Cartas

Avidez de poderMais uma vez o PMDB mostra sua avidez sem conta de conquistade poder, ao pretender assumir o fundo de pensão de Furnas. Desta vez, espera-se que a resistência dos trabalhadores e aposentados desse fundo, que já sofreram enormes prejuízos por má gestão de administração anterior, politizada, que financiou o esquema do mensalão, não permita mudanças na sua diretoria, cobiçada por políticos ambiciosos do PMDB, que nada mais querem do que poder e mais poder. Um basta às pretensões nebulosas do ministro Edison Lobão, que ambiciona a diretoria do fundo para o seu partido, é o que deve prevalecer.FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão PauloA suspensão da assembleia da Fundação Real Grandeza, que administra o fundo de pensão das estatais Furnas e Eletronuclear, talvez já seja fruto das denúncias que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez sobre a corrupção que envolve grande parte das lideranças políticas do País. Os operadores desses desvios de conduta começam a perceber que a opinião pública brasileira está se indignando com tais atitudes e com isso pode ter início um virtuoso processo de combate à tragédia postural desses bandidos de colarinho branco. Cabe agora o Ministério Público e a Justiça entrarem firmes nessa onda ética de que tanto necessitamos.JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDAjosedalmeida@globo.comRio de JaneiroMST, bandido?"O que matamos não foram pessoas comuns, foram contratados para matar, pistoleiros violentos", afirmou, por telefone, o líder do MST Jaime Amorim. É assim que o movimento procura realizar a tão sonhada justiça social? Matando trabalhadores? Onde está a turma dos direitos humanos? E todos aqueles parlamentares que adoram saborear a desgraça alheia em momentos de caos? Todos mudos e calados. Quando um invasor (porque esse povo do MST não pode ser considerado trabalhador) ocupa fazendas em busca de retorno financeiro e acaba levando tiros, a imprensa marrom adora fazer sensacionalismo, dizendo que trabalhadores rurais foram mortos por donos de fazendas violentos e sem pudor. Agora, quando acontece o contrário, todos ficam calados, tentando justificar o que não tem justificativa. Até quando vamos aguentar esses movimentos que buscam dinheiro fácil? Digo isso porque já li várias matérias dizendo que muitos acampados têm casa na cidade, alguns são até pequenos comerciantes que migram para essas fazendas para conseguir um lote de terras e depois revendê-lo. Isso é justo? Fica aqui meu desabafo por essa vergonha que assola o Brasil diante de nossos olhos. JOSUÉ SILVAjosuejfs@hotmail.comSão PauloQuando propriedades urbanas (apartamentos, casas, escritórios, fábricas, etc.) são assaltadas, roubadas, invadidas, a polícia é chamada e age: prende os invasores, que são qualificados como bandidos, meliantes ou criminosos. Ficam presos, são julgados e, se condenados, recebem as devidas penas. Quando o MST invade propriedades rurais, seus membros são tratados de maneira diferente - membros de movimentos sociais (sic) recebem proteção de órgãos de governo, até mesmo de Lulla, que já usou boné desse movimento (sic). Muitas vezes eles matam animais, destroem plantações e benfeitorias. Até assassinam seres humanos! E quase sempre tudo fica como está, por isso mesmo, sem as devidas punições. Por que será? Por que as benesses governamentais? Por que são tratados de maneira diferente, recebem verbas (milhões) do governo, em especial do federal? E raramente são tratados e condenados como bandidos!SERGIO FREIRESão PauloUm governo que distribui fartamente dinheiro (dos contribuintes!) a quem invade terras, ao arrepio da lei, a meu ver, além de financiar indiretamente o crime, ainda é cúmplice. De que lado da lei este governo está?PAULO BOCCATOpofboccato@yahoo.com.brSão PauloBolsa eleitoreiraLi no Estadão a notícia de que o governo chamou mais de 300 mil beneficiários do Bolsa-Família para fazerem um curso profissionalizante, mas apenas 5% responderam ou mostraram interesse (20/2, A4). É claro, o governo paga para eles não trabalharem! Assim, por que motivo iriam fazer um curso para aprender a trabalhar e ganhar? Isso prova que essa bolsa é meramente eleitoreira. Vagabundagem da grossa é do que esses bolsistas gostam.CARLOS E. BARROS RODRIGUEScarlosedleiloes@terra.com.brSão PauloPara os 16% que não aprovam o governo federal, não é surpresa os beneficiários do Bolsa-Família não quererem aprender. Ter o peixe é muito mais fácil, não é preciso pescar. Eles têm um professor com 84% de aprovação.ÉDNA NUNES DE FREITASednanfreitas@ig.com.brSão PauloSó no papelLulla vai enganar o povo até quando? A antropóloga Ruth Cardoso poderia fazer-nos um favor: com seu jeito, se ela der uma aula a Deus e à turma do bem, o povo brasileiro vai se livrar delle e do partido delle. Dona Ruth, Deus precisa saber que os seus programas foram todos transformados em assistencialismo barato. São um descarado coronelismo.ARTHUR SOARESarthur09br@yahoo.com Belo HorizonteDinheiro por votosO famigerado Bolsa-Família é a máquina de votos do presidente.FRATERNO MARIA NUNESfraternomarianunes@gmail.comCampo Mourão (PR)Gostaria de entender a razão da cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima (PB). Segundo consta, ele emitiu alguns milhares de cheques para seus eleitores, exatamente como faz impunemente nosso presidente com milhões de eleitores via Bolsa-Família. A única diferença é que o crédito é efetuado em conta corrente, em dinheiro, enquanto o cheque tem de ser compensado. Quanto ao resto, é tudo igual, ou seja, dinheiro em troca de votos. São, sim, dois pesos e duas medidas.GATTAZ GANEMgattaz@globo.comCarapicuíbaMaioriaChegou a hora de nós, aposentados e pensionistas, invertermos o jogo. Somos em maior número que os beneficiários das ditas "bolsas sociais", no entanto temos sido relegados à indigência, embora tendo contribuído por anos a fio para os institutos de previdência oficiais, quando o governo Lula sistematicamente veta os reajustes aprovados pelo Congresso, usando o rolo compressor de sua base de apoio. Manifestemo-nos contra, façamos o índice de aprovação recuar, quiçá acabando com o sentimento de onipotência do Planalto. A justiça seja feita.CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESIcblucchesi@yahoo.com.brSão PauloDependênciaEnquanto chances de desenvolvimento surgem no País, parte da sociedade continua preferindo acreditar em deuses políticos, como se pudessem resolver todos os seus problemas. Os governantes falam sobre educação, sustentando políticas educativas antigas; falam sobre emprego, tentando enfrentar a crise e problemas brasileiros com soluções de outros países; falam sobre ética, mas políticos com processos correndo são eleitos; líderes não reconhecem os próprios erros e culpam seus companheiros pelo desemprego... Será que o problema brasileiro não é a dependência, tanto da sociedade, ficando parada à espera de soluções políticas, como do governo, "resolvendo" nossos problemas com soluções estrangeiras e antigas? Não está na hora de reconhecer que temos de agir se esperamos resultados?GIOVANNA CAXEIROgiovanna_caxeiro@hotmail.comSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

27 de fevereiro de 2009 | 00h00

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