Ainda é forte o recuo do setor de serviços

Em setembro, com poucas exceções – como transporte aéreo, turismo e tecnologia da informação –, o setor de serviços mostrou debilidade, segundo o IBGE

O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2016 | 02h45

Em setembro, com poucas exceções – como transporte aéreo, turismo e tecnologia da informação –, o setor de serviços mostrou debilidade, segundo o IBGE.

Comparado a setembro de 2015, o volume de serviços caiu 4,9% – variação próxima do recuo de 4,7%, entre os primeiros nove meses de 2015 e de 2016, e dos 5% dos últimos 12 meses, em relação aos 12 meses anteriores. Caiu até a receita nominal dos serviços (-0,7%) entre agosto e setembro, confirmando a percepção de que a recessão só será debelada, na hipótese mais otimista, no ano que vem.

Como maior empregador de mão de obra e englobando atividades que respondem por mais de dois terços do PIB, a fraqueza do setor afeta milhões de pessoas – como garçons, cabeleireiras, empregadas domésticas, taxistas, etc.

Entre agosto e setembro, a situação dos serviços mostrou-se ainda pior em Estados como o Rio de Janeiro, que vive uma das maiores crises fiscais da sua história, além de Mato Grosso e Pará.

Só o esforço das empresas para se manter competitivas e até tentar ampliar a participação no mercado explica o crescimento do volume dos serviços de tecnologia da informação (+3,9%) e das receitas nominais (+4,7%) entre agosto e setembro. Já transporte aéreo e turismo foram ajudados pela valorização do real, notando-se um comportamento acima da média nacional em São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Um dos poucos sinais de alento veio da diminuição do ritmo de queda de serviços entre o segundo e o terceiro trimestres. Por exemplo, a queda passou de 2,4% para 1,2% no caso de informação e comunicação; de 6,3% para 4,2% nos serviços profissionais, administrativos e complementares; e de 3,9% para 2% em outros serviços. Mas, comparando os terceiros trimestres de 2015 e de 2016, ainda é forte a queda nos setores de transportes e correios e nos serviços prestados às famílias.

O reequilíbrio mais rápido do setor depende do recuo da inflação, permitindo melhora do poder de compra do salário, além da melhora da atividade da indústria e do comércio, de que os serviços dependem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.