A lenta reação do emprego na indústria paulista

Pela primeira vez desde 2013 a indústria paulista acumulou um saldo positivo de empregos nos primeiros oito meses do ano

O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2017 | 03h06

Pela primeira vez desde 2013 a indústria paulista acumulou um saldo positivo de empregos nos primeiros oito meses do ano. De janeiro a agosto, foram criadas 5,5 mil vagas, com o que o nível de emprego no setor aumentou 0,26% em relação a igual período de 2016. A última variação positiva nessa comparação havia sido registrada em 2013, ano que antecedeu ao início da recessão causada pelos erros e irresponsabilidades da política econômica do governo Dilma Rousseff.

Esse dado, que consta da pesquisa de nível de emprego no Estado de São Paulo realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), confirma a tendência apontada por estatísticas de emprego mais amplas, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que abrangem todo o País. De acordo com o Caged, a indústria de transformação contratou liquidamente 12.594 pessoas em julho. Nos sete primeiros meses do ano, o saldo de novos empregos no setor, em todo o País, foi de 35.900.

Esses números confirmam que o emprego na indústria começa a responder à recuperação da produção. O ritmo, porém, é lento, como mostram dados mais recentes, entre eles os relativos ao Estado de São Paulo, o mais industrializado País.

Na variação acumulada de 12 meses, o nível de emprego na indústria paulista vem caindo de maneira ininterrupta desde meados de 2012. Mas os últimos números sugerem que o quadro pode estar mudando, deixando para trás o período de seguidos cortes de pessoal. Ainda não se registram, porém, contratações em quantidade expressiva, pois a criação de empregos “é a última variável a reagir”, observou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. O motivo dessa lentidão é a existência de uma capacidade ociosa ainda alta, consequência da virulência com que a crise econômica afetou a atividade industrial.

Por isso, na comparação mensal, o nível de emprego na indústria de São Paulo ainda é oscilante. Em agosto, por exemplo, houve queda de 0,11% em relação a julho, com o fechamento de 2,5 mil postos de trabalho. Na comparação com agosto de 2016, a queda foi de 3,26%, com o fechamento de 73,5 mil vagas.

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