Cartas

Carnaval eleitoralNestas noites insones, assisto às escolas de samba, que carregam nas costas décadas de cultura, serpentinas e suor. Encanto-me com as cores das fantasias, com a criatividade dos carros alegóricos, com os enredos... É, com as mulheres também. O carnaval é um atributo brasileiro que mostra a nossa capacidade de organização. É um evento gigantesco, repleto de beleza e eficiência. Diferente dos desfiles dos últimos anos, o carnaval de 2009 assiste ao encolhimento de patrocínios, mas a falta de verbas ajudou a soltar a criatividade. E enveredo pela madrugada a curtir os desfiles e, se não fosse mais travado do que cofre, até me arriscaria a dar uns passos. Melhor não, seria um fiasco igual ao da "sambista" Dilma no Galo da Madrugada, num esforço supremo pela campanha presidencial. Pouco importa o meio, o que importa é a foto, principalmente se feita com dinheiro público. Viva o carnaval!CARLOS IUNEScarlosiunes@bol.com.brBauruA campanha eleitoral detonada pelo Planalto encontra identidade perfeita com o carnaval. Personagens fantasiados de responsáveis e legítimos representantes da sociedade são figuras carnavalescas no dia a dia, representando, como num desfile pela avenida da vida, seus papéis retocados, mensagens vazias, atitudes divertidas e irresponsáveis, como se o desfile lhes justificasse tudo. A plateia, iludida e desatenta, aplaude, dá suporte, sem perceber que a conta lhe será apresentada por muitos anos ainda. De miséria e retrocesso - moral, educacional e financeiro. As máscaras foram retocadas para atualizar os personagens da vez. Então, caiam na folia.RONALDO PARISIrparisi@uol.com.brSão PauloPlásticaA plástica (paga por nós?) foi um sucesso apenas para 13,5% de incautos. Já que curriculum vitae não aceita plástica, 86,5% continuarão colocando suas fichas em algo novo para 2010. Nada de falsos brilhantes, falsos discursos, falso continuísmo, marolinhas de ideias e tsunamis de incompetência. O povo paulista, tão mal representado no Senado, prefere ganhar honradamente com seu trabalho honesto a viver à custa de esmolas. Aliás, onde se esconderam os 10 milhões de empregos que um "visionário" prometeu?FLAVIO MARCUS JULIANOopegapulhas@terra.com.brSão PauloVelhos temposDona Dilma, ao ser fotografada com um chapéu de cangaceira, em plena campanha no Recife (22/2, C10), além de ridícula, trouxe à tona seu passado de terrorista, só faltou mesmo para completar o quadro o seu papagaio de pirata, o rei Lula. Acorda, Brasil!CARLOS BENEDITO PEREIRA DA SILVAadvcpereira@hotmail.comRio ClaroProfessores temporáriosNão é justo o Estado pôr a culpa nos professores temporários pelo péssimo desempenho dos alunos da rede pública. Há professores (principalmente de Português e Inglês) que passaram em concurso (2004) e não foram chamados, sob a alegação de que não havia cargo. Por que agora a Secretaria de Educação diz que os professores são incompetentes? Discordo. Muitas regiões estão com a maioria de professores efetivos. E em várias regiões as prefeituras aderiram à municipalização, tirando o lugar dos professores que passaram em concurso. Dizer que a educação melhorou nessas cidades é mentira.VIVIANE CRISTINAvevecristina@ig.com.brTatuíFui professor e diretor de escolas públicas de ensino básico e leio tudo o que o Estadão publica sobre educação. O modo mais seguro de melhorar a qualidade do ensino nesse nível é investir recursos e energia para melhorar muito as escolas superiores, públicas e privadas, que formam professores. Melhorar a qualificação dos professores e diretores é fundamental. Sem isso investimentos no setor médio poucos resultados darão.EUCLIDES ROSSIGNOLIeuros@ig.com.brItatingaFolia oficial...Deu na primeira página do Estadão de ontem: "Para evitar vaias, o presidente Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia, chegaram discretamente no sambódromo do Rio." Ué, e os 84% como é que ficam? Será que nem o presidente acredita nessa pesquisa...?W. DOERNwdoern@hotmail.comSão PauloSe com "84% de aprovação" nosso presidente receia vaias, existe algo de podre no reino das pesquisas!ROSSANA BAHARLIArbah44@yahoo.com.brSão PauloEstou muito confuso e preciso de ajuda: como é que alguém que tem 84% de aprovação popular precisa entrar escondido no sambódromo do Rio de Janeiro para evitar vaias?JOSÉ FRANCISCO D?ANNIBALEdannibale@uol.com.brSão PauloCom 84% de aprovação popular, é mesmo de estranhar que o nosso presidente tivesse medo de ser vaiado na Marquês de Sapucaí. Será que lá se encontravam reunidos todos os outros 16%, que estavam no Pan-Americano?RICARDO NÓBREGAcnc.eng@terra.com.brSão Paulo... Sem anúncioPelo visto, nem mesmo o presidente Lula acredita nas pesquisas que lhe dão 84% de aprovação. Que político com tamanha aceitação popular (sic) se esconderia do povo, numa oportunidade como o carnaval, em que quase tudo é festa, em que quase tudo é permitido e perdoado, chegando discretamente, não tendo o seu nome anunciado e na certeza de que eventual vaia seria abafada pelo som da escola que desfilava? O fato de sua esposa ter descido para a passarela só confirma que a sua total ausência na participação dos programas sociais do País a torna uma ilustre desconhecida. E a sra. Vilma - digo, Dilma - ser confundida com a primeira-dama dá mais provas de que vivemos, de fato, num mundo de fantasias que, infelizmente, não termina na Quarta-Feira de Cinzas, mas, sim, dentro de 22 meses, o que esperam todos os que lutam por um Brasil melhor.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloCorrupçãoO excelente artigo Corrupção e cinismo (23/2, A2), do sr. Carlos Alberto Di Franco, expressa o sentimento e a verdade do governo do sr. Lula: estamos entrando por caminhos de uma ditadura disfarçada. E o pior: usando da boa-fé de muitos, pobres ingênuos. Também concordo com o senador Jarbas Vasconcelos que nem Lula nem Dilma servem. Existem pessoas que querem fazer deste um país de Primeiro Mundo. Por que não lhes dar oportunidade?MATILDE DE PAULA ROMANOmati.paula@yahoo.com.brSão PauloJarbas Vasconcelos e Pedro Simon se manifestam sobre a corrupção admitindo, inexoravelmente, a sua existência em grande escala. Isso faz lembrar o escritor Fernando Jorge, que em 1984 escreveu a seguinte frase em artigo publicado no Estadão: "Quando os ratos penetram nos cofres do erário, e devoram a grana do povo, e guincham de prazer, e engordam com a comilança, o rega-bofe é deles e a miséria é nossa." Passados 25 anos, ratos antigos estão perenizados e novos ratos surgem aos montões, a sujeira e a podridão vão crescendo e quem continua pagando a elevada conta somos nós, os otários de sempre. Até quando?DAVID NETOdrdavidneto@drdavidneto.com.brSão PauloNovo hinoProponho como novo Hino Nacional brasileiro o tango Cambalache. Prestem atenção à letra. É o retrato do Brasil.GERALDO ROBERTO BANASKIWITZgrbanas@unimarket.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

24 de fevereiro de 2009 | 00h00

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