Brasil reverte perdas em competitividade

País, que vinha ladeira abaixo na lista do Fórum Econômico Mundial, tendo baixado da 48.ª posição em 2012 para a 81.ª em 2016, não só deixou de cair, mas subiu um degrau este ano, classificando-se em 80.º entre 137 países.

O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 03h14

Não é motivo para soltar rojões, mas não deixa de ser significativo que, a despeito da séria crise em que mergulhou nos últimos anos, o Brasil tenha iniciado uma reversão no ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral. O País, que vinha ladeira abaixo na lista do fórum, tendo baixado da 48.ª posição em 2012 para a 81.ª em 2016 – a pior colocação em 20 anos –, não só deixou de cair, mas subiu um degrau este ano, classificando-se em 80.º entre 137 países.

Dos 12 itens que compõem o relatório, o Brasil mostrou evolução em 10. Ganham mais destaque os quesitos relativos à situação institucional, considerada uma das condições fundamentais para a competitividade.

Mesmo em face das tensões nos campos político e social, o País tem conseguido assegurar a independência do Poder Judiciário, item em que figura no 59.º lugar, um ganho de 20 pontos em relação ao ano anterior. Isso tem permitido um combate mais eficaz da corrupção, item no qual galgou 11 posições, seguindo para o 109.º posto.

A evolução da economia ajudou. Há sinais de recuperação, dando fim a uma prolongada recessão. Nesse item específico, o País avançou apenas duas posições em relação a 2016, classificando-se em 124.º lugar. A melhora gradual da economia é favorecida pela queda da inflação (ganho de sete posições, ficando no 119.º posto) e por uma situação muito favorável quanto às contas externas.

Nota-se também o esforço que o governo vem fazendo para realizar reformas estruturais. A trabalhista já aprovada simplifica as relações de trabalho. Também foram tomadas medidas para reduzir a burocratização, desanuviando o ambiente regulatório, de modo a estimular os investimentos e a inovação.

A isso se alia a profissionalização da gestão das empresas instaladas no País. Em contraste, no item infraestrutura, tão carente de investimentos, o Brasil perdeu posições, ficando em 108.º lugar.

Este é o primeiro passo de uma longa caminhada ainda pela frente. Entre o grupo dos Brics, o Brasil ainda é o menos competitivo. Mesmo entre seus vizinhos latino-americanos, o País fica em 9.º lugar. Todavia, como afirma o relatório, “o Brasil avança comparativamente a outros em pontos-chave para a retomada do crescimento e desenvolvimento”.

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