Apoio às PMEs impulsiona nível de emprego

Em 2003, as PMEs eram responsáveis por 31% dos empregos em todo o mundo, taxa que subiu para 34,6% em 2015 e para 34,8% em 2016

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2017 | 05h00

O nível de emprego nas pequenas e médias empresas (PMEs), que vinha aumentando em escala global desde a virada do milênio, estagnou nos últimos dois anos, o que requer políticas para promover empreendimentos menores, incluindo condições adequadas de financiamento, principalmente para novas iniciativas. Essa é uma das conclusões do estudo sobre emprego no mundo em 2017 lançado há pouco pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em 2003, as PMEs eram responsáveis por 31% dos empregos em todo o mundo, taxa que subiu para 34,6% em 2015 e para 34,8% em 2016. De modo geral, a situação não melhorou em 2017, quando o número de desempregados em todo o mundo chegou a 201 milhões de trabalhadores, 3,4 milhões mais do que em 2016.

O estudo mostra que as PMEs são mais relevantes para o emprego nos países em desenvolvimento, onde respondem por 52% dos postos de trabalho. Essa proporção também é alta nos países desenvolvidos (41%). Já nos chamados países emergentes, grupo que inclui o Brasil, a taxa cai para 34%. Presumivelmente, esses dados não incluem as microempresas ou microempreendores individuais (MEI), cujo número é muito significativo no País.

Em termos globais, o relatório revela que, no período de 2003 a 2008, a taxa de crescimento do emprego permanente em tempo integral era, em média, 4,7 pontos porcentuais superior nas pequenas e 3,3 pontos porcentuais nas médias empresas em comparação com as companhias de maior porte. Essa vantagem, porém, não se manteve entre 2009 e 2014. Pelo menos em parte, isso pode ser atribuído à menor taxa de crescimento do emprego permanente em novas empresas, que foi 6,9 pontos porcentuais maior do que a daquelas já estabelecidas no período anterior à crise global, diferença que caiu para 5,5 pontos porcentuais nos últimos anos.

Além de destacar o papel das startups como indutoras de processos inovadores e a necessidade crescente de treinamento de mão de obra para obtenção de ganhos de produtividade, a OIT focaliza também o importante papel das PMEs no trabalho feminino.

Em média, diz o trabalho, “cerca de 30% dos funcionários permanentes em tempo integral nas PMEs são mulheres, comparado com 27% nas empresas de maior porte”.

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