Cartas

Não tão secaA lei seca, que não é tão seca ao permitir 0,2 grama de álcool por litro de sangue, foi mais um barulho (e gastos com bafômetros) por nada. O balanço dos acidentes nas estradas no carnaval está aí para provar. Bastava fazer cumprir o Código de Trânsito Brasileiro nos artigos pertinentes, o que jamais foi feito com o devido rigor. E, estranhamente, ainda não saiu resolução do Contran a respeito, passados oito meses da lei promulgada. Por que será?BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão PauloO menino Sean GoldmanQuem deveria ter ido ficou. Trata-se do criminoso Cesare Battisti, filho bastardo do PAC, por aqui acolhido carinhosamente pelo ministro Tarso Genro e pelo presidente da República. Quem deveria ir ainda está sendo mantido aqui. Trata-se do menino Sean Goldman, filho legítimo de pai americano, mantido há quatro anos no Brasil pelo padrasto, contrariando acordos internacionais regidos pela Convenção de Haia e ignorados pela nossa diplomacia. A secretária de Estado Hilary Clinton já alertou o ministro Celso Amorin de que o não-cumprimento desses acordos pode gerar nova crise diplomática, desta vez com os EUA. Minha pergunta é: se esse menino fosse requisitado por Fidel Castro, Hugo Chávez ou Evo Morales, será que nossas autoridades teriam engrossado a voz, alegando que esse assunto é de competência da Justiça brasileira, ou já teriam devolvido o garoto com o devido pedido de desculpas, numa clara atitude de medo de quem fala grosso?PAULO R. KHERLAKIAN paulokherlakian@uol.com.br São PauloExtremamente objetivo e preciso o artigo do pesquisador Marco Mondaini (26/2, A2), fazendo um breve, mas esclarecedor retrospecto da história italiana dos últimos 40 anos e de como o sr. Cesare Battisti nela se inseriu, não como vítima, mas como terrorista. Este, sim, deveria ser o documento a ser lido pelo senador Eduardo Suplicy aos srs. congressistas.ADRIANA PARDINIadriana@pardini.netSão PauloRios de dinheiroPara quem sabe fazer contas ou ler balanços, não faz muito sentido o que declaram o presidente da Febraban e os banqueiros. Embora prefiram sempre não entrar nos detalhes numéricos dos cálculos, que devem conhecer muito bem, generalizando a conversa com expressões como alta inadimplência, impostos elevados, depósitos compulsórios absurdos, créditos dirigidos a atividades subsidiadas, etc., o certo é que não demonstram o que dizem. Da última entrevista do presidente do Itaú-Unibanco se sabe que a inadimplência é de só 4,8%, que, convenhamos, não é muita coisa. Certamente há uma ampla possibilidade de baixar o spread, beneficiando toda a economia. Mas para que ganhar menos, quando podem continuar ganhando rios de dinheiro, como historicamente o fazem no Brasil?ANTONIO DO VALEadevale@gmail.comSão PauloO governo deu dinheiro para os bancos brasileiros garantirem os financiamentos e o consumo. Resultado: tem banco anunciando lucro de R$ 10 bilhões! Pode...?MARCILIO FAUSTINOm_faustino@uol.com.brSão PauloCom bilhões de lucro, mais as provisões que sobraram dos bancos, dá para emprestar algum?FRANCISCO JOSÉ SIDOTIfransidoti@terra.com.brSão PauloBancos privados estão aumentando os juros do cheque especial de 8% para 12,5%, praticamente sem aviso, esperando acumular uma dívida impagável, com juros e multas por se exceder o limite. Então avisam que o limite foi cancelado e "oferecem" parcelamento em 36 meses e juros de 4% para "resolver o problema" que antes não se tinha! Sem alternativa, o cliente é obrigado a aceitar a "oferta". E ainda tem de arranjar fiador! ALBERTO FUTUROcarlos_futuro@viscondeitaborai.com.brSão PauloSultan YakoubExcelente a matéria do jornalista Gustavo Chacra sobre a cidade de Sultan Yakoub, situada no Vale do Bekaa, no Líbano (24/2, A11). Estive lá em 1989 em plena época da guerra civil, mas o que vi era diferente de um país massacrado pelos conflitos. Além de a maioria da população falar fluentemente a língua portuguesa, a receptividade era muito carinhosa. Festas, almoços, jantares, churrascos sempre animados com uma boa música árabe tocada por beduínos que por lá pastoreavam suas ovelhas. Quanto ao Esporte Clube Sultan Yacoub, no ABC paulista, só corrigindo: ele fica em São Bernardo do Campo, e não em Santo André, como deixa a entender a matéria. E teve boa parte do seu crescimento graças a um grande libanês-brasileiro, Dib Barakat Barakat, que foi subprefeito do Distrito de Riacho Grande e morreu vítima dos bombardeios israelenses no Líbano em 2007.MOYSES CHEID JUNIORjr.cheid@gmail.comSão PauloCâmaras na internetCom respeito à reportagem Só em 14 cidades dados são atualizados (informações na internet), publicada na edição de 24/2, informamos que há cerca de cinco anos a Câmara Municipal de Jacareí renova os dados em seu site imediatamente após a geração de cada fato novo. E fomos além da divulgação dos itens exigidos pelo Tribunal de Contas: instituímos a TV Câmara Jacareí para que a população local possa assistir às sessões em tempo real, via cabo (Net TV, canal 17) ou em qualquer parte do mundo (sem ufanismo) pelo próprio site (www.camarajacarei.sp.gov.br). Tanto pela internet, para consulta a qualquer instante, quanto pela TV, em repetições programadas, disponibilizamos todo o material apresentado ao vivo.GRAZIELA MARQUES, assessora de Comunicação Socialerimonial@camarajacarei.sp.gov.brJacareíVerbas para educaçãoNão é verdade que o Estado de São Paulo recuse dinheiro do Ministério da Educação (MEC), como afirma o título da reportagem SP e Minas recusam dinheiro do MEC (23/2, A12). Também é absurda a sugestão feita no texto segundo a qual a recusa se deveria ao fato de o governador José Serra ser um possível adversário do PT nas eleições presidenciais do ano que vem. A matéria transcreve minha declaração informando que, depois de reunião que tratou do tema, o governo federal cancelou uma visita de um consultor do Ministério, marcada para agosto do ano passado. Conforme informei ao Estado, após essa data não fomos mais procurados pelo Ministério. Fica demonstrado, portanto, que é falsa a insinuação de que São Paulo não quis o dinheiro. Nos últimos três anos, o orçamento do governo de São Paulo para os ensinos técnico e tecnológico triplicou, chegando a pouco mais de R$ 1 bilhão em 2009. Mais de 90% da meta do Plano de Expansão para o Ensino Tecnológico e 50% para o ensino técnico já foi cumprida. Se estivéssemos esperando pelos recursos do governo federal, nada disso teria sido feito. Ainda assim, a vinda desses recursos será bem recebida se o MEC der a necessária velocidade ao repasse para o cumprimento de nossas metas.LAURA LAGANÁ, diretora-superintendente do Centro Paula Souzagleise@centropaulasouza.sp.gov.brSão PauloN. da R. - A reportagem diz que a Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo não demonstrou interesse pelo programa federal de financiamento, por isso o termo "recusa". Além disso, o texto não faz sugestão ou ligação de que a recusa se deveria ao fato de o governador José Serra ser possível adversário do PT na eleição presidencial. Somente informa que São Paulo e Minas são Estados comandados por possíveis adversários do PT em 2010. Quanto aos investimentos do governo estadual no ensino técnico, também estão expressos no texto, quando é dito que São Paulo tem a segunda maior rede de escolas, perdendo apenas para a rede federal.

, O Estadao de S.Paulo

28 de fevereiro de 2009 | 00h00

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