Cartas

Bloco do faz-de-contaÉ carnaval, não perca a oportunidade: entre no bloco do faz-de-conta e saia por aí dando gargalhadas! Afinal, faz de conta que temos presidente da República e gente séria no governo que só diz verdades - por exemplo, que a guerrilheira Dilma, recém-enfeitada, fará do PAC o plano do século... Faz de conta que o plano dos 20 milhões de empregos ultrapassou as expectativas, que o Fome Zero foi um sucesso, que a marolinha já fez esculturas na areia, que as empresas estão exportando, que os aposentados estão satisfeitos com seus benefícios, que os políticos são todos honestos... Este é um país sério?!L. DUTRAl.dutradvogado@uol.com.brAvaréComédia de errosComo ser favorito e perder a eleição: enquanto Lula e sua "não-candidata" continuam a andar pelo País, de norte a sul, inaugurando obras que ainda não começaram - e provavelmente muitas nem vão se concretizar -, inventando alguns números e se apropriando de outros, vemos a oposição, que tem um candidato capaz de vencer as eleições de 2010, querendo discutir prévias e ficar de braços cruzados. Filme já visto, lembrando que em 2006 Serra era o favorito dos eleitores para concorrer à Presidência e Alckmin forçou tanto que deu no que deu. Será que não aprenderam a lição? Ou todos já concordam em deixar o PT continuar comandando o País? Com a palavra o PSDB, Aécio Neves e José Serra.MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloPara que complicar, se podemos facilitar? Cale-se, sr. Aécio Neves. Sou obrigado a pensar que o senhor está a serviço de Lula e Dilma, causando esse estardalhaço todo sobre uma possível disputa prévia com Serra. Diga aos quatro ventos já, em alto e bom som, que o candidato é José Serra, arregace as mangas e vá à luta. Isso, sim, é amor à Pátria e inteligência.JOSÉ CARLOS MORAES ALVARENGAPeruíbeAécio descarta ser vice se Serra vencer primárias (20/2, A6 ). Diz Aécio: "É preciso abrir espaço para outras forças." Plenamente de acordo, sr. governador, principalmente com o PMDB, partido líder da Nação. Mas contrario francamente V. Exa. quando diz descartar a hipótese de ser vice de Serra. O "café-com-leite" caberia justinho, neste momento, para enfrentar Dilma Rousseff, ou o presidente Lula, caso, o que é provável, a ministra não consiga alçar voo como candidata a presidente em 2010. Aí, sim, seria uma candidatura dita puro-sangue e também quase invencível!ADHERBAL RAMON GONZÁLEZgonzalezadherbal@ig.com.brSanta Cruz das PalmeirasO petismo paulista tem integrante que quebra o sigilo bancário de gente humilde, aloprados, mensaleiros e corruptos. Agora, pelo jeito, aliou-se ao petismo mineiro e ao governador Aécio Neves e está decidido também a governar São Paulo, porque o companheiro Lula, que virou vidraça, dificulta as suas ações. O governador José Serra precisa dar um jeito de avisar a essa turma o seguinte: aqui não, jacaré!CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.brSão PauloO político Aécio Neves nem parece que tem sangue de seu avô Tancredo, que se perpetuou na vida pública desde o tempo de Getúlio Vagas, Jânio Quadros, João Goulart, etc. Tanto na política brasileira como na mundial, o político turrão que não tem jogo de cintura nunca vai longe. Quais os dois Estados da Federação com maior número de eleitores e que são governados pelo mesmo partido oposicionista, que conta com o mais fiel escudeiro, o DEM? Portanto, a probabilidade de sucesso em 2010 é questão de matemática: se somar, resulta em multiplicação; se dividir, resulta em diminuição. Será que o presidente Lula, o PT e seus parceiros não invejam essa situação?JOAQUIM CARLOS DAS EIRAS jocare@ig.com.brSão PauloTolinho ou coadjuvante?Notícias dão conta de que Lula sabia, desde segunda-feira passada, que a Embraer ia demitir os funcionários. O assunto teria sido tratado na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Lula, comprova-se, é um grande ator e adora jogar para a plateia de incautos que ainda acreditam no que ele diz (ou manda a Secom dizer que disse). E há tolinhos que acreditam mesmo! Resta saber se o Ministério Público, que exige explicações da empresa, insere-se na categoria de tolinho ou de ator coadjuvante.M. CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisÉ carnaval. Descobriram a fantasia do nosso presiMente, Saddam Hussein... Combina? Se não combina, pelo menos está por pouco, só depende de nós, os 16%.LUIZ DIASlfd.silva@uol.com.brSão Paulo84% sem criseNão sei dizer se o porcentual está certo, mas sem dúvida uma boa maioria de brasileiros não está sentindo nenhuma mudança causada pela crise econômica. Antes da crise, mal chegavam ao fim do mês, tinham contas atrasadas, os filhos não conseguiam vaga na rede escolar, eram mal atendidos pelo sistema de saúde, o transporte público era péssimo, não eram afetados pelo spread bancário porque nem podiam pensar em empréstimos, o desemprego e o medo do futuro eram uma constante em sua vida, grande parte deles morava em favelas ou em aglomerados urbanos sem saneamento e com ruas esburacadas, onde a violência era epidêmica e a esperança de dias melhores continuava naquele sempre longínquo futuro. Pois bem, para todos esses brasileiros, nada mudou. Para eles a crise não existe e parece que não querem mudar por medo de algo ainda pior.FRANCO MAGRINIframagr@ig.com.brCachoeira PaulistaSó falta a AliceO STF quer aumento e a Câmara dos Deputados, também. Dilma Rousseff modifica a face e o PMDB mostra a sua. O presidente da República não soube discernir entre marolinha e tsunami. A polícia prende, o Judiciário solta. O aposentado não recebe atenção alguma dos Poderes sobre o seu aumento salarial. As pesquisas continuam com aprovação altíssima (eu nunca fui pesquisado): a saúde vai bem, a educação e a segurança, também. Trabalho, então, não tem problema... O carnaval chegou. Crise? Que crise? Assim, só falta encontrarmos a Alice para dizer que vivemos no País das Maravilhas.ALTINO ROSSIaltino.rossi@gmail.comCatanduva?Sombras de 1929?Interessante, no artigo Sombras de 1929 (21/2, A2), de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a passagem: "A história mostra que na bonança se devem respeitar os mecanismos prudenciais que protegem a economia e na crise as iniciativas têm de ser criativas e ousadas." Deveria ter levado essa mensagem prudencial ao governo Lula, do qual integra a base de sustentação, de modo a fazê-lo seguir os preceitos sugeridos no texto. Dessa forma, talvez tivesse evitado os gastos astronômicos realizados pelo governo na bonança, que hoje dificultam o combate à crise. E, no campo das "iniciativas criativas e ousadas", deveria igualmente tê-lo alertado de que a onda que se aproximava estava mais para tsunami do que para marolinha, e que, em vez de apregoar que sairíamos dessa sem esforço, melhor seria que o presidente respondesse prontamente com soluções corajosas e inventivas, conforme sugere no artigo. Estas certamente seriam atitudes mais inteligentes e produtivas do que se utilizar deste jornal para dar conselhos ao governo americano.GUTTEMBERG GUARABYRAgutbyra@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

22 de fevereiro de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.