Balanço de pagamentos melhora

O balanço de pagamentos apresentou superávit de US$ 7 bilhões no mês de junho - 88,2% superior ao do mês anterior. Todos os itens do balanço melhoraram. No entanto, no acumulado do primeiro semestre o resultado do balanço é inferior ao do mesmo período de 2008. Embora o saldo da balança comercial tenha sido superior, o das contas financeiras apresentou, no semestre, redução de 60%, que reflete claramente os efeitos da crise mundial.Graças à balança comercial, cujo saldo superou em 74,4% o do mesmo período de 2008, e apesar de um aumento do déficit dos serviços de 18%, em relação a maio, o déficit das transações correntes ficou em US$ 535 milhões, valor 96,8% inferior ao de maio.Em junho, as exportações aumentaram 20,1%, enquanto as importações tiveram crescimento de apenas 5,2%, em relação ao mês anterior. Esse resultado se deveu a uma recuperação do preço das commodities exportadas, enquanto o aumento das importações acompanhava a valorização do real ante o dólar. No primeiro semestre, tanto as exportações quanto as importações apresentaram redução em relação ao mesmo período de 2008.Nos serviços houve pouca mudança entre maio e junho, a não ser maior despesa de turismo, em razão da taxa cambial. No caso das rendas, registrou-se crescimento de 37,8% do déficit, concentrado no rendimento dos investimentos em carteira, provocado pela remuneração das ADRs (American Depositary Receipts), que fez crescer as remessas de lucros - aumento que não se pode considerar negativo.O aumento do saldo da conta financeira, em maio, não foi resultado de um aumento dos investimentos diretos estrangeiros (IEDs) nem dos investimentos em carteira, mas sim dos empréstimos externos e da rolagem da dívida, que foi de 218%.Os IEDs somaram, em junho, US$ 1,857 bilhão, ante US$ 1,966 bilhão, em maio. Há uma redução desde março, quando atingiram US$ 3,756 bilhões. No primeiro semestre somaram US$ 12,669 bilhões e devem atingir US$ 25 bilhões no ano, ante US$ 44,5 bilhões em 2008 - reflexo da crise internacional, embora o Brasil seja um dos países que mais atraem ainda o capita estrangeiro.Os investimentos em carteira também acusam redução, embora com um ingresso líquido de US$ 1,8 bilhão em junho. É provável que, em julho, a situação seja mais favorável, dada a evolução do mercado bolsista.

, O Estadao de S.Paulo

28 de julho de 2009 | 00h00

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