Cartas

ArrojoOs bandidos e assassinos deste país já podem ficar mais relaxados, pois ao serem pegos em seus atos infames podem dizer que foi só um arrojo social. E ninguém poderá contradizê-los, foi o próprio ministro da Justiça, autoridade máxima no País em assuntos de segurança, que classificou o assassinato de quatro pessoas pelo MST em Pernambuco como uma atitude social mais arrojada.MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloElle diz que as justificativas do MST para as mortes em Pernambuco são "inaceitáveis". Será que considera aceitável usar dinheiro dos contribuintes para financiar criminosos reincidentes? Proponho uma ação de reembolso aos cofres públicos (para começar). Depois pensemos na coautoria.JOÃO ATHAYDE DE OLIVEIRA NETOjathayde@globo.comSão PauloAcordo espúrio?"É uma aliança espúria entre o senador Renan Calheiros e o senador Fernando Collor que interferiu no direito legítimo, democrático, da bancada do PT que indicava a senadora Ideli", disse Mercadante. Pois é, senador, esse é o resultado de mantermos no Senado pessoas do nível do sr. Renan. Agora, com todo o respeito, o senhor se recorda de como ele salvou o mandato? Pois é, não fosse aquela sessão noturna e soturna em que o senhor angariou os votos que o salvaram, o País estaria livre de acordos "espúrios" como esse que agora o senhor denuncia. Aqui se faz, aqui se paga... É por isso que nunca me esquecerei da sua atuação no caso, em especial nas próximas eleições.PAULO RIBEIROSão PauloA reação do PT à eleição de Collor para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado é totalmente ridícula. Renan Calheiros, o mentor dessa eleição e, de novo, dando as cartas no Senado, não foi cassado graças ao apoio recebido do mesmo PT. Quem ajudou a chocar o ovo da serpente que conviva com ela.RONALDO GOMES FERRAZronferraz@globo.comRio de JaneiroO rei está nuParece que com o tão esperado pronunciamento do senador Jarbas Vasconcelos, na terça-feira, nenhum dos senadores teve outra saída a não ser reconhecer que o rei está nu: "A corrupção aí está e ninguém pode negar", "o povo não mais acredita em nós, políticos", "é necessária a reforma política já", etc., etc. Acredito que o senador inicia uma cruzada que pode ter a repercussão que todos esperamos. É imprescindível o apoio da mídia.NEUTON S. KARASSAWAnkarassawa@hotmail.comSão PauloQuando é que a sociedade civil vai captar o recado dado pelo senador Jarbas Vasconcelos? Na realidade, está mais do que explícito que a hora é agora, chega de corrupção! Nós, a sociedade, temos de aproveitar o "tiro de partida" que o nobre senador disparou. Novamente, em plenário, Jarbas Vasconcelos conclamou a participação de todos na luta para combater essa doença infiltrada nas instituições da República e que vem, de forma avassaladora, destruindo todo o patrimônio moral e ético.PEDRO SERGIO RONCOsergioronco@uol.com.brRibeirão BonitoO grande senador Jarbas Vasconcelos assegurou, aos que assistem inconformados e impotentes à devassidão que aí está, legitimidade a seus reclamos, ao contrário do que vinha acontecendo, em que eram chamados de "elite" aqueles que apontavam a falta de pudor, o descaramento do mau uso e abuso do dinheiro público como se privado fosse. Agora, aqueles que gritarem contra isso não mais serão chamados de "elite", mas de honestos, de protetores dos humildes, pois são estes os que mais perdem com a corrupção. Felizmente, os sinais se inverteram e agora temos voz e vez. Finalmente! Obrigada, de coração, senador Jarbas Vasconcelos!ELIANA FRANÇA LEMEefleme@terra.com.brSão PauloUrubusNão há de ser mera coincidência a concentração de urubus nas imediações do Congresso logo após o notório Renan ter afastado o digno Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça.CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESIcblucchesi@yahoo.com.brSão PauloJustiça EleitoralA propósito do debate A Justiça Eleitoral tem de ser mais célere?, com a responsabilidade de ter sido presidente do TRE-SP (2004-2006), com jurisdição sobre um dos maiores colégios eleitorais das Américas, com mais de 28 milhões de eleitores, e aposentado como desembargador decano do TJ-SP, posso afirmar que o advogado Everson Tobaruela tem razão na sua negativa ao sustentar que o povo é sábio e é ele que elege o político, ou seja, cassar mandato popular impõe rigoroso critério jurídico-constitucional para evitar que se cometam injustiças, respeitando-se assim o devido processo legal-constitucional para assegurar o direito da ampla defesa aos réus. A Justiça Eleitoral não faz as leis eleitorais e, sim, com firmeza, cumpre-as e as faz cumprir. É o segmento do Judiciário que deu certo, reconhecido internacionalmente como ágil e eficiente, como o apresentei no livro A Justiça que Deu Certo, comemorativo dos 60 anos da Justiça Eleitoral do Brasil e sua retrospectiva.ALVARO LAZZARINIlazzarin@uol.com.brSão PauloEducaçãoO artigo Coragem para desatar o nó da educação, de Paulo Renato Souza (22/2, A2), é um exercício de tergiversação em relação aos reais problemas da educação brasileira, como se o autor não tivesse exercido durante longos oito anos a função de ministro da Educação. Na verdade, o artigo não passa de um pretexto para atacar os sindicatos de professores (destacando-se a Apeoesp, pelo contexto), culpabilizar nossa categoria pelos problemas educacionais e fazer a defesa da secretária de Educação do Estado de São Paulo, desgastada em função de sua frustrada tentativa de utilizar uma aligeirada provinha com o propósito de perpetuar mais de 100 mil professores na insustentável condição de temporários. O ex-ministro afirma que, "historicamente, a esses professores nunca foi exigida nenhuma prova de conhecimentos pela secretaria". Ora, os professores querem ser avaliados e a forma de fazê-lo é o concurso público de provas e títulos, levando em conta o tempo de serviço. Sugerimos que o ex-ministro convença a secretária de Educação a cumprir o seu compromisso anterior de realizar, imediatamente, concurso público para 75 mil cargos na rede estadual de ensino.MARIA IZABEL AZEVEDO NORONHA, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), membro do Conselho Estadual de Educaçãorosana.impr@apeoesp.org.brSão PauloBolsa-FamíliaEm relação ao artigo Lula é popular (27/2, A2), do deputado João Mellão Neto, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informa que o Bolsa-Família exige, sim, contrapartidas dos beneficiários do programa. As crianças e os adolescentes de 6 a 17 anos devem frequentar a escola e as crianças menores de 7 anos precisam estar em dia com o cartão de vacinação. A evolução do acompanhamento das contrapartidas é constante. Na saúde, o porcentual de monitoramento das famílias passou de 39% no primeiro semestre de 2006 para 58% no segundo semestre de 2008. O total de alunos com frequência acompanhada subiu de 66% no bimestre fevereiro-março de 2007 para 84% em outubro-novembro de 2008. Para apoiar as ações de cadastramento das famílias e monitoramento das condicionalidades, o MDS repassa recursos destinados à gestão municipal do programa desde abril de 2006, calculado de acordo com o desempenho do município no Índice de Gestão Descentralizada (IGD).JOÃO LUIZ MENDES, Assessoria de Imprensa do MDSaline.teles@mds.gov.brBrasília

, O Estadao de S.Paulo

05 de março de 2009 | 00h00

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