Cartas

Vaias e ameaçaO presidente Lula comporta-se como um menino mimado ao não querer ouvir as pertinentes vaias a ele endereçadas. Será que ele não se lembra de quando, há pouco tempo, estava "do outro lado do balcão" e vaiava todas as ações da situação? Essa é a verdadeira face da democracia! O direito de se manifestar e propor soluções. Porém o pior e mais perigoso é que, na frase "com a democracia não se brinca", está uma velada e perigosa ameaça que, inúmeras vezes, quis mostrar sua face em várias medidas, como, por exemplo, na tentativa de inserir o ditatorial Conselho Federal de Jornalismo, o qual, graças ao brilhante esforço dos meios de comunicação e da maioria dos jornalistas, não vingou. Temos de abrir muito nossos olhos! Lembre-se, sr. presidente, com o povo não se brinca! Enquanto Lula se comportar assim, mais e mais vaias para ele! Uuuuuuuuuu!!!ALBERTO MAURÍCIO DANONamdanon@uol.com.brSão PauloRecado ao presidente: realmente, Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas e uma boca... para ouvir mais e falar menos.JOSÉ MANOEL AVANCINIheloisaavancini@terra.com.brCampinas"Nunca antes neste país" se ouviu uma vaia de 90 mil pessoas! E Lula vem dizer que quem vaiou foram as elites e os banqueiros?! "Nunca antes neste país" se viram tantos banqueiros juntos!MÁRIO GARCIA BRÊTASfamiliabretas@uol.com.brPirassunungaCarteirinha de pobreLula agora recrimina os empresários e banqueiros pelo fato de o vaiarem em diversas e recentes manifestações. Segundo ele, esses cidadãos ganharam muito dinheiro no seu governo. Seria justo o preclaro presidente incluir nessa categoria de ganhadores seu filho empresário, uns 30 mil companheiros contratados para fazer nada, a diretoria da Anac, a da Infraero, uns 30 ministros, para não falar de seus amigos e colegas de partido que andam com malas e cuecas recheadas de dinheiro. Ainda mais, o ilustre presidente está sempre relacionando vaia com alguma atitude antidemocrática ou golpista! Cheguei à conclusão de que para protestar contra coisas que "nunca antes ocorreram neste país" é preciso ser pobre! Vou tirar minha carteirinha para poder ter meu protesto validado. Ricos do Brasil, uni-vos! P.S.: Não sou rico.NELSON PENTEADO DE CASTROpentecas@uol.com.brSão PauloPor que será que o sr. Lula permitiu que os ricos ganhassem tanto dinheiro? O presidente não diz sempre que é o pai dos pobres? E agora, em discurso, vem dizer que os ricos ganharam muito dinheiro em seu governo? O que é isso, presidente? Siga o conselho da Marta, relaxe e...GLALCO ÍTALO PIERIcoly@decampospieri.com.brSão PauloTapa-buracosA primeira operação foi nas rodovias federais, onde desperdiçaram milhões de reais. Agora é na pista de Cumbica. Eta, governinho tapa-buracos!ALOISIO PEDRO NOVELLIcelnovelli@terra.com.brMaríliaA construção da terceira pista de Cumbica vai ser iniciada em fevereiro. Por que tanta demora? O assunto não é urgente? Por que não começar as necessárias desapropriações já e iniciar tudo o que for possível de imediato? E isto para uma pista de primeira categoria, que suporte também aviões bem grandes. Será que é por causa da burocracia que não se começa logo? Será que é porque este projeto "não foi previsto no Orçamento da União de 2007"? Ou outras dificuldades administrativas? Ora, um país como o Brasil tem de ter sempre no Orçamento da União uma boa provisão reservada para catástrofes e imprevistos. Não tem? Se não tiver, que se preveja isso nos orçamentos futuros. Por outro lado, "em 40 dias Viracopos pode ter a sua capacidade duplicada" (1.º/8, C1). Por que não se iniciam esses 40 dias hoje? Ficaria muito mais em conta do que construir um novo aeroporto para São Paulo, além de o resultado chegar muito mais rápido. O novo aeroporto, que vai levar anos para funcionar, este, sim, pode levar bastante tempo para ser resolvido e construído. De resto, porém, mãos à obra, gente! Chega de blablablá.KARL WALTER LAYlaykw@terra.com.brMairiporãQuando em visita a Congonhas no mês passado, o ministro Jobim alertou: uma tragédia dessas proporções impõe soluções urgentes. Agora lemos que a reforma de Cumbica foi mais uma vez adiada. Promessas vãs e palavrório vazio são as marcas desse governo.FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão PauloLições do Pan 2007O Pan nos trouxe um pouco de alegria. Como é bom poder conhecer Thiago Pereira, Danielle Yuri, Keila Costa e tantos outros. Sem estrutura, sem patrocínio, contanto somente com a vontade de vencer e representar seu país. Quem dera pudessem ter passado essa postura ao Kaká e ao Ronaldinho, cansados, famosos e desgastados. Prometi a mim mesmo deixar de lado o futebol e dar mais atenção ao atletismo, à natação ao basquete e, sim, ao futebol feminino. Deixar de lado esta mancha que tomou conta do futebol: saíram os torcedores, ficaram as facções transvestidas de torcidas organizadas, lavagem de dinheiro, crime e sonegação. Não dá Renans, Valérios, Dirceus, Infraeros, sanguessugas. Basta!TORIBIO RAMAO ROLONtoribiorolon@uol.com.brSão PauloParabéns a todos esses atletas que tão bem representam o Brasil, muitos deles com sacrifícios bem grandes, como Diogo Silva e tantos outros! Já deixam saudades. Valeu!MARIA HELENA CAMPOSmhelenabcampos@hotmail.comSão PauloEsclarecimentoCom relação ao editorial Esbulho anticorrupção?! (28/7, A3), sobre a atuação do MST, o Grupo Schincariol esclarece que a manifestação em frente à sua fábrica, localizada no município de Murici (AL), foi um ato meramente político. A aquisição da empresa Conny faz parte do plano de expansão acelerada da Schincariol na Região Nordeste, onde o grupo atua há mais de dez anos, com cinco fábricas em operação e uma em construção. A aquisição foi realizada em abril de 2006, rigorosamente dentro da lei, a preços e condições de mercado, e contou com a aprovação do Cade. Para dar mais transparência ao processo a Schincariol não utilizou o direito de manter em sigilo os detalhes do negócio, que foram tornados públicos há mais de um ano. A Conny é uma unidade produtiva, com capacidade para fabricar 480 mil hectolitros por ano de refrigerantes, e emprega 95 pessoas. Com referência à declaração feita por dirigente da CPT de a fábrica ter sido usada de forma ilícita, a Schincariol esclarece que a compra da referida empresa se deu há 15 meses e que antes disso não manteve nenhum relacionamento com a família Calheiros. A Schincariol é uma empresa brasileira, com 68 anos de existência, que acredita no País e gera mais de 9 mil empregos diretos e 65 mil indiretos em todo o Brasil. A empresa confia na Justiça e se põe à disposição para quaisquer esclarecimentos.PAULO FIGUEIREDO, assessor de imprensa do Grupo Schincariolpaulofigueiredo@ a4com.com.brSão PauloHariri x extremistasEm relação à reportagem Hariri é acusado de bancar radicais (30/7, A8), a comunidade libanesa no Brasil rejeita as acusações de que o deputado e líder da maioria parlamentar Saad Hariri seria responsável pelo financiamento do grupo extremista Fatah al-Islam - que, desde 20/5, combate o Exército libanês no campo de refugiados de Nahr al-Bared, no norte do Líbano. É importante assinalar que as acusações contra o filho do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, morto em um atentado em fevereiro de 2005, foram feitas por palestinos no campo de refugiados de Badawi, onde vivem opositores do atual governo do país. Rafic Hariri, que foi personagem fundamental no processo de pacificação e reconstrução do Líbano, após 20 anos de guerra, deixou a seu filho o legado de luta pela paz e reconstrução. A comunidade libanesa reitera a informação do governo libanês de que o Fatah al-Islam está vinculado à rede terrorista Al-Qaeda e aos serviços secretos sírios.ARMANDO MOUSSA, associado do Instituto FuturoSão Paulo

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.