Cartas

DesumanidadeAcho, no mínimo, falta de humanidade mandar para Cuba os "desertores" do Pan!ARACY ROTHSão PauloTive uma grande idéia: por que não trocamos nossos políticos (que amam a Ilha da Fantasia) pelos atletas cubanos? Dois coelhos numa cajadada só! Os políticos (principalmente petistas) iriam adorar morar ao lado do professor Castro e os atletas cubanos iam adorar ver o pôr-do-sol nas praias brasileiras, sem risco de serem presos e deportados. Eu até ajudo na passagem. Só de ida, claro!ARIEL KROKarielkrok@gmail.comSão PauloGreve no MetrôMais uma vez, a população da maior cidade do País ficou refém de uma categoria que se aproveita de seu poder de fogo para causar o caos a fim de obter benefícios. Greve deve ser o último recurso, terminadas todas as possibilidades de negociações, e não uma moeda espúria nas mãos de sindicalistas. Isto exige indignação e manifestação severa da população e da imprensa e, principalmente, atitude imediata das autoridades. Os metroviários estão deixando, a passos largos, de ser uma categoria que luta por seus direitos para se tornarem um bando de arrivistas que se utilizam da desordem. É preciso dar um basta nesta situação, imediatamente.MARGARETE DE MORAESmaga@cna.com.brSão PauloSimplesmente uma insanidade essa greve. Deveriam é fazer um minuto de silêncio em respeito aos milhões de desempregados. Está mais que na hora de enquadrar esse tipo de greve como atentado terrorista. Muitos perderam o dia de trabalho, médico e sabe-se lá que compromissos importantes, tudo por conta de uma diferença de R$ 150 no valor de PLR, que muitos nem sabem o que é.UBIRATÃ CALDEIRAucaldeira@uol.com.brSão Bernardo do CampoO Sindicato dos Metroviários está fazendo terrorismo e seqüestro disfarçado, com toda a população paulistana e das redondezas como refém. Acredito que muitos metroviários nem estivessem de acordo com essa greve, porque têm parentes e amigos que usam o Metrô para se deslocar. Tampouco devem concordar com o motivo abusivo da reivindicação de antecipação da participação nos lucros, que nem sabem se existirá até o fechamento do ano. A causa também é meio estranha, porque uma empresa pública que presta serviços à comunidade não deveria ter lucros distribuídos entre eles, e sim reaplicados. Ou seja, o sindicato e seus dirigentes estão é querendo mostrar serviço com fins marqueteiros da sua gestão.RUI IMASATOrui.imasato@uol.com.brSão PauloExemplo de ParisDurante greve dos transportes públicos de Paris, na década de 60, o então presidente Charles de Gaulle resolveu o impasse pondo os caminhões do Exército francês à disposição dos parisienses. Por que o nosso governador não fez o mesmo com os caminhões da Polícia Militar de São Paulo? Sempre haverá alguma desculpa constitucional e/ou jurídica para isso não ser feito. Infelizmente, o que vemos é que sobra político e falta estadista no nosso país.MILTON L. GORZONIgorzoni@uol.com.brSão PauloPrivatização jáE pensar que cada trabalhador assalariado, do mais humilde ao mais gabaritado, "nesse país", tem um dia de trabalho descontado por ano a título do famigerado e antidemocrático Imposto Sindical. Não bastasse o prejuízo causado por mais uma paralisação chantagista dos metroviários, temos de sustentá-los duas vezes: pagando seus salários e suas "folgas remuneradas", que eles chamam erroneamente de greve. Além, é claro, das multas impostas pela Justiça do Trabalho, que eu duvido que algum dia sejam pagas. Até quando? Privatização já. LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloManifestação indesejadaEstá sendo divulgada pela internet a realização de um movimento anticorrupção e antitudo que está aí, especialmente contra o governo "nunca antes neste país". A democrática manifestação está marcada para hoje às 14 horas, no Masp, na Avenida Paulista. Coincidentemente, o Sindicato dos Metroviários, sem motivo aparente, decretou a greve certamente com a intenção de dificultar o acesso ao local e assim esvaziar o movimento. Como integrante do grupo dos descontentes, espero, sinceramente, que os organizadores não se intimidem diante desses assessores do ParTido e realizem o protesto, de modo a demonstrar a indignação daqueles que trabalham honestamente e vêem o dinheiro dos impostos que pagam nas mãos de políticos corruptos, acobertados pelo manto da impunidade. E.T.: Estarei na manifestação, nem que seja para ir a pé.BLUMER JARDIM MORELLIbjmorelli@terra.com.brSão Bernardo do CampoContestaçãoSurpreendi-me com a virulência da coluna de ontem de Celso Ming (B2), conquanto não tenha conseguido identificar um vetor no desforço. Outrossim, enquanto parte do assunto, assinalo que o Estado do Rio de Janeiro e eu, pessoalmente, não tivemos a oportunidade de nos expressar antes da publicação da coluna. Gostaria de fazer algumas observações: 1) Haver contraditórios entre uma empresa regulada e seu regulador não significa que tenha havido fraude, objetivo de dolo ou qualquer outra das atitudes ou ações mencionadas (ou sugeridas) na coluna. Da parte do RJ, certamente não há essa presunção. 2) Não consegui identificar conotação clara na sentença que estabeleceria que "tudo começou em setembro de 2005 quando, por pressão da então governadora do Rio, Rosinha Matheus, a ANP criou uma comissão ad hoc para recalcular a Participação Especial já recolhida pela Petrobrás em relação à produção do Campo de Marlim". Não há nada demais em que o Estado do Rio de Janeiro procure estabelecer seus direitos - a Petrobrás revê pagamentos todos os dias. Reviu centenas de milhões para o Amazonas, reviu para o Espírito Santo, para Sergipe, e a lista continua. Não se presumiu, em nenhum dos casos, que teria havido particular malfeito da empresa ou inidoneidade dos Estados. 3) Se a ANP não respondeu à, a meu ver, extravagante colocação final da coluna, decerto ela terá elementos para o juízo da oportunidade ou cabimento de fazê-lo. Da minha parte, não tenho a menor dúvida de não deixar pairar dúvidas sobre meu nome, associado a uma ação que a coluna sugere, isto é, uma ação política para "tirar dinheiro da Petrobrás". Fico espantado que o respeitado colunista, que me conhece bem e sempre teve acesso a mim, escrevesse tal coisa em relação a uma ação na qual eu estou envolvido e em que firmei correspondência à agência. 4) Conhecendo e estimando o colunista e membro do corpo editorial desse importante e tradicional matutino paulista, ponho-me à disposição para dirimir qualquer dúvida que possa haver em relação a esse tema de interesse geral. Por oportuno, reitero a estranheza em relação à sugestão de fraude por parte da Petrobrás, que é uma importante e respeitada empresa com sede no Estado do Rio de Janeiro e portadora de longa folha de serviços à Nação.JOAQUIM VIEIRA FERREIRA LEVY, secretário estadual da Fazendamlouven@sef.rj.gov.brRio de JaneiroCelso Ming responde: 1) A coluna apenas diz que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) está mandando a Petrobrás pagar em 30 dias o equivalente a 31,6% do lucro líquido do primeiro trimestre. Isso não é pouco. 2) Em nenhum momento a coluna afirmou ou sugeriu que tenha havido fraude de quaisquer das partes envolvidas no conflito. 3) Também não está dito na coluna que a Petrobrás não possa rever suas contas. Tanto reviu que pagou os R$ 399 milhões cobrados pela ANP. 4) Se a ANP não respondeu, cumpre à ANP dizer, se preferir, que não pretende responder. O sr. Levy foi um competente secretário do Tesouro e demonstrou que foi capaz de arrancar da sociedade recursos para cobertura do déficit público da União. É de se esperar que continue competente na tarefa de arrumar recursos novos para o Estado do Rio. A afirmação de que há uma pressão política para arrancar dinheiro da Petrobrás é uma ilação da coluna. E é óbvio que há interesse político do Estado do Rio de Janeiro na decisão da ANP. O sr. Levy está reconhecendo (no item 2) que o Estado do Rio está buscando seus direitos.

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2004 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.