Cartas

InfraeroSérgio Gaudenzi, novo presidente da Infraero, apresenta suas credenciais: "Nessa área não conheço nada" (6/8, C1). Novidade seria se conhecesse.NEIL FERREIRAneil_ferreira@uol.com.brSão Paulo"Nessa área não conheço nada." Então, no mínimo, é irresponsável. Recolha-se à sua insignificância!CLAUDIO GILLET SOAREScgillets@uol.com.brSão PauloDepois do sucesso no lançamento do último foguete brasileiro e dos processos no TCU, o sr. Sérgio Gaudenzi se credenciou perante o presidente "não sabia de nada" Lulla para presidir a Infraero.ALBERTO OLIVEIRAaalloliveira@gmail.comFlorianópolisNão sabia mesmo É absolutamente injusto alegarem que Lulla sabia, sim, do caos aéreo por causa do artigo assinado por ele e publicado em 2002. Ele não sabia e não sabe de nada, pois, além de totalmente alheio ao que acontece em seu governo e só discursar e contar piadinhas, não foi ele que escreveu aquele texto e quem escreveu ou esqueceu de lhe informar ou ele recebeu e não o leu. Isto é Brasil! Eu não cansei, eu estou cansado há muitos anos!J. C. MACLUFjcmacluf@delta.inf.brSão PauloPesquisasSe o presidente Lula confia tanto nos resultados das pesquisas, principalmente após o acidente do avião da TAM, por que tem medo das vaias? Por que faz ameaças à democracia? "Não brinquem com a democracia", lembram-se? Então, o presidente irá ao Rio Grande do Sul em agosto? TAM TAM TAM TAMMMMM...MÁRIO ISSAdrmarioissa@yahoo.com.brSão PauloDebocheAchei ridícula a declaração da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) sobre o movimento "Cansei". A senadora, de modo debochado, pergunta: "Cansou do quê?" Como se no Brasil tudo fosse bom e decente. Ora, senadora, o povo cansou de tanta corrupção no governo Lula, cansou de tanta incompetência em todas as áreas federais, cansou de ver maracutaias no Congresso Nacional, cansou de ver a impunidade de po-líticos corruptos e, por fim, cansou de ver pessoas como a senhora defendendo ladrões do dinheiro público. Eu sou estudante e recepcionista de classe média baixa e, de fato, cansei!ELIANA ODAlinaoda@bol.com.brSão Paulo?Simbolismo e liderança?Como eleitor de Fernando Henrique Cardoso e do PSDB, gostaria muito que o ex-presidente lesse com carinho a coluna de Dora Kramer Erro de pessoa (5/8, A8), em que ela se suplantou, sobre a necessidade de as oposições agirem como verdadeiras oposições. No artigo Simbolismo e liderança (5/8, A2), FHC escreve com maestria os pontos fracos do atual presidente, porém me parece que já passou da hora de FHC e seu partido tomarem as rédeas da oposição e proporem atitudes objetivas úteis para o País e persistirem nas propostas.PAULO COSTAmakmark@uol.com.brSão PauloPrezado FHC, parabéns pelo recado e pela elegância de suas palavras ao "democrático" presidente Lula. Infelizmente, é provável que ele não leia jornal de domingo (seja por hábito ou limitação de interpretação), afinal, é dia de churrasco, futebolzinho, cervejinha, piadas (desastradas como sempre), relaxar... Espero que algum aspone - o que, aliás, não falta - faça ao menos um resumo para ele.PAULO VAZpaulovaz@coreconsp.org.brSão PauloLulismo e democraciaParabéns a Paulo Ghiraldelli Jr. (5/8, A2), que tão bem se posicionou contra os comentários de Marilena Chauí, que, infelizmente, sucumbiu aos dogmas do PT, tornando-se vítima das próprias superstições ao acreditar que Lula é uma potência de poder. Parece que a filósofa perdeu o foco e está presa a um regime de signos criados pelo partido petista, defendendo aquilo que está transtornando o País com alta corrupção, incompetência, descaso e cegueira. Ao menos os lúcidos percebem em Lula uma criação da imagem e semelhança do homem impotente. Até quando, não?MARIA HELENA PALATNIKmalicca@superig.com.brSão PauloBoa cepaAlentador o artigo Dignidade já, de Miguel Reale Júnior (4/8, A2). Entre notícias que mostram a triste atuação de nossos governantes, o texto impecável do jurista lembra que há não muito tempo tivemos, e ainda temos, políticos de boa cepa em nosso país. Exemplo oportuno o de Franco Montoro, que articulou um secretariado utilizando como critério a competência, e não o apadrinhamento. Que contraste com o personagem do editorial do mesmo dia O homem que sabia de menos (A3)! Lembrando também episódios importantes e pessoas que atuaram de forma decisiva na restauração da democracia no Brasil, Reale Júnior nos conclama para nova ação em prol de um País melhor. Restauremos a dignidade política, assim como tempos atrás resgatamos nossa democracia representativa, hoje tão desvirtuada e marcada pela impunidade.BRENO CARVALHO PEREIRAbreno@correnteza.com.brSão PauloLaranjasSempre que surge um novo escândalo envolvendo dinheiro ilícito, aparecem novos nomes dessa praga nacional que são os laranjas. Lembro-me dos famosos "doadores laranjas" arranjados às pressas pela família Sarney para justificar o R$ 1,34 milhão apreendido nos cofres da Lunus. Recentemente, Nenê Constantino, o milionário dono da Gol, serviu de laranja para justificar a montanha de dinheiro desviado por Joaquim Roriz e seu grupo. Agora surge o nome do funcionário do Senado Carlos Santa Ritta, servindo de laranja para Renan Calheiros construir o seu império de comunicações em Alagoas. Será que Santa Ritta tinha tanto para comprar um jornal e uma rádio? Quando vai ser criada uma lei mais rigorosa para punir os laranjas?RONALDO GOMES FERRAZronferraz@globo.comRio de JaneiroA cada denúncia envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, o PSOL entra com ação para que se apure a verdade e se possa acabar de vez com essa interminável novela, em que o denunciado só procura "brechas" na lei. Posso entender que para os demais partidos está tudo bem? A sociedade brasileira está vigilante, aguardando que a punição venha. Ou será novamente tapeada, agora à custa da votação da prorrogação da CPMF? Quem viver verá para que serve o mandato dos parlamentares!IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloObstáculos ao PACSobre obstáculos ao PAC, o Estado ressalta, em seu editorial de 5/8 (A3), "a conhecida tendência de procuradores e magistrados sem formação em economia de intervir cada vez mais em questões estratégicas". Posso afirmar que eles intervêm em outros assuntos com os quais também não têm familiaridade. Imiscuem-se, por exemplo, em matérias acadêmicas, como a forma de conduzir concursos universitários ou onde existe a necessidade de conhecimento técnico, como na biotecnologia. Uma organização qualquer reclama de algo e logo se expede uma liminar sob a alegação recorrente do periculum in mora (perigo na demora em decidir) e a falácia do fumus bono iuris (fumaça do bom direito), paralisando tudo. O jornal aponta corretamente que um dos motivos é a irracionalidade da legislação processual, com recursos que se intercruzam e retardam o julgamento do mérito. No entanto, há outro. As Faculdades de Direito, por serem muito antigas, permanecem em suas instalações originais, fisicamente distantes dos grandes centros universitários onde pulsa a modernidade. Por isso, seus alunos de graduação e de pós-graduação têm poucas oportunidades de trocar experiências com os colegas de outros cursos, familiarizados, por exemplo, com a ciência.WALTER COLLI, professor da USPwalcolli@usp.brSão Paulo

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2007 | 00h00

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