Cartas

Emprego inseguroOs trabalhadores demitidos de setores mais atingidos pela crise serão presenteados com sete meses de seguro-desemprego pelo governo federal. Já os brasileiros dispensados de setores menos afetados receberão o benefício por cinco meses. É como se esses trabalhadores não tivessem despesas para pagar ou famílias para criar. Como ex-sindicalista, o presidente Lula, com essa decisão, está incentivando a discriminação entre as classes trabalhadoras. No poder, ele mais parece presidente de uma Fiesp do que preocupado com as minorias que defendia. Se discursos resolvessem o desenvolvimento de um país, Cuba seria o melhor de todos. Mas parece que nosso presidente ainda acredita nessa receita...PAULO PANOSSIANpaulopanossian@hotmail.comSantosQuestão de isonomiaO Supremo Tribunal Federal (STF) pressiona o Congresso a reajustar os salários dos ministros da Corte em 13%. Também o Ministério Público da União apresentou projeto que reajusta o salário de procurador-geral da República, como previsto no Orçamento, o que provocaria reajuste proporcional aos outros cargos do Judiciário. Como todos são iguais perante a lei, sugiro que façam a seguinte conta: tomem as remunerações de 1995 (implantação do Plano Real). Conhecidos os números, apliquem sobre os valores os mesmos aumentos que foram concedidos aos aposentados do INSS que recebem mais que um salário mínimo. Se as remunerações atuais forem inferiores aos valores encontrados no padrão do INSS, que se aprovem então esses aumentos reivindicados. Se, no entanto, as remunerações atuais forem superiores aos valores encontrados pelo padrão do INSS, que se mantenham as atuais remunerações. É uma questão de isonomia.HÉLIO MAZZOLLI, economistamazzolli@terra.com.brCriciúma (SC)Meu pirão primeiroO STF cobra aumento salarial de 13% aos ministros, quando a inflação foi a metade disso e os aposentados não tiveram nem 6%. Mas o Tribunal não pressiona pela atualização da legislação eleitoral nem pela completa revisão da Constituição "Cidadã", que nasceu velha: dá muitos direitos e poucas obrigações. Farinha pouca, meu pirão primeiro.ANDRÉA FIGUEIREDO DENTEandreadente@uol.com.brSão PauloTempos bicudosÉ insuportável a insensibilidade do Poder Judiciário diante da crise econômica e do desemprego que assustam os contribuintes brasileiros. Pedir reajuste de 13% nesses tempos bicudos é de causar indignação. Acaso é o Brasil um país com divisão de classes?SÉRGIO LUIZ CORRÊAseluco@uol.com.brSantosEspertalhões agradecemSe no STF há ministros que aceitam que o presidente possa fazer política, com dinheiro público, em favor da candidatura de Dilma, e não veem nisso um atentado à democracia, o que esperar de políticos desta oposição nanica? E a Procuradoria-Geral da República, onde está que nada vê? Senhores, não venham com a desculpa de que o presidente não pode ser impedido de administrar, inaugurar obras públicas, etc. Os espertalhões da República agradecem a ingenuidade. Pode inaugurar, mas sem proselitismo em favor de Dilma Rousseff.SEBASTIÃO VANDERLEI PINHEIROvanderlei106@terra.com.brSão PauloSinal de fumaçaO presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, minimizou a decisão do DEM de pedir ao Tribunal de Contas da União que audite os gastos do governo por possível uso da máquina pública em favor da antecipada campanha de Dilma Rousseff. Para Berzoini, tudo não passa de "sinais de fumaça". Alguém avise Berzoini que onde há fumaça, sempre há fogo. Obrigada, sr. Berzoini, por nos haver dado publicamente este alerta de incêndio.MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloJá começouQue se apresentem os demais candidatos! A campanha eleitoral está em pleno vapor, o presidente Lula já apresentou, indicou, referenciou e promoveu a sua candidata, a sra. Dilma, também conhecida como Estela, Luiza, Patricia ou Wanda. Tudo nos conformes da Lei Eleitoral. Com a palavra, o Tribunal Superior Eleitoral. Ou fica por isso mesmo?LUIZ DIASlfd.silva@uol.com.brSão PauloSantosO preço do simNa Venezuela, não será tranquila a votação do sim. Hugo Chávez e seu exército de seguidores fazem ameaças a todos os que discordam de seu projeto de poder. Chavistas invadiram sedes do governo de oposição, roubaram computadores e intimidaram críticos. Num discurso de quase duas horas, Chávez disse: "Minha vida é de vocês, façam com ela o que quiserem." O tom dramático do ditador populista não surpreende os países vizinhos, acostumados ao mesmo discurso. O apego pelo poder não pode ser chamado de democracia, ainda que nosso presidente insista em dizer que Chávez é um democrata. Só espero que nosso Senado impeça a entrada da Venezuela no Mercosul, porque Hugo Chávez tem dado mostras excessivas de um governo ditatorial e autoritário.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloOs alunos primeiroEm meio à polêmica sobre a avaliação de professores temporários em São Paulo, foi muito proveitoso o debate entre o governo do Estado e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), publicado no Estadão em 11/2 (A19). Onde existe, ainda, espaço para o corporativismo sem noção de civilidade da Apeoesp? O Estado deve permanecer em sua briga para avaliar os professores. Que se pense primeiro nos alunos, não na corporação.VALMIR AOKIaokivalmir@ymail.comSantosReclassificadaO discurso que clama por melhorias na educação brasileira é recorrente e inflamado, mas quando uma ação efetiva busca fatores objetivos para identificar a qualidade dos professores, como a aplicação da prova para classificação dos candidatos a professores temporários na rede estadual de ensino, a ação do sindicalismo distorcido faz prevalecer o corporativismo sobre a competência. Fiz a prova classificatória, estudei o material indicado pela Secretaria Estadual de Educação (SEE) e consegui me classificar como 84.ª na delegacia de ensino onde me inscrevi. Depois que as ações da Apeoesp levaram ao cancelamento da pontuação obtida na prova, fui reclassificada e obtive a posição 195.ª. O que de melhor vão ensinar os 111 candidatos que, por possuírem mais tempo como professores do Estado, passaram na minha frente?PAULA ADRIANA DE BRITO MOROpaulabmoro@gmail.comSão PauloPolíticas frágeisSobre o editorial Professores Reprovados (12/2, A3), toda a polêmica sobre a questão do resultado do processo seletivo promovido pela atual secretaria evidenciou a fragilidade das políticas públicas destinadas à formação continuada dos profissionais da educação implementadas pelo governo do Estado nas duas últimas décadas. O processo seletivo teve como foco a Proposta Curricular da SEE implantada na rede no decorrer de 2008. Se houve nota zero, deve ser atribuída também a essa nova política e à incapacidade do governo de ouvir a rede. Este fato levou o Centro do Professorado Paulista (CPP), o Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (Apase) e a Apeoesp, assessorados por professores da Unicamp, a analisarem a proposta da SEE e a produzirem o boletim Proposta Curricular do Estado de São Paulo - Uma Análise Crítica, a fim de subsidiar a análise dos profissionais da educação com relação à nova política curricular do governo. É bom que o governo e sua secretaria revejam suas políticas para a educação, bem como a de seus antecessores, se não quiserem passar à posteridade como "o governo nota zero em educação".PALMIRO MENNUCCIpresidente do CPPassessoriajp@cpp.org.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:011 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

14 de fevereiro de 2009 | 00h00

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