Cartas

A hora e a vez da CPMFEstará na pauta do Congresso, neste segundo semestre, a prorrogação da CPMF. Como a alegação para prorrogá-la é quase consenso, caso contrário o caixa do governo teria um rombo de mais de R$ 30 bilhões, sugiro aos srs. parlamentares considerarem a alternativa que se segue. Promoção de um plebiscito em que seriam colocadas as seguintes propostas: 1) Prorrogação pura e simples da CPMF por prazo indeterminado. 2) Redução a) de 50% do número de parlamentares do País em todas as esferas, proporcional ao número de eleitores de cada Estado e município; b) de 50% do número de Ministérios do governo federal; c) de 50% dos cargos de confiança nas três esferas de poder; d) elaboração de organogramas técnicos nas empresas estatais, evitando indicações políticas e melhorando seu desempenho. Tenho a certeza de que a proposta 2 traria ganho dez vezes maior do que hoje se arrecada com a CPMF. Já imaginaram um número 50% menor de possibilidades para dilapidar o patrimônio público?SAVÉRIO CRISTÓFARO saveriocristofaro@ig.com.brSanto AndréSerá que as pessoas se dão conta de que pagamos CPMF quando a conta no banco está negativa? Ou seja, não só não temos dinheiro e nossa conta fica negativa, como também temos de pagar quando não temos dinheiro? Isto é uma vergonha.VIRGINIA ANDRADE BOCK SIONvickybock@hotmail.comSão PauloA CPMF pode ser dividida em duas fases: a dos que a criaram e a dos que querem a sua prorrogação. Porém poderá ser extinta se tivermos maioria honesta no Congresso Nacional. Cansei!!!NILSON BARROSOdiscar@barretos.com.brBarretosCachorros sem donoO presidente Lula da Silva se esqueceu de um pequeno detalhe ao fazer mais uma de suas infelizes analogias, quando comparou a crise aérea a cachorros sem dono: quem mesmo está dirigindo o canil?ARTHUR LOVROartlovro@hotmail.comSão PauloVitrine dos problemasA oposição deveria organizar um meio de mostrar, em público, os principais problemas do Brasil ao Lula, dando destaque aos evidentes colapsos futuros, como o dos portos, o da Previdência, o energético, etc. Assim ele não poderá mais dizer que não sabia de nada...ROB DE WITrdw_usp@yahoo.com.brHolambraPorto das Três BarrasVemos cada vez mais os portos nacionais, principalmente o de Santos, ganharem o noticiário, artigos e análises da imprensa. O que é salutar. Esse é um assunto que interessa quase que umbilicalmente à região da Baixada Santista. Por isso levantamos uma questão importante: necessário se faz que a movimentação de cargas e mercadorias no maior complexo portuário do Hemisfério Sul crie empregos e ganhos regionais. Nesse aspecto, lembro um projeto da década de 1950, gerado na antiga Companhia Docas de Santos: o Porto das Três Barras. O projeto consiste, basicamente, em desenvolver o Porto de Santos também no sentido das outras duas barras, de São Vicente, pelo Mar Pequeno, e de Bertioga, através do seu canal. Significa entrar por essas águas com processo produtivo não-poluente e que possa ser escoado por meio de barcaças de pequeno calado e embarcado nos grandes navios. Nossas necessidades de emprego não permitem mais perdas de tempo. Os segmentos organizados da sociedade precisam ser alinhados na direção desse projeto, condição sem a qual não é possível chegar aos melhores resultados.JOSÉ ANTONIO MARQUES ALMEIDA (Jama), engenheiro da Codesp e vereadorrosangelaribgil@uol.com.brSantosEsclarecimentoSobre o editorial O desafio da reforma aérea (30/7, A3), que trouxe o seguinte trecho "(...) a imprevidência - combinada, como de hábito, com a sonante influência da especulação imobiliária sobre as decisões de câmaras municipais e prefeituras - consiste em que nada se fez para impedir esse adensamento (...)", esclareço: 1) Após a inauguração, em 1985, do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nem a prefeitura, nem o Legislativo municipal aprovaram a legalização de qualquer loteamento naquela região; 2) dos nove bairros lá existentes, apenas o Jardim Malvinas foi instalado de maneira desordenada. Ele está dentro do sítio aeroportuário, área de responsabilidade da Infraero; 3) por último, nenhuma decisão tomada pelos vereadores de Guarulhos teve influência da especulação imobiliária. Estou à disposição para outros esclarecimentos necessários.PAULO CARVALHO, presidente da Câmara Municipallilianasm@camaraguarulhos.sp.gov.brGuarulhosQue vendam Congonhas!A partir da planta de Congonhas publicada em 3/8 (C1) e com o auxílio de uma regüinha colegial, medi, grosso modo, a área do aeroporto. Deu coisa de 1,5 milhão de m2, e bem numa área nobre da cidade. Por que, então, não vendem a área? Com o dinheiro arrecadado transformam Viracopos num tremendo aeroporto, fazem um trem rápido ligando a capital a Viracopos, ligam com metrô/trem a capital a Cumbica, etc., etc. Ficaríamos com um aeroporto mais bem instalado quanto ao clima, livres do perigo de acidentes por falta de área de escape e dessa poluição sonora e do ar. E, de quebra, teríamos um belo bairro nobre no local. Aumentar Congonhas desapropriando e construindo megaminhocões só vai piorar a cidade. Chega! Tem alguém aí no governo para medir e fazer essas contas direito? Caro governador Serra, o senhor, que é bom de contas, dê um jeito nisso antes que algum pau-d?água poderoso faça outra besteira! ARNALDO KELLERarnaldokeller@yahoo.com.brSão PauloE agora, José?Mauro Bragato em São Paulo, Cássio Cunha Lima na Paraíba. É o PSDB mostrando a sua cara. Agora, se abrir CDHU, Metrô, Rodoanel...VITAL FERREIRAvitaledulce@uol.com.brSantosSemana passada o TRE da Paraíba cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima, acusado de distribuir 35 mil cheques de R$ 150 e R$ 200 a pessoas carentes durante a campanha eleitoral. Alguém poderia dizer-me como o presidente Lulla foi reeleito? Não foi com a distribuição de bolsas a famílias carentes nos quatro anos do seu primeiro mandato? Qual a diferença? Com a palavra a Justiça Eleitoral.JOSÉ CARLOS DEGASPAREdegaspare@uol.com.brSão PauloPiso salarial paulistaNo Fórum de 3/8 tive o desprazer de ler o comentário do leitor sr. João Carlos de Almeida Sampaio, que escreveu: "Como é bom governar com o bolso alheio, concedendo aumentos para o setor privado pagar a fatura." Certamente o sr. João Carlos deve ser do PT ou, pior, do PCB. Será que ele fez a mesma crítica quando o presidente Lula aumentou o salário mínimo nacional? Quanto à incompetência do nosso governador José Serra, o sr. João Carlos não deve estar a par da incompetência, esta, sim, com que o governo federal está gerenciando a infra-estrutura de todo o País, transformando o Brasil na verdadeira calamidade que está aí, à vista do sr. João Carlos. ALUÍSIO MENDES DE ALMEIDAamalmeida@directnet.com.brCampinasEmpateOuvi entrevista do governador José Serra, indignado com o fato de os metroviários terem descumprido a ordem judicial que lhes impunha o dever de garantir um porcentual mínimo de funcionamento do Metrô. De fato, é um absurdo, pois o descumprimento de ordens judiciais é prática que atenta contra os pilares do Estado Democrático de Direito. Não se pode olvidar, porém, que o exemplo, nesse caso, vem de cima, pois o governo de São Paulo tem, de há muito, o mau vezo de não pagar precatórios (ordens judiciais de pagamento), sobretudo alimentares. Nesse quesito, portanto, o jogo está empatado.JOÃO PAULO SILVEIRAjp_silveira@uol.com.brSão Paulo

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2006 | 00h00

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