Cartas

Violência coordenadaMulheres com os rostos cobertos por lenços, ligadas ao Via Campesina e ao MST, agiram com força total para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Ocuparam o Ministério da Agricultura em Brasília e o escritório do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) em Presidente Prudente, tomaram uma usina de cana em Barra Bonita e causaram prejuízos à Aracruz, no Espírito Santo, e à Votorantim, no Rio Grande do Sul, destruindo toneladas de celulose e plantações de eucalipto. Acaso o governo Lula vai tomar alguma atitude de reprovação, acionando as autoridades competentes? Esses movimentos seguem a lei de talião: olho por olho, dente por dente. No caso do assassinato dos quatro seguranças de uma fazenda em Pernambuco, o MST desempenhou o papel de Judiciário, condenando-os sumariamente. E o ministro da Justiça declara que foi uma ação "arrojada" do MST. Onde está o bom senso do ministro, que deveria dar o exemplo de respeito ao Estado Democrático de Direito, pedindo que seja aplicado o ordenamento jurídico que ainda vigora neste país? Em boa hora, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou com propriedade as invasões dos últimos dias, denunciou a ilegalidade do financiamento público de movimentos que cometem ilícito e pediu que o Ministério Público Federal agilizasse suas ações contra as ilegalidades praticadas. O Brasil precisa acordar, porque depois não adianta chorar o leite, ou o sangue, derramado.CLEITON REZENDE DE ALMEIDAcleiton_rezende@uol.com.brAraraquaraAs últimas ações promovidas pelos movimentos de sem-terra demonstram cada vez mais a capacidade de coordenação e planejamento que não se pode atribuir a um reles movimento de camponeses reivindicando local e condições de trabalho. Essas ações estão sendo coordenadas por entidades que dispõem de verba, informação, logística e principalmente conivência de autoridades.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloÉ de indignar que a Justiça não tenha posto na cadeia, até agora, ao menos os líderes desse "movimento" espúrio que faz da violência o seu estandarte social. Reivindicação sim, mas sem violência.ISMAEL BIAGGIOismaelbiaggio@hotmail.comSão Paulo Tento imaginar quantos artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente não foram violados na invasão ao prédio do Ministério da Agricultura por mulheres acompanhadas de crianças e adolescentes. Citaria dois: Art. 17 - O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais; e Art. 18 - É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Com a palavra, as autoridades competentes, os Conselhos Tutelares, etc.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloRecesso remuneradoO senador Efraim Morais (DEM-PB), enquanto ocupava a 1.ª Secretaria da Mesa do Senado, ainda na presidência de Garibaldi Alves, autorizou o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras ao corpo de funcionários da Casa em janeiro, mês em que estavam em recesso. Acho que o senador quis ser agradável com o dinheiro público, correto? Parece-me competir ao Tribunal de Contas da União, à Procuradoria da República e ao atual presidente do Senado cobrar a devolução do valor pago indevidamente. Como está é que não pode ficar. Isso, sim, é uma vergonha.ALTINO ROSSIaltino.rossi@gmail.comCatanduvaQue farra com o dinheiro público! Queria ver fazer com o dinheiro deles. O senador José Sarney considerou um absurdo o pagamento de horas extras aos funcionários do Senado durante o período de recesso, já que não houve sessões. E só agora ele tomou conhecimento disso? Prova de que ninguém sabe de nada nem faz nada nesse Legislativo.PANAYOTIS POULISppoulis@ig.com.brRio de JaneiroChapa forteSobre a próxima eleição presidencial, o leitor sr. Vicente Limongi Netto, ao concluir que começou o jogo de 2010, disse que a chapa mais forte "seria Collor e Dilma" (Jogo em cena, 10/3, A2). Ledo engano, a chapa mais forte é, e não seria, Aécio e Dilma. Aguardem, porque "en este mundo traidor nada es verdad ni es mentira. Todo es según el color del cristal con que se mira", nas palavras do espanhol Ramon de Campoamor.JOÃO GUILHERME ORTOLANguiortolan@hotmail.comBauruNada de andançasConcordo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando critica as prévias e as prováveis andanças pelo País dos governadores José Serra e Aécio Neves (PSDB) visando à eleição presidencial de 2010 (10/3, A10) . Hoje, mais do que nunca, o Estado de São Paulo necessita da ação, da liderança e da presença de seu governador na luta contra a criminalidade que vem atormentando o cidadão indefeso, graças à impunidade que reina no Brasil. JOSÉ MILLEIelymillei@hotmail.comSão PauloUma luzContinuamos sofrendo calados e resignados a insegurança pública na cidade, com ocorrências criminais tão frequentes que já são banais e capazes de deteriorar a qualidade de vida de todos os moradores. Assaltos de todo tipo e a qualquer hora, sequestros relâmpagos, furtos, roubos, assassinatos, etc. É instintivo o medo de andar nas ruas, da mulher de portar uma bolsa, de idosos conduzindo um carro e até de permanecer na própria casa ou apartamento. O governador José Serra, entretanto, se preocupou em aperfeiçoar a segurança pública no Estado, especialmente na região metropolitana. Considerou que um dos pontos-chave é o patrulhamento policial preventivo e entregou, em dezembro, mais de 700 viaturas para a capital e a zona metropolitana, de maneira que a frota da cidade conta agora com igual número de unidades novas em circulação, estimando-se que o total destes veículos supere mais de 1.200. Sua importância pode ser avaliada da seguinte maneira: admitindo uma velocidade média de 20 quilômetros por hora, 10 viaturas podem cobrir um circuito de 20 quilômetros com uma frequência de aparecimento a cada 6 minutos. 1.200 veículos terão capacidade de cobrir 2.400 quilômetros de ruas e, reservando a metade do tempo para manutenção, ocorrências policiais, diversos e imponderáveis, o patrulhamento das viaturas poderá cobrir trechos de 1.200 quilômetros das vias com o intervalo de comparecimento de 6 minutos! Tudo ainda reforçado pelas rondas policiais em motocicletas e a pé nas zonas de muito movimento. Esse sistema preventivo - que existe nas maiores cidades do mundo - envolve o evidente risco de o assaltante ser flagrado, dificulta sua fuga e permite minimizar o tempo para acudir as possíveis vítimas, o que tende a reduzir a oportunidade de violência na cidade.PABLO LUIS MAINZERplmainzer@hotmail.comSão PauloFracasso na guerraO "não estamos vencendo" no Afeganistão, admitido por Barack Obama, equivaleu à uma sentença de morte infligida aos EUA, e a cooperação do Exército com o Taleban, não descartada pelo presidente, a execução sumária dessa sentença. God save the USA!SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

11 de março de 2009 | 00h00

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