Cartas

Sentimento adormecidoAinda há neste nosso Brasil coisas que nos fazem vibrar, chorar, emocionar e, acima de tudo, ter orgulho de ser brasileiro. Parabéns a todos os atletas do País que nos privilegiaram com esse espetáculo grandioso dos Jogos Pan-Americanos e obrigado por resgatar em nós este sentimento que parecia estar adormecido!EVY KLEIN MESSAS, evyklein@uol.com.brSão PauloSaída antecipadaSujeito formidável mesmo esse tal de Fidel Castro. Chamou de volta os atletas cubanos um dia antes do encerramento dos Jogos Pan-Americanos, com pena deles por estarem há tantos dias fora de casa... O que mais me impressiona é haver tanto brasileiro beijando as mãos desse ditadorCriminoso.BOB SHARP, bobsharp@uol.com.brSão PauloIndignaçãoSe é mais que sabido que em Cuba não existe liberdade de expressão, por que os organizadores dos grandes eventos desportivos insistem em convidar a delegação cubana? Deixar de convidá-la não seria a melhor maneira de forçar os ''''donos'''' da revolução cubana a raciocinar? A quem interessa, afinal, essa farsa que põe o esporte acima da dignidade humana?HERMÍNIO SILVA JÚNIOR, hsilvajr@terra.com.brSão PauloAtletas x políticosSensacional a participação dos brasileiros e brasileiras no Pan, que, com garra e muita luta, superaram tantos desafios. Pena que vergonhosamente nossos políticos e dirigentes nem medalhas de lata enferrujadas mereçam, e muito menos os dizeres do nosso Hino Nacional, ouvido e cantado com tanto orgulho por todos os atletas, brasileiros de verdade. É disso que precisamos: brasileiros de verdade! Ficam a lição, o exemplo e a nossa esperança de que estes excelentíssimos senhores tenham sido tocados por tantos bons exemplos de tantos brasileiros e brasileiras que ''''vestem a camisa''''. E fica o recado: temos memória, sim, senhores!ROSELY CORDON, roselycordon@uol.com.brSão PauloPergunta indiscretaPor que o presidente Lula, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, não compareceram na solenidade de encerramento do Pan?ROBERTO BANHARA DIAS CARDOSO, rbdc@terra.com.brSão PauloDe volta à realidadeAcabou o Pan, voltamos à vaca-fria do Renan.ANDRÉ DE OLIVEIRA GUIMARÃESJacareíAgora, com o fim do Pan, podemos voltar aos nossos velhos Pans de sempre: a Pantomima de nossos políticos, a Pantagruélica situação da segurança pública, a Pandemia de hospitais falidos da rede pública, o Pandemônio nos aeroportos e outras tantas modalidades, nada esportivas, nas quais o Brasil, infelizmente, também ganha ouro.Flávio Guimarães de LucaLimeiraLição para o PaísPassado o exitoso Pan, envolto, entretanto, pelo luto da tragédia de Congonhas, o Rio e o Brasil voltam ao cotidiano. A população espera que as atitudes tomadas no controle da organização e segurança do evento esportivo no Rio sirvam de lição para todo o País. O clamor do movimento ''''Cansei'''', iniciado em São Paulo, tem tudo para se estender pelo Brasil, se o governo não agir como agiu na festa esportiva carioca. Como historiador espero que essa nova onda de indignação não fique restrita apenas a passeatas e transborde em ações concretas de governo, pressionadas pelas instituições nacionais, e cheguem até as eleições que se aproximam.José de Anchieta N. De AlmeidaRio de JaneiroProtestoA caminhada de protesto realizada domingo nos faz lembrar o sábio ensinamento de Platão: ''''A punição que os bons sofrem, quando se recusam a tomar parte do governo, é viver sob o governo dos maus.''''Antonio de Almeida PradoOrlândiaQuem paga a conta?Parece que nossos parlamentares não perdem o vício de tripudiar e abusar da paciência dos brasileiros. A reportagem sobre a criação de mais 6 Estados no Brasil (A4) só pode ser piada de mau gosto! Gostaria de saber quem vai pagar mais essa conta. Devemos lembrar que, além de novos governadores, deputados estaduais, federais, senadores, teremos todo o custo de mais algumas dezenas de aspones, mais algumas centenas de funcionários públicos (com e sem concurso), mais os custos de instalações, criação de novas secretarias de governo, etc. Será que a imprensa não pode liderar um movimento público contra todos esses desmandos à custa de quem paga impostos?José Lourenço GarciaSão PauloIndignação é o que desperta nas pessoas de bem ao ler reportagem do Estadão (A4). Quando os sufocados contribuintes gritam por redução dos gastos públicos e, conseqüentemente, desoneração da escorchante carga tributária, vêm os políticos querendo criar seis novos Estados!? O País precisa de mais governadores, deputados federais, senadores, múltiplos cargos de assessores? Seria a multiplicação da corrupção? Realmente, esses cidadãos vivem outra realidade... não esquecendo que foram os senadores que aprovaram, com louvor, essa famigerada diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).Marcos José de Freitas e SilvaSão PauloEsclarecimentoEm relação ao Editorial publicado pelo Estado em 26/7 (A3), tenho a assinalar que a postura da Anvisa não pode ser confundida com qualquer tipo de fundamentalismo, mas sim com a defesa radical da missão institucional de defesa da saúde. Se, em 2003, tivemos o prédio cercado por caravana do MST e da Via Campesina porque afirmamos que a soja geneticamente modificada não representava risco à saúde humana, da mesma forma defendemos a necessidade de critérios claros e responsabilidades bem endereçadas em todas as etapas, da aprovação à notificação de eventos adversos, passando pelo controle das cadeias de produção, distribuição e comercialização de produtos de consumo humano. Ao colocar em consulta pública um regulamento contendo roteiro para avaliação da segurança de organismos geneticamente modificados para a saúde humana, cumprimos exatamente o que define a Lei n.º 11.105, de 24 de março de 2005, em seu artigo 16, in literis: ''''Caberá aos órgãos e entidades de registro e fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República entre outras atribuições, no campo de suas competências, observadas a decisão técnica da CTNBio, as deliberações do CNBS e os mecanismos estabelecidos nesta Lei e na sua regulamentação... VII - subsidiar a CTNBio na definição de quesitos de avaliação de biossegurança de OGM e seus derivados.'''' Não se trata, portanto, de disputa de poder, vaidade ou tentativa de ''''retomada de terreno'''', mas do cumprimento das tarefas que competem legalmente à Instituição e que para isso goza de autonomia em sua ação. A divergência em relação às decisões da CTNBio segue rigorosamente os ritos formais, como ocorreu, há poucos dias já pela segunda vez em circunstâncias semelhantes, com o encaminhamento de recurso formal ao Conselho Nacional de Biossegurança, devidamente acompanhado dos argumentos técnicos que lhe dão sustentação.Claudio Maierovitch Pessanha HenriquesBrasíliaN. da R. - O artigo citado da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, é claro ao afirmar que prevalece a ''''decisão técnica da CTNBio'''', sendo subsidiária a função de outros órgãos. Em nenhum trecho há referência ao ''''papel'''' de divergir das decisões técnicas daquela comissão.ENDEREÇO Avenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX: 011 3856-2920E-MAIL: forum@grupoestado.com.br

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2031 | 00h00

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