está evoluindo

Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,3 pontos em relação a dezembro e atingiu 100,8 pontos, superando o Índice de Expectativas (IE), que registrou queda de 1,3 ponto

O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2018 | 03h08

Um dado se destaca na prévia da Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) relativa a janeiro: o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,3 pontos em relação a dezembro e atingiu 100,8 pontos, superando o Índice de Expectativas (IE), que registrou queda de 1,3 ponto. Ao ultrapassar o nível de indiferença de 100 pontos, o ISA atingiu o melhor resultado desde setembro de 2013. Isso significa que, mais do que esperar por bons resultados no futuro, as 791 empresas consultadas no levantamento já constatam que a situação dos seus negócios está melhor.

A Sondagem da Indústria de Transformação da FGV/Ibre só será confirmada uma semana depois da prévia, mas esta já dá uma boa ideia dos sinais mais recentes de confiança de um setor que saiu da recessão em 2017.

Com o resultado de janeiro, constata-se que o ISA registrou sete altas consecutivas, não deixando dúvidas quanto à consistência da recuperação da indústria de transformação. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), por exemplo, atingiu 74,8%, o maior desde dezembro de 2015.

A retomada do setor industrial ainda não é generalizada, nem há indícios de maior disposição de abrir novas empresas industriais. Entre 2016 e 2017, segundo a Boa Vista SCPC, o número de novas companhias aumentou, em média, 13,6%, mas o número de novas indústrias cresceu 7,9%. Esse porcentual é inferior ao de 2016, quando o número de indústrias criadas no período registrou avanço de 9,9%.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo tratou como indicador positivo o fato de que o número de demissões na indústria paulista caiu da média de 173 mil registrada anualmente no triênio 2014/2016, em plena recessão, para 35 mil, em 2017.

A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a evolução da indústria revelou uma elevação da produção de 0,2% entre outubro e novembro, com destaque para a alta de 2,5% na produção de bens de consumo duráveis e de 1,4% na de bens intermediários.

Os números da FGV mostram que os sinais positivos observados em outros indicadores vão, aos poucos, se confirmando, antecipando uma recuperação mais firme da atividade econômica em 2018, liderada por indústria, comércio e exportação. 

 

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