A recuperação parece chegar aos serviços

Duas pesquisas recentes sobre as atividades de serviços – da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da FecomercioSP – deram conta de que a recuperação chega ao setor

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2018 | 03h13

Duas pesquisas recentes sobre as atividades de serviços – da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da FecomercioSP – deram conta de que a recuperação chega ao setor. Essa retomada estava atrasada em relação à da indústria e do comércio, mal aparecendo nas últimas edições da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, cuja base de dados difere da dos outros levantamentos.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da FGV de dezembro mostrou avanço de 12,9 pontos entre 2016 e 2017, para 89,2 pontos, maior pontuação desde setembro de 2014. O ICS avançou 1,5 ponto em relação a novembro.

Como notou o coordenador de sondagens da FGV, Itaiguara Bezerra, “o resultado de dezembro consolida o processo de recuperação gradual da confiança no setor de serviços ao longo de 2017 e traz boas perspectivas para 2018”. Não apenas melhorou a situação atual, mas as expectativas evoluíram “de forma disseminada pelos vários segmentos pesquisados”.

Um dos itens avaliados – o da Tendência de Negócios para os próximos seis meses – registrou 98,4 pontos, com crescimento de 3,2 pontos em relação a novembro. Todos os números da pesquisa ainda estão no campo negativo (abaixo dos 100 pontos), mas a tendência de recuperação só seria ameaçada por “choques expressivos”, nota Bezerra.

Ainda mais positiva é a Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços da FecomercioSP, feita com base na arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) apurada pela Secretaria Municipal da Fazenda. O faturamento do setor na cidade de São Paulo aumentou sem interrupção entre janeiro e novembro de 2017. As receitas de R$ 24,8 bilhões em novembro superaram em 12,8% as de igual mês de 2016. Na comparação entre os primeiros 11 meses de 2016 e de 2017, o faturamento real cresceu 5,9% e atingiu R$ 261,2 bilhões.

Entre os itens que mais se destacaram estão agenciamento, corretagem e intermediação, saúde e serviços bancários, financeiros e securitários na capital. Já os piores resultados vieram de serviços técnico-científicos e de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados – neste item, já havia recuperação na comparação com novembro de 2016.

Os serviços têm peso determinante na economia e importância ainda maior nas metrópoles. Conquanto tardia, a retomada é auspiciosa.

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