Alimentos puxam retomada da indústria paulista

Esta, ao crescer por três meses consecutivos, acumulou alta de 4,5% no segundo trimestre e deu suporte ao processo de recuperação industrial em curso no País

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 03h06

O avanço de 18,7% entre junho de 2016 e junho de 2017 da produção de bens alimentícios, como o açúcar cristal e o VHP (açúcar usado como matéria-prima para outros alimentos), assegurou a alta de 3% da produção industrial do Estado de São Paulo no período, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veículos automotores, reboques e carrocerias, além de máquinas e equipamentos e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos também ofereceram contribuição importante para a retomada da indústria paulista. Esta, ao crescer por três meses consecutivos, acumulou alta de 4,5% no segundo trimestre e deu suporte ao processo de recuperação industrial em curso no País.

O levantamento revelou que 9 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE mostraram alta da produção industrial. Além de São Paulo, Estado que mais pesa na produção nacional, o setor secundário também apresentou, entre junho de 2016 e junho de 2017, bons resultados no Rio de Janeiro (+3,1%), no Amazonas (+2,8%), em Pernambuco (+1,7%) e em Minas Gerais (+1,6%).

Cresceu, portanto, a produção nos três Estados onde a indústria é mais forte (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). Os números do final de junho são um bom sinal para o segundo semestre, quando se espera um ritmo mais forte da atividade.

Segundo o IBGE, “a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou acréscimo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2017 ante o nível do mês anterior e intensificou o ritmo de crescimento frente ao verificado em maio (0,2%)”. Os dados são dessazonalizados, isto é, excluem as variações esperadas do período.

O peso da indústria no Produto Interno (PIB) caiu muito nos últimos anos, até 2016. O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) ainda considera “muito fraco” o dinamismo do setor, notando que os dados de junho foram menos favoráveis do que os de maio. Mas o Iedi admite que o quadro é “radicalmente distinto daquele do final de 2016, quando eram muito raros os exemplos de localidades com crescimento da produção industrial”.

Indicadores satisfatórios quanto à inflação, juros e emprego tornarão mais firme a recuperação da economia – e da indústria – neste semestre.

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