Cartas

Lula pede pazO presidente Lula, em campanha para promover a candidatura da ministra Dilma à Presidência da República em 2010, pede paz à oposição, alegando que as "bri-gas entre o governo e os partidos adversários só mostram o atra-so do País". Será que ele está vendo que a aludida campanha está tão distante de um possível êxito como sugere a foto de ontem (A10) em que suas mãos sobre o rosto formam um binóculo?ANTONIO BRANDILEONEabrandileone@uol.com.brAssisO presidente disse que nas brigas políticas quem perde é a sociedade. E ainda que a briga mostra o atraso do País. Nos tempos de oposição radical e sindicalismo desmedido, será que ele se lembra de quanto atrasou o País?MARCIA ROSSImarciarossisoares@terra.com.brSão PauloAcordaramNunca é tarde para se tomar uma decisão, mas o DEM e o PSDB estão pior que o Rubinho Barrichello, muito lentos. Já deveriam ter denunciado Lulla e Dilma um mês atrás. Cuidado, porque um não corre mais este ano e a dupla pode perder mais uma em 2010. Espero que eles pensem no povo, porque mais quatro anos dessa turma que está no poder e com ajuda do PMDB vai ser o caos.JOSÉ SAEZjsaez2007@gmail.comCuritibaAbriu-se o precedenteCom a cassação do governador da Paraíba o TSE deveria também cassar o sr. Lula por uso da máquina pública na campanha de Dilma à Presidência. Além de usar o PAC, que envolve dinheiro público, faz campanha antes da data autorizada pela Justiça Eleitoral. No mínimo, deveria ser impugnada a candidatura antecipada.ANTONIO RANAURO SOARESantonioranauro@bol.com.brSete Lagoas (MG)Porque distribuiu alguns cheques a miseráveis da Paraíba antes das eleições, o TSE cassou Cunha Lima. E o Bolsa-Família, programa claramente eleiçoeiro?ORLANDO CESAR DE O. BARRETTOocdobarr@usp.brSão PauloA hora da verdadeO Tratado do Mercosul contempla a cláusula democrática, que impede a entrada no bloco de países que não respeitem a democracia. Nas próximas semanas o Senado brasileiro vai tomar a decisão de aceitar ou não a Venezuela e seu ditador, que vem sufocando a oposição, a imprensa, desrespeitando o direito internacional e desde que chegou ao poder, embora pela via democrática, vem legislando em causa própria para se manter no poder ad infinitum. Veremos se este Senado é somente aquilo que definiu o senador Jarbas Vasconcelos ou é bem pior, atrelando-se à vontade dos esquerdoides que se abancaram no poder.MILTON JOVENTINO DOS SANTOS FILHOmilton@praias.comBertiogaDe boa-fé ou em sã consciência, ninguém pode ter dúvida de que a vitória de Hugo Chávez é um passo adiante na construção de um regime autocrático e estatista que não pretende ficar limitado às fronteiras venezuelanas. O nosso Senado pode contribuir decisivamente para impedir o avanço do Mussolini de Caracas e o risco que ele representa para a democracia na América Latina. Os senadores devem rejeitar o ingresso da Venezuela no Mercosul, em respeito à cláusula democrática, que a diplomacia do governo Lula está tentando burlar. É preciso fazer eco ao artigo do professor Denis Rosenfield (16/2, A2) e cobrar dos senadores que, ao menos nas relações internacionais, deem uma demonstração de apreço à democracia e independência em relação ao Poder Executivo.TIBIRIÇÁ RAMAGLIOtibiramaglio@gmail.comSão PauloChávez é só a manifestação mais agressiva, mais virulenta, de forças latino-americanas que desprezam a democracia e a alternância de poder.MURILO AUGUSTO DE MEDEIROSmurilo.medeiros25@gmail.comGuará II (DF)Críticas a São PauloÉ com certa frequência que o presidente Lula faz ácidas críticas ao nosso Estado. Diz o que quer porque ninguém o contesta. Inutilmente esperamos uma defesa firme de nossos governantes e políticos. Já não está na hora de desmistificarmos o "fenômeno"?FÁBIO HADDADfabhaddad@ig.com.brSão PauloSilêncio nas ruasApós as denúncias do senador Jarbas Vasconcelos, homem de caráter ilibado, forte e corajoso, sobre a corrupção reinante no PMDB com a conveniência do presidente Lulla, vejo com tristeza e amargura o silêncio nas ruas. A mídia dá destaque, exige que o PMDB se defenda e não use a prática do avestruz, como vem fazendo a cada escândalo que envolve um dos seus, mas não tem eco nem nos partidos que se dizem de oposição. O PSDB, cujo candidato à Presidência tem a preferência do povo, escolheu ficar quieto e não se manifestar, talvez com medo de perder alguns pontos nas pesquisas de opinião ou ter de responder a algum ataque do governo ou do PMDB. Enquanto isso, a corrupção toma conta do País, os hospitais públicos entram em falência, o desemprego e a violência aumentam e crianças e velhos morrem de fome diante de toneladas de alimentos perdidas nos depósitos do governo. Se as coisas vão mal, não podemos reclamar, pois com a nossa omissão somos também culpados. JOSÉ CARLOS COSTApolicaio@!gmail.comSão PauloDiante de toda essa bandalheira que se instalou nos altos escalões da República, da falta de vergonha dos políticos manifestada por Jarbas Vasconcelos, das relações promíscuas no Congresso que tiraram Michel Temer e José Sarney do sarcófago, não estaria na hora de a população sair às ruas? Cadê os caras-pintadas, os sindicalistas de bandeira vermelha, o pessoal do MST? Só se mobilizam para defender o próprio bolso?SÉRGIO LUIZ CORRÊAseluco@uol.com.brSantosPMDB e o fulanoQuando se queria dar a dimensão do caráter de um político corrupto, recitava-se a quadrinha: "Chamaram o fulano de gato/ e ele nem ligou./ Chamaram o ga-to de fulano/ e o gato se matou." Na reação do PMDB à entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, o partido comportou-se como o fulano da quadrinha. RUBENS TARCISIO DA LUZ STELMACHUKrtls@bol.com.brCuritibaSegredo de polichineloJarbas Vasconcelos não precisa se preocupar em responder à carta do PSOL. Parte importante dos brasileiros sabe quem são os corruptos do partido dele, os aloprados petistas e os mensaleiros do governo Lulla. Bravo, senador!CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.brSão PauloEnsinamentosQuem ensinou o sr. Delúbio Soares, eu não sei, mas ele deixou uma lição: tanta transparência assim é burrice. Nossos parlamentares devem estar agradecidos pelo ensinamento.SÉRGIO BARBOSAsergiobarbosa@megasinal.com.brBatatais Pena MáximaNem as mais velhas raposas do PMDB poderiam imaginar punição tão rápida e contundente para o senador Jarbas Vasconcelos quanto a espontânea solidariedade de Orestes Quércia.LÉO COUTINHOleo.coutinho@uol.com.brSão PauloConforme o editorial Eu sou, mas quem não é? (18/2, A3), além do senador Pedro Simon (RS), o único peemedebista de primeiro escalão que apoiou Jarbas Vasconcelos foi Orestes "eu quebro o Banespa, mas faço o meu sucessor" Quércia. Só pode ser brincadeira. Justo ele?CARLOS MONTAGNOLIcarlosmontagnoli@uol.com.brJundiaí

, O Estadao de S.Paulo

19 de fevereiro de 2009 | 00h00

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