Cartas

Dinheiro devolvidoÉ um absurdo de ter de devolver ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por falta de utilização no prazo correto, R$ 134 milhões emprestados ao governo brasileiro para realização de obras de saneamento. É a incompetência a denunciar os piores ministros da história do País, onde nada mais funciona.PAULO SERODIOpserodio@uol.com.brSão PauloImpressionante como temos um governo movido a siglas, slogans e bolsas: PAC, MST, MLST, Fome Zero, Bolsa-Família, ProUni, pré-sal, Pass, Primeiro Emprego, etc. Não falta criatividade para criá-los, mas faltam competência e seriedade para tocá-los. Vide o Programa de Ação Social em Saneamento (Pass). Desculpe-nos, BID, leve seu financiamento a outros governos que melhor saberão utilizá-lo. Pass não passou, PAC empacou e o PT empetecou...FERNANDO PASTORE JR.fernandopastorejr@gmail.comSão PauloNão fazem porque não têm dinheiro, e quando têm, não fazem. Até parece que os 129 municípios que seriam beneficiados não precisam de saneamento.RENATA VELLUDO JUNQUEIRArvjun@hotmail.comSão PauloNotícia alvissareiraA Petrobrás teve lucro de R$ 33 bilhões em 2008. Notícia alvissareira? Nem tanto. É bem capaz de nos próximos dias o preço da gasolina aumentar. Afinal, estamos no Brasil.ADOLFO ZATZdolfizatz@terra.com.brSão PauloFalta técnicaMuito bom o artigo O governo e as reservas do pré-sal, de Rubens Barbosa (10/3, A2). Tenho o pressentimento de que o governo não está preparado para criar um projeto que deixe de lado aspectos políticos e vise em primeiro lugar aos aspectos técnicos, nem para inserir esses recursos num país tão necessitado de tudo o que é básico, principalmente saúde e educação. Dá medo, muito medo.REMI JOÃO ZARTHremi.log@onda.com.brCuritibaTombo do PIBO discurso do governo Lula foi sempre de que o Brasil estaria distante da crise e que no País ela seria apenas uma marolinha. Mas ontem soubemos que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008 foi de 3,6%, ante o trimestre anterior, e a comparação com outros países mostra que o Brasil está entre os mais atingidos pela crise. A "oposição" vai silenciar?TANAY JIM BACELLARtanay.jim@gmail.comSão Caetano do Sul A notícia da queda do PIB mostra a grande verdade que Lula esconde em seus discursos: o PAC não existe e não há investimentos significativos. Se existisse, a queda não teria essa proporção. Para completar, a história de 1 milhão de moradias populares a custo zero para quem não puder pagar é um dos maiores engodos já ditos no País. Um anúncio eleitoreiro. Nem se Dilma vencer a eleição o projeto vai andar, porque não há como cumpri-lo.MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloE o governo só aumenta seus gastos correntes. Já inchou a folha de pagamento com aumentos de salários e outras bondades. Para a infraestrutura e a geração de empregos sobram migalhas. A inadimplência aumenta diariamente - a população não consegue pagar as prestações de empréstimos e de compras, dívidas contraídas após o incentivo do governo. E a tal marolinha?ÉLLIS A. OLIVEIRAelliscnh@estadao.com.brCunhaEntraremos em recessão, os números não mentem. A família brasileira vai sentir no bolso e na mesa as marolinhas de Lula. No período inicial da crise o presidente agiu como o camelô que tenta vender um produto falso como verdadeiro. É a exata sensação que Lula e o PT deixam para a sociedade. Uma pena. Após ser reeleito, a despeito de denúncias comprovadas de corrupção, Lula pode terminar seu mandato com uma média de crescimento pífia, mesmo tendo assumido o poder num momento fértil da economia mundial. A média de crescimento do PIB na gestão FHC foi de 2,3% ao ano. Com a recessão iminente, retração possível de 0,5%, em 2009, e crescimento de no máximo 1,5%, em 2010, a média na gestão Lula ficará em 3,23% - módicos 0,93% sobre a gestão anterior. Terá Lula entusiasmo para comemorar esse resultado?PAULO PANOSSIANpaulopanossian@hotmail.comSantosPrioridadesNunca antes neste país tivemos uma bolha tributária tão grande. Mas o pior é que o governo teima em assumir apenas os resultados positivos. O boi dele só dá filé mignon e picanha. Osso, nem pensar. O que sair em vermelho deve ser debitado na conta dos governantes dos "últimos 20 anos". Mas quem paga a conta da explosão da bolha? A carga tributária está no limite, mas não se fala em redução de despesas. Significa que a prioridade é manter a bezerrada mamando. Seria isso? Mas temos de reconhecer, a reforma ortográfica foi superimportante. Decisiva mesmo.NORBERTO KLEINjurisp@uol.com.brCuritibaFiscalização da ReceitaEstão se multiplicando os casos em que a Receita Federal não age à altura de suas funções. A classe média tem sido fustigada com intermináveis malhas finas, bastando pedir uma simples restituição de imposto para que seja considerada suspeita de sonegação, até prova em contrário. Sempre eficiente e rápida quando se trata de receber, a Receita é lerda quando se trata de restituir o imposto devido. Por que será que o Fisco não tem usado essa mesma rigidez com a classe política, que sonega castelos, mansões e até aviões, entre alguns casos descobertos recentemente? Será que o supercomputador T-Rex, de muitos milhões de dólares, comprado pela Receita Federal com nosso dinheiro, não funciona para essa classe que sonega fortunas?LUCCA BRASIluccabrasi@uol.com.br São PauloGuia IR 2009O guia do Estadão (6/3) não poderia ser mais completo. Discordo apenas da afirmativa do sr. Edino Garcia, coordenador editorial da IOB, de que a Receita não dispõe de um sistema centralizado de dados para confrontar despesas médicas declaradas pelo contribuinte com as dos médicos, hospitais, dentistas, etc. A afirmativa contraria o que a Receita diz sobre seu banco de dados. O sr. Edino diz, também, que muitas vezes a declaração é retida por apresentar elevados valores de despesas dessa natureza num ano em que o contribuinte de fato enfrentou problemas de saúde. Por isso ela estabelece parâmetros de gastos e separa em malha fina para posterior análise as declarações que extrapolam o parâmetro. Ou seja, por meio de um programa de consistência, o computador já põe o contribuinte em procedimento de malha. Até aí, tudo bem, não pode ser diferente para processar milhões de declarações. Mas a partir daí o sr.Edino, salvo melhor juízo, poderia abordar também a parte que cabe à Receita no tratamento que deve ser dado ao idoso de acordo com o que estabelece o Estatuto do Idoso. Para não ser prolixo, cito sem explicitar os Artigos 2.º e 4.º do Estatuto, bem como a Lei n.º 11.765, que garantem tratamento diferenciado aos idosos. É bem verdade que a Receita já cumpre há anos o processamento e a restituição, quando é o caso, dos velhinhos com pouca despesa médica, mas também é sabido que velhinhos com gastos excessivos com saúde se encontram na malha fina há vários anos - muitos até morrem antes de receber o aviso da Receita, deixando o problema para a família. Viveram ou viverão com a dignidade ferida.RUBENS STOCKrsstock@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.