Cartas

Sugando o sangueNão acreditei quando soube que Lulla quer Antonio Palocci como candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo. Parece que assistimos à reprise de um filme de terror em que vampiros acordam depois de algum tempo para sugar o sangue dos mortais. Sarney, Collor (com Renan nos bastidores) e agora Palocci, com o apoio de Lulla. Como um homem com tantos processos nas costas pode ter o apoio do presidente? E para ser candidato a governar o Estado mais importante da Nação. Espero que o Tribunal Superior Eleitoral se manifeste a favor da ética, da moral e da dignidade de uma população trabalhadora, que honra seus compromissos, paga seus impostos e não merece ser tratada de forma vil por um presidente que parece não valorizar nenhuma dessas qualidades.ROSIRES GOLIZIArose.golizia@yahoo.com.brSão PauloNada se perdePor que um partido com nomes que surgiram na onda de popularidade do presidente Lula não aproveita a oportunidade para se renovar? Ou prefere ter de ficar dando explicações sobre processos, escândalos e, pior, nos colocar diante da certeza de que o afastamento de Palocci na ocasião do escândalo da quebra de sigilo foi só para que, passado um tempo, tudo se perdesse no esquecimento?MASAO FUJITAmcfujit@gmail.comSão PauloCampanha da oposiçãoPara o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, é a oposição que faz marketing eleitoral antecipado da ministra Dilma como candidata à Presidência em 2010. Fica evidente a intenção eleitoreira do presidente sempre ao lado da gestora do PAC. É como a história do anão que ofende a honra de alguém que, ao revidar, se depara com um brutamontes mal encarado a seu lado, numa clara demonstração do que a proximidade de ambos significa. Se a atitude de Lula não representa propaganda eleitoral, por que não deixar a ministra fazer sozinha seu trabalho? Ou não há nada mais que fazer em Brasília?LUCCA BRASIluccabrasi@uol.com.br São PauloNos palanquesAo ver a ministra Dilma no interior da Bahia "prometendo" em público a entrega de casas a prestação zero para a população de baixa renda, não tive mais dúvidas: a ministra não só usa os palanques para promover sua candidatura à Presidência da República em 2010, como já esta em plena campanha eleitoral.FILIPE LUIZ RIBEIRO SOUSAfilipesousa32@yahoo.com.brSão CarlosA ministra Dilma Rousseff, no palanque em Feira de Santana: "Quem não puder pagar nada, não pagará nada." Atenção, Justiça Eleitoral, só não vê quem é cego.LEILA E. LEITÃOItanhaémPedra no caminhoPalavras de Frei Betto, amigo e eleitor de Lula (9/3, A7): "O governo trocou um projeto de nação (Fome Zero) por um projeto de poder (Bolsa-Família)." "A única explicação para isso é assegurar, via beneficiário, uma fonte de votos." Quando o senador Jarbas Vasconcelos disse ser esse "o maior programa de compras de votos do mundo", lulistas reagiram. E agora? Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra, ou um senador e um frei.SIDNEY RODRIGUES MACHADOsidneymachado58@hotmail.comApiaíJogo em cenaO leitor sr. Gilberto Rodrigues ironizou: "Que tal Collor para vice de Dilma?" (8/3, A3). É uma possibilidade que atormentaria Aloizio Mercadante, Ideli Salvatti e também José Serra. Mas a chapa mais forte seria Collor e Dilma. Começou o jogo de 2010. VICENTE LIMONGI NETTOlimonginetto@hotmail.comBrasíliaPrimeiro reinou Renan Calheiros, que abriu espaço a José Sarney, e agora vem Fernando Collor. Fico pensando que lugar estará reservado a Roberto Jefferson e tantos outros...L. DUTRAl.dutradvogado@uol.com.brAvaréÀs moscasCom este racha na base aliada, ou seja, a eleição de Sarney para a presidência do Senado e a de Collor para a Comissão da Infraestrutura, nada melhor do que a observação do leitor sr. Alvaro Luiz Devecz (6/3, A3): "Até as moscas são as mesmas." Pobre Brasil.CARLOS E. BARROS RODRIGUEScarlosedleiloes@terra.com.brSão PauloSob pressãoNasci há 55 anos e presenciei a euforia de meu pai durante a construção de Brasília, a esperança dele com o desenvolvimento da política, o temor de minha mãe em 1964, o desinteresse da juventude pela política, a resistência de músicos e atores contra a ditadura. Vivi o crescimento econômico, com amigos vindo me buscar em casa para trabalhar, por falta de mão de obra. Sempre lutei para dar a meus filhos educação e estudo. E hoje, depois de tudo isso, o que vejo? Não vejo políticos, mas pessoas preocupadas consigo mesmas, em maximizar seus ganhos pessoais e despreocupadas com as suas obrigações, que são possibilitar o crescimento e o desenvolvimento de nosso povo. Vejo um governo que prega a desarmonia, praticando ações imorais (protegendo acusados de desvio de dinheiro público, permitindo e financiando ocupação ilegal de terras) e amorais (concedendo abrigo a terroristas e expulsando perseguidos pela esquerda), distribuindo esmolas por meio de programas assistencialistas, permitindo a corrupção desenfreada e ações menores que vão aos poucos minando a moral e os nossos costumes. Não fica atrás do governo a Justiça, cada vez mais lenta e permissiva, agraciando criminosos com a impunidade, justificando-se pela sua lentidão, quando deveria procurar meios para ser célere. Minha revolta é ter acreditado - e me enganado - que pessoas que vieram do povo governariam para o povo. Meu sentimento se aproxima da revolta e da vontade de fazer algo para mudar o rumo do País. Essa panela está fervendo e, por muito tempo sem válvula de alívio, explodirá.CARLOS ARMANDO GALLOcgallosp@uol.com.brSão PauloPandemiaMuito pertinente a coluna da jornalista Dora Kramer (Gatos pingados, 7/3, A6), em que cita que menos de 30 congressistas aderiram à frente parlamentar anticorrupção. Extirpar a corrupção pandêmica na política seria um golpe visceral à maioria dessa classe já desacreditada. Lula se enganou quando afirmou, em 1993, que havia "300 picaretas no Congresso". Há muitos mais. E não se animem, pois essa contabilidade é apenas do Congresso Nacional, sem falar nos "picaretas" nas Assembleias Legislativas nos Estados, nas prefeituras e nas Câmaras Municipais nos mais de 5 mil municípios brasileiros.LAURO FUJIHARAlaurofujihara@terra.com.brCarapicuíbaLodo acumuladoO lago do Parque da Aclimação, em São Paulo, esvaziou com o rompimento de uma tubulação e deixou à mostra 50 anos de lodo acumulado em seu fundo. Em nosso país também há um mar de lama que vem se acumulando há vários anos. Urge que nós, brasileiros, retiremos esse lodo o mais rápido possível, para o bem do Brasil.MOHAMED ABDALLA KILSANkilsanabdalla@terra.com.brSão PauloEuclides da CunhaEm 1954, ainda no ginásio, pude estudar toda a obra de Euclides da Cunha e participar da Semana Euclidiana realizada em São José do Rio Pardo. Hoje vejo com satisfação o projeto do Estado em homenagear nosso maior escritor no centenário de sua morte. Vamos acompanhar com entusiasmo a aventura dos jornalistas ao refazer as expedições de um grande brasileiro.ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZarsonval.muniz@superig.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

10 de março de 2009 | 00h00

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