Cartas

Nunca sabe de nada...Na reunião do Conselho Político, o presidente Lula disse que desconhecia a gravidade dos problemas do setor aéreo. Novidade... Afinal, alguém pode me dizer o que ele não desconhecia?PANAYOTIS POULISppoulis@ig.com.brRio de JaneiroDiante de tantas afirmações do presidente de que nada sabia do que se passa neste país, é lícito que se comece a pensar que o Brasil está completamente à deriva no que diz respeito à sua governabilidade. Mas muito pior do que isso é a demonstração, cada vez mais clara nos seus últimos pronunciamentos, de que tende a incitar uma perigosa animosidade regionalista ao estabelecer um confronto entre os cidadãos do Norte e do Sul, e uma indiscutível vontade de ressuscitar a luta de classes num país que sempre a abominou. Ao separar a população em ricos e pobres, "nós" e "essa gente" e outros que tais, o presidente, que vem de dizer que "com a democracia não se brinca", o que está fazendo é, na verdade, colocá-la num risco que há muito não se via.ROQUE GOMES DE ALMEIDAalmeidaroque@bol.com.brSão PauloLula e a democraciaAquela pergunta que não quer calar: democracia é um regime em que os esfolados contribuintes e cidadãos só podem abrir a boca para concordar com o governo?TEREZA SAYEGtsayeg@terra.com.brSão PauloDitadura da incompetênciaPor que a OAB do Rio acha que o movimento "Cansei" é paulista? Por acaso os cariocas não estão pagando impostos exorbitantes? Não estão cansados de políticos corruptos e que só se lembram do povo nas eleições? Não morrem por causa de balas perdidas? Não viajam de avião? As estradas do Rio estão boas? Os hospitais públicos e as escolas funcionam bem? A lista é interminável, infelizmente! O movimento "Cansei" começou no Rio, na abertura do Pan, com as vaias ao presidente. Não é um movimento paulista, e sim brasileiro, que começou no Rio e está continuando Brasil afora. Participei da passeata no último domingo. Fui para homenagear uma conhecida que morreu de enfarte, pois achou que o filho dela estava no prédio da TAM (não estava). Mas me senti de alma lavada ao gritar com os outros: "Exigimos respeito, relaxa e sai, fora Lula!" Lembrei-me da época de estudante, quando gritávamos: "Abaixo a ditadura!" Estamos agora vivendo a ditadura da incompetência. E todos somos vítimas. Eu cansei. O brasileiro cansou. Não importam o Estado nem a classe social. Cansamos. E estaremos na manifestação de 17 de agosto. Chega de sofrermos e morrermos por incompetência e corrupção.LILIANA MARIA BRULL LEMElilibleme@yahoo.comSão SebastiãoFurnasOs últimos acontecimentos não serviram de lição. Luiz Paulo Conde vai ser o novo presidente de Furnas. Novamente o apadrinhamento político dando as cartas. Competência não interessa. Um passo importante foi dado no sentido de garantir o apagão elétrico. Paciência, só restam três anos e meio.CELSO BATTESINI RAMALHObagda@uol.com.brSão PauloUm caosA cidade de São Paulo está caótica. O Metrô não funciona. Sinais inteligentes de tráfego não funcionam. O trânsito está um nó só. O serviço aéreo não funciona. Parasitismo e violação da lei por aqueles que nos representam. Poucos atrapalhando a vida de milhões! Até quando nós, contribuintes, teremos de agüentar esse caos?WALDICE FALEIROS BONOLDIwfbonoldi@terra.com.brSão PauloGreve do MetrôO confronto entre o Sindicato dos Metroviários e a direção do Metrô rendeu mais um dia de sofrimento para os que transitam pela cidade de São Paulo, principalmente os usuários do sistema metroviário.Tomara que, quando surgir novo impasse, o patrão ofereça um pouco mais e o empregado peça um pouco menos. Essa queda-de-braço está indo longe demais! Que prevaleça a moderação!AFRÂNIO DE OLIVEIRA SOBRINHOafranio.oliveira@uol.com.brSão PauloDe alguns anos para cá, temos visto que só funcionários públicos fazem greve, porque somente a estabilidade no emprego gera a impunidade de seus atos irresponsáveis e danosos para a população em geral. Está mais do que na hora de privatizar a Companhia do Metrô, o que permitiria o aumento significativo das linhas, pois o governo não tem dinheiro para investir, e traria o respeito aos usuários, eis que os empregados do Metrô passariam a temer por seus empregos e não fariam greves absurdas como esta.TOMÁS F. M. PARÁ NETOtomaspara@uol.com.brSão PauloPiso salarial paulistaComo é bom governar com o bolso alheio, concedendo aumentos para o setor privado pagar a fatura. Por outro lado, aumento de salários, por exemplo, dos professores da rede pública e demais funcionários, para o Estado pagar a conta, nosso (in)competente governador José Serra não é capaz de conceder.JOÃO CARLOS DE ALMEIDA SAMPAIOjocasam@uol.com.brSão PauloPolítica de habitaçãoAs importantes mudanças que o secretário estadual da Habitação, Lair Krähenbühl, começa a realizar no âmbito da CDHU são absolutamente decisivas para o bom desenvolvimento da política de habitação de São Paulo. Conforme revela competente reportagem de Silvia Amorim (1.º/8), a remodelação permite não apenas evitar práticas ilícitas na realização de obras populares, mas, principalmente, conferir maior efetividade às iniciativas do órgão, seja pela otimização dos recursos, seja pelos mecanismos de controle a serem adotados. A priorização de um perfil predominantemente técnico na atuação da CDHU, como bem destacou o secretário, é medida imprescindível para a promoção da moradia em bases sólidas, razão por que só podemos apoiar a decisão do governo José Serra. Da mesma forma, apoiamos a proposta de gestão compartilhada com o público-alvo, a qual possibilitará, por exemplo, a produção de unidades de três dormitórios, rompendo paradigmas, conforme noticia matéria publicada na mesma data elaborada pelo repórter Sérgio Duran. Confiamos que, sob a égide desses princípios, a Secretaria da Habitação vá nortear ações concretas com vista à redução do déficit habitacional. A iniciativa privada está preparada para colaborar com o governo, inclusive desenvolvendo tecnologias e novos mecanismos para a viabilização de habitações de interesse social compatíveis com a renda e os anseios da população atendida por esse programa.RICARDO YAZBEK, presidente em exercício do Secovi-SPSão PauloDemoliçãoA reportagem ?Sou imoral, mas pago impostos? (1/8, C3) afirma que o sr. Oscar Maroni Filho, proprietário da casa noturna Bahamas e do prédio que construiu ao lado, na rota dos aviões que descem em Congonhas, "se transformou em bode expiatório" do acidente com Airbus A320 da TAM. Ele certamente diz isso por dissimulação. 1) O empresário enganou a Aeronáutica, apresentando um projeto de prédio de escritórios, pois sabia que no local a lei não permitia a construção de um hotel; 2) com base na autorização da Aeronáutica (para construir prédio de escritórios), induziu a Prefeitura a erro ao apresentar um projeto de edifício residencial que foi sendo modificado, resultando numa área computável de 6.400 m2; 3) obtido o alvará (autorização) para construção, mentiu mais duas vezes: construiu o hotel (que sabia proibido) e extrapolou as medidas: o prédio tem 12 mil m2 de área computável; 4) mais tarde, em 2003, com base em lei de anistia, tentou regularizar essa sucessão de irregularidades e agora diz ao Estado que seu pedido não foi julgado. Trata-se de mais uma falsidade: seu prédio foi julgado inadequado perante as regras da lei de anistia já em duas instâncias e aguardava uma terceira instância. Em face de tanto desrespeito às leis, a Prefeitura anulou o alvará que autorizou a construção e indeferiu o pedido de anistia já em última instância. Não resta outra saída senão pedir a demolição do prédio.ORLANDO DE ALMEIDA FILHO, secretário Municipal de HabitaçãoSão Paulo

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2003 | 00h00

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