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BC acredita em retomada gradual da economia

O que mais ajuda a retomada da atividade é a inflação baixa e estável

Editorial Econômico, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2019 | 05h00

As Regiões Centro-Oeste e Sul destacaram-se pelos melhores indicadores de crescimento em 2019, segundo o Banco Central (BC). No Boletim Regional, os técnicos do BC afirmam que está em curso a “recuperação gradual” da economia e que é maior a possibilidade de um “processo de expansão mais sustentado”, apesar do alto nível de “ociosidade dos fatores de produção em todas as regiões”.

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O que mais ajuda a retomada da atividade é a inflação baixa e estável. Os últimos dados do índice oficial de inflação (IPCA) mostraram uma alta média de preços de apenas 0,10% em outubro e de 2,54% em 12 meses, sem que se antevejam pressões expressivas no curto e no médio prazos.

Apesar do recuo da indústria extrativa, o avanço da Região Norte foi de 2,1% em 2019. O porcentual é fortalecido pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Pará (ICBR-PA), com alta de 4,7% no ano, até agosto. O desempenho, diz o BC, refletiu “a continuidade da expansão das vendas do comércio e da produção do Polo Industrial de Manaus”.

O crescimento mais robusto das Regiões Centro-Oeste, puxado pela produção agrícola, e Sul (ambas com alta de 2,8%) foi secundado pelo Norte e pelo Sudeste. O pior resultado veio do Nordeste (+0,8%).

As perspectivas favoráveis apresentadas pelo BC são corroboradas por agentes econômicos privados, como as áreas de análise dos bancos Itaú e Bradesco, que há pouco revisaram para cima as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

Entre os setores econômicos, os piores resultados vêm da indústria, que, neste ano, caiu 3,1% no Nordeste, 2,4% no Sudeste e 2% no Centro, crescendo apenas no Norte (+1,4%) e no Sul (+5%).

Na mesma base de comparação, o volume de vendas do comércio ampliado avançou 5,8% no Norte, 5% no Sul, 4,5% no Centro-Oeste, 3,8% no Sudeste e 0,8% no Nordeste.

A evolução dos serviços é bem mais lenta (+0,6% no País). E é possível que fatores negativos, como o vazamento de petróleo nas praias do Nordeste, afetem muito o turismo, que tem grande importância para a região, em especial nos fins de ano.

O BC acredita que a combinação de recursos liberados do FGTS e do menor custo do crédito será fator relevante de estímulo à economia no curto prazo.

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