Cartas

Juros no bolsoQue seja louvado o corte de 1,5 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic). Aleluia! Em contrapartida, os juros cobrados por bancos e outras instituições financeiras continuam extraterrestres. Um assalto aos nossos bolsos.ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.brSão PauloEnquanto isso...Já passou da hora de nossos caríssimos congressistas e o Executivo baixarem também os gastos de custeio e os impostos. O tsunami que já chegou para os contribuintes ainda não alcançou Brasília.MÁRIO ALVES DENTEdente28@gmail.comSão PauloMedidas abrangentesDiante da crise, que não se pode mais negar, o governo deveria fazer o que há muito se espera que faça: corrigir a tabela do Imposto de Renda na fonte, defasada em mais de 50%, baixar o preço dos combustíveis e desonerar a telefonia fixa e a celular, uma das mais caras do mundo. (O celular é um instrumento de trabalho para as classes de renda mais baixa.) Medidas que, além de justas, seriam equânimes e abrangentes, e não setoriais, como tanto gosta este governo. Os Estados poderiam contribuir, deixando de cobrar 33% de ICMS nas contas de energia elétrica - "o famoso por dentro" - e passar a cobrar apenas os 25% informados nas contas. Os 33% são uma mágica legalizada de cobrança de imposto sobre imposto, que não é exclusiva dos fornecedores de energia elétrica.GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloDesperdícioExcelente o editorial Um governo disfuncional (12/3, A3). Cabe a algum assessor palaciano traduzi-lo para o presidente e o governo. Sobretudo incluir na explicação uma frase de Tancredo Neves sobre o que é mais escasso na vida: "Acho que é o tempo. Não sabemos quanto temos, mas consumimos sem parar. Não há nada mais inteligente do que saber usá-lo bem. Poucos conseguem. Fico impressionado com o desperdício. No Congresso e no governo, então, Nossa Senhora!"CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.brSão PauloEm Um governo disfuncional o Estadão foi muito benevolente com o governo Lula. Um administrador tem um projeto e consegue um bom financiamento no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um banco internacional em que direitos e obrigações são muito bem definidos. Apesar da devolução do dinheiro ao BID, o governo ainda vai desembolsar US$ 570 mil por ano pela ociosidade do valor. Prova de incompetência, que deve ser apurada pelo Congresso.JOAQUIM CARLOS DAS EIRASjocare@ig.com.brSão PauloGafes do PlanaltoDepois que a Assessoria do Planalto trocou o nome do príncipe Charles por Chávez, é bem capaz de o nosso presidente da República, famoso por suas gafes, trocar o nome do presidente Obama por Osama em sua visita a Washington.RICARDO DAUNT DE C. SALLESvcsalles@uol.com.brEspírito Santo do PinhalHá males que vêm para o bem. Não fora o desastroso desempenho recente do PIB brasileiro, nós correríamos o risco de ainda passar o vexame de assistir ao presidente Lula tentar dar lições de economia a Obama no encontro de amanhã. Pela maneira como o presidente vinha tratando a preocupante conjuntura em que nos encontramos, certamente isso também se repetiria no próximo encontro do G-20. Tomara que os tempos verbais aqui utilizados estejam corretos...CLOVIS STENZEL FILHOcstenzel@uol.com.brSão PauloAfinidade intelectualCelso Amorim desrespeitou nossa inteligência quando afirmou haver uma "afinidade intelectual" entre Obama e Lula.FLÁVIO DE AGUIARrsd100936@terra.com.brResende (RJ)Oposição em marchaEm 1.º de março, Fernando Henrique Cardoso escreveu sobre a falta de rumo da oposição (O gesto e a palavra, A2). Entendi que falta à oposição um líder que consiga tocar mente e coração do eleitor. Pura verdade. Também no Estadão escreveu o jornalista Mauro Chaves (Pó pará, governador?, 28/2, A2), criticando a pretensão do governador de Minas, Aécio Neves, em desejar concorrer à Presidência pelo PSDB. Chaves atacou um candidato (Aécio) para enaltecer o outro (José Serra). Em 11/3, o artigo Por que Aécio incomoda tanta gente? (A2), de Jota Dangelo, externou a repulsa a esse tipo de comportamento. Ele disse o que muitos, como eu, sentem. Vejo e sinto, por onde ando, não apenas em Minas, que a oposição vai perdendo espaço para a candidata do governo. Creio que, ao chamar Serra para percorrer o Brasil numa prévia eleitoral, Aécio está antevendo que não há viabilidade para uma candidatura dele ou de Serra nos moldes atuais. Serão, mais uma vez, derrotados pela de Lula. Lembrem-se do discurso do presidente Lula na campanha para sua reeleição. Ele atacou São Paulo. Tem instinto.JOSÉ CELSO REIS DE VASCONCELOSjosecelsorv@gmail.comSão PauloNão sou mineiro, mas tenho certeza de que os eleitores de Minas não gostam da ideia do governador Aécio Neves de viajar o País para promover o partido (Aécio começa segunda-feira giro pelo País em defesa das prévias, 12/3, A7). O motivo é óbvio: ele foi eleito para governar, e não para fazer campanha. Está certo o governador José Serra, que diz que a hora é de trabalhar. Se em política não há fila - como dizem alguns - eu diria que há escada para a Presidência da República, e o governador Aécio precisa ainda subir alguns degraus.WANDERLEI FONSECAwanderlei.fonseca@uol.com.brSão PauloPesquisa e burocraciaO Estadão faz ressonância à necessidade de incentivos para a utilização de recursos humanos advindos das universidades, que são fundamentais para os saltos tecnológicos de que necessitamos para transformar este país (Apoio inédito à inovação, 9/3, A3). O debate tem de ser feito e a aplicação de recursos financeiros nessa e em outras formas de incentivo, também. Infelizmente, nas universidades públicas ainda somos regidos por uma legislação engessante no que diz respeito à agilidade para aplicar recursos vindos do Orçamento e de projetos desenvolvidos por empresas. E parece não haver interesse em que isso mude. É mais adequado a um pesquisador deixar de captar recursos para pesquisa, ou mesmo não utilizá-los, porque a burocracia reinante para a prestação de contas é um pesadelo.ADILSON ROBERTO GONÇALVES, professor da Escola de Engenharia de Lorena, da Universidade de São Paulopriadi@uol.com.brLorenaEsclarecimentoEm relação à reportagem Sai novo contrato de emergência para radar (11/3, C7), a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) esclarece que a Splice, empresa contratada em regime emergencial, não foi em momento algum inabi-litada. Pelo contrário, ela é a vencedora da licitação questionada pela empresa Politran, essa, sim, inabilitada. A Splice foi a empresa que ofereceu as melhores condições em termos de preço e de tecnologia. A secretaria aproveita para informar que não há nenhuma ilegalidade no contrato emergencial, que foi expressamente autorizado pelo juiz de primeira instância, que proferiu a decisão suspendendo a licitação. Também em segunda instância o Tribunal de Justiça reconheceu, em julgamento unânime, a validade da referida licitação. ANDRÉA WOLFFENBÜTTEL, coordenadora de Comunicação da Secretaria Municipal de Transportesandreaw@prefeitura.sp.gov.brSão PauloN. da R. - A reportagem não afirma que a empresa Splice seja inabilitada. A possibilidade é aventada por um entrevistado, professor de Direito Constitucional.FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2009 | 00h00

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