Cartas

Clube dos 16%Oba! Já temos um senador. Como membro do Clube dos 16%, começo a ter esperança de que nem tudo está perdido. Pois já temos um sinal de reação com o pronunciamento do senador Jarbas Vasconcelos. O Brasil é maior do que o que acontece em Brasília e na cabeça dos Corruptores.JOSÉ ROBERTO BORSARIjrborsari@terra.com.brBaririAo ler a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos na revista Veja, fica muito fácil vislumbrar o deplorável cenário de mediocridade eleitoreira em que todo o sistema político brasileiro está inserido. Seria necessário um corajoso Jarbas Vasconcelos em cada partido, em cada recanto obscuro de Brasília, para descortinar a corrupção óbvia que prevalece em nossa Nação. Ou será que vamos continuar a tapar o sol com cartões Bolsa-Família?GERALDO MACIAS MARTINSmaciasfilho@hotmail.comCatanduvaO senador Jarbas Vasconcelos é um dos raríssimos políticos brasileiros que nos orgulham. Agora o PMDB está indignado e pensa em expulsá-lo por ter falado a verdade, o que é uma heresia nesse partido. Não é à toa que aqui, no sudoeste mineiro, o PMDB é chamado de Partido Durex.RONALD MARTINS DA CUNHAronald.cunha@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)O senador Jarbas Vasconcelos disse em sua entrevista o que os brasileiros todos já sabem: política no Brasil é apenas corrupção e crime organizado.ANDRÉ LUIS DE O. COUTINHOarcouti@uol.com.brCampinasO senador Jarbas Vasconcelos não pode ser punido por ter declarado que o PMDB é uma legenda corrupta. Quando muito, ele cometeu pleonasmo.CELSO FLEURY MORAEScelsofleury@argon.com.brSanta Cruz do Rio PardoIncompetênciaO artigo A bananosa tucana, do sr. Gaudêncio Torquato (15/2, A2), exprime exatamente o que o PSDB é hoje: partido comprometido com esta turma do poder. Depois que o sr. Jereissati, na época do mensalão, não optou pelo impeachment, dizendo que nas eleições seguintes ia ser "barbada", vejam o que acontece! É um partido sem competência. Mário Covas faz muita falta...ENZO FERRARIferrari.enzo@globo.comSão Bernardo do CampoRevolução BolivarianaSaudamos o povo venezuelano pela vitória da democracia no referendo de domingo. Fortalecido, o presidente Hugo Chávez terá mais legitimidade para implantar o socialismo e integrar a Venezuela ao Mercosul. O grande país irmão, antes banana republic e quintal dos EUA, depois de um século de ditaduras militares, hoje constrói a Revolução Bolivariana. Que tenham sucesso!ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZarsonval.muniz@superig.com.brSão PauloDitadura disfarçadaA vitória do "sim" à reeleição por prazo indeterminado, no plebiscito realizado na Venezuela, é uma vitória pessoal de Hugo Chávez e mostra que a maioria apoia os seus dez anos de governo. Porém, por melhor que seja um governante, ele deve permanecer no cargo por prazo limitado. Uma reeleição é mais do que suficiente. A democracia requer a alternância dos governantes no poder. Chávez deveria tentar fazer o seu sucessor e, depois, disputaria um novo mandato. O que não se admite é a perpetuação, a manutenção da mesma pessoa no comando por prazo indeterminado. Aí já começa a parecer ditadura, disfarçada de democracia.RENATO KHAIRrenatokhair@uol.com.brSão PauloA cada dia que passa, vendo o que acontece na Venezuela e o direito de reeleições indefinidas vezes para o presidente Hugo Chávez, percebemos que perdemos, a cada eleição, mais uma oportunidade de rechaçar a ditadura também no Brasil. Quem viver verá...RICARDO A. ROCHArochaerocha@uol.com.brBelo HorizonteSim à democraciaMuito oportuno o artigo O Senado e Chávez (16/2, A2), do professor Denis Lerrer Rosenfield, a respeito da possível entrada da Venezuela no Mercosul. Nós, brasileiros amantes da democracia, precisamos olhar com mais atenção o que significa a política bolivariana do presidente Chávez. Atrás dos referendos e plebiscitos, Chávez dá abrigo a terroristas e fundamentalistas, que invadem e depredam sinagogas, importando conflitos e guerras que não nos pertencem, pondo em risco o continente sul-americano. Esperamos que o Brasil assuma sua posição de liderança vetando a entrada da Venezuela no Mercosul, infligindo uma lição ao caudilho Chávez. Como bem disse o professor Rosenfield, "dizer não ao líder venezuelano significa dizer sim à democracia".RICARDO BERKIENSZTATrberk@globo.comSão PauloLula e a leiNo Estadão de 15/2, dois textos deixam claro o pouco apreço do presidente Lula pelas leis do País: o artigo O livro da gestão Lula, de Suely Caldas (B2), e o editorial Campanha desbragada (A3). Lula deveria aproveitar sua popularidade para dar exemplos positivos ao País e mudar esta cultura de levar vantagem em tudo, mesmo que burlando as leis. Mas como isso só os estadistas fazem, não o esperemos dele. Infelizmente, o cidadão correto está cada vez mais se tornando um estranho no ninho neste país de fora-da-lei.J. C. DE ANDRADE MÁXIMOjoao.andrade@estadao.com.brSão PauloEleição presidencialO embate em 2010 não será de eleitores x eleitores, mas de leitores x não-leitores.GERALD M. L. MISRAHIdani@pilar.com.brSão PauloPerigo no arO editorial Estímulo para as rádios piratas (14/2, A3) reflete bem o temor de que o projeto que retira o aspecto criminal dessas estações possa servir como salvo-conduto para a ilegalidade. Na mesma edição, no caderno Aliás (J7), há declarações confusas de quem defende o projeto. Explico que o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62) não é inconstitucional, pois foi aceito pela Constituição de 1988 (recepcio-nado, na linguagem jurídica) e tem servido de base para as condenações judiciais. Lei é para ser cumprida e quem não quiser sofrer as suas penalidades deve obedecer-lhe. E quanto à tese vazia, sem fundamento, de que a radiodifusão clandestina não causa interferências na radiocomunicação aeronáutica, façam como eu, quando precisei escrever reportagens a esse respeito: procurem os setores de proteção ao voo da FAB - órgãos técnicos, insuspeitos e merecedores de toda a credibilidade - e fiquem sabendo com seus próprios olhos e ouvidos os perigos que as estações clandestinas de FM representam.CARLOS ABUMRAD, jornalista especializado em radiodifusão carlos@editoraclc.com.brSão PauloTrote e morteMuito oportuna a matéria sobre a morte do estudante de Medicina Edison Hsueh (15/2, J8). Impossível não se sensibilizar com a situação, com o drama familiar decorrente. Mesmo que não sejam situações semelhantes, a contraposição com a mobilização demonstrada no caso da brasileira em Zurique deixa evidente o abandono da causa do infeliz estudante. Realmente lamentável!SERGIO HOLL LARAjrmholl.idt@terra.com.brIndaiatubaCaso Eluana EnglaroNão dá para entender a indignação da Igreja Católica quanto à recusa da família de Eluana Englaro em manter sua vida apenas por aparelhos, num caso irreversível. Afinal, a Igreja fez exatamente isso quando da morte de João Paulo II - ele estava num hospital, num caso irreversível, sua vida poderia ser mantida por mais alguns dias ou semanas por meio de aparelhos de suporte. A Cúria Romana, no entanto, aceitou a recusa de tratamento, levou-o de volta para o Vaticano para que lá morresse, o que veio a acontecer em poucas horas. Por que o que foi válido para o papa não é válido para o cidadão comum?HAMILTON CARVALHOhamilton.carvalho@terra.com.brBarueri

, O Estadao de S.Paulo

17 de fevereiro de 2009 | 00h00

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