Cartas

Diretorias sob focoCostumávamos rir quando se comentava que a Bolívia, sem acesso ao mar, tinha sete Almirantes na sua Marinha, circunscrita ao Lago Titicaca. Já no Brasil temos 181 diretores no Senado, que fazem não se sabe o quê. É hora de os bolivianos rirem.HARRY RENTELharry@citratus.com.brVinhedoImaginem um banco com 81 agências. Será que ele teria o mesmo número de funcionários que o Senado? Nem um Proer nem Obama conseguiriam socorrer esse banco. E nós depositamos nele o nosso voto...LUIZ CARLOS TIESSItiessilc@hotmail.comJacarezinho (PR)Mais uma pérola para a minha coleção. Sobre as 181 diretorias no Senado brasileiro, o senador José Sarney disparou: "O que for sério, essencial, fica e o que não for, vamos ter de eliminar." Ora, se isso fosse realmente levado a sério, como deveria ser, aquela Casa já estaria totalmente vazia há anos.JATIACY FRANCISCO DA SILVAjatiacy@ibest.com.brGuarulhosUm crédito deve ser dado a Sarney: ele está abrindo e cutucando a ferida. A população já está enojada de promessinhas vazias, aqui e ali, de combate à corrupção e ao nepotismo.HABIB SAGUIAH NETOsaguiah@mtznet.com.brMarataízes (ES)Chuvas em São PauloO dilúvio cai novamente sobre São Paulo, a cidade inunda e a paciência da população com as promessas em vão de vários governos se acaba no ralo da incompetência. Socorro!J. S. DECOLdecoljs@globo.comSão Paulo"É como o ralo da pia, dimensionado para escoar toda a quantidade de água da torneira aberta. Mas, se você joga um balde de água lá dentro, de repente, vai transbordar", disse o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo. Mas, se a pia estivesse limpa, a água escorreria rápido; quando se sabe que o balde pode ser jogado, deveria haver preparação; e se a culpa é da população, que joga lixo na rua, por que, quando parte dessa população denuncia onde está o lixo, a Prefeitura não limpa?GUMERSINDO TREVISANgt-pena@uol.com.brIpirangaQuantas vezes não vemos alguém varrendo a calçada e juntando o lixo num montinho em vez de recolhê-lo? E os que, pela janela do carro, jogam toda sorte de sujeira na rua? Será que a culpa é só do poder público? Ou também é da má educação do povo?APARECIDA DILEIDE GAZIOLLArubishara@uol.com.brSão Bernardo do CampoLei da gravidadeTem razão o prefeito Gilberto Kassab quando diz que "é impossível acabar com as enchentes em São Paulo". Os fundos de vale numa cidade de planalto não deveriam estar ocupados por avenidas, como a 9 de Julho, a Sumaré, a Pacaembu, a do Estado, a 23 de Maio etc., mas sim por canais concretados que dessem vazão às águas pluviais. O grave, nesse caso, é que é impossível revogar a lei da gravidade: os vales atraem os fluxos de água na razão direta de seu volume e na razão inversa da inteligência dos nossos urbanistas.ROBERTO CASTROroberto458@gmail.comSão PauloEnsino fundamentalSe o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp)avançou pouco no último ano, segundo dados divulgados pelo governo do Estado, isso mostra que o plano de bônus aos professores cujos alunos apresentassem melhor desempenho, criado pela própria Secretaria da Educação, não fez a mínima diferença até o momento, e nem fará. A questão é muito mais complexa, pois envolve questões que vão desde a alfabetização dos alunos nos primeiros anos do ensino até o nível de formação dos próprios professores. Tapar o sol com peneira de nada resolve e os números mostram isso.LUCIANO HARARYlharary@hotmail.comSão PauloÉ um alento o caderno especial do Estadão (19/3), sobre avanços na educação em São Paulo, no ensino fundamental e médio. O Idesp, recém-instituído pelo governo do Estado, faz uma importante radiografia das nossas escolas. Percebe-se que houve avanços no desempenho dos alunos em muitas das escolas, em diversas cidades, em relação a 2007. Sem dúvida, com a criação de métodos de avaliação como o Enem, o Enade etc., a educação no País está ganhando novos contornos e espaço importante na agenda pública. Certamente o caderno especial contribui para que a sociedade pressione as autoridades por melhorias. Essa é a parte saudável a ser comemorada com a divulgação da radiografia do ensino no Estado, que hoje concede prêmios financeiros a professores e dirigentes de escolas, fazendo deles parceiros e cúmplices para corrigir esta grande lacuna social do País.PAULO PANOSSIANpaulopanossian@hotmail.comSantosEpidemiaNa África, onde nos últimos 20 anos pelo menos 25 milhões de pessoas morreram de aids, o papa declarou que a "camisinha piora a epidemia". No Brasil, descobre-se, entre outros escândalos, que o Senado, de pífia produção legislativa e fiscalizatória, possui 181 diretores, mais do que as montadoras Ford, GM, Fiat e Volkswagen juntas. É o fim.JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVAjpaiva1@terra.com.brSão PauloProliferação do caosNa visita do papa à África, onde se concentram 75% das mortes por aids no mundo, o pontífice afirmou que a aids "não pode ser derrotada pela distribuição de preservativos" e acrescentou que "eles só aumentam o problema". Tem razão Bento XVI. O sexo deliberado, descompromissado e impessoal leva ao caos. O combate à proliferação da aids passa pela fidelidade conjugal, a castidade e a abstinência sexual. Nossos pais e avós não tinham dúvida a esse respeito. A distribuição de camisinhas pode ser comparada à distribuição de pedaços de pau em meio a um conflito: dá a sensação de que estamos protegendo os demais e nós mesmos, mas, ao contrário, estimula a proliferação da violência e do caos.FERNANDO MACEDO NETTOfm.netto@terra.com.brSão PauloRisco em aeroclubesA respeito da reportagem Sem revistas, a um passo de avião (14/3, C4), informamos que no Aeroclube de São Paulo não ocorre nenhuma falha ou negligência quanto à segurança no acesso às suas dependências sociais ou à escola de aviação, mas há intensa e rigorosa fiscalização, exercida primeiro por vigilantes a cargo da Infraero, nos portões externos do Campo de Marte, e depois nas áreas restritas do próprio Aeroclube. Rondas são realizadas nas áreas de operação. O repórter conseguiu passar para a área interna, dos hangares e oficinas, apenas depois de passar por duas portarias e contatar um aviador, que o acompanhou até a aeronave e o levaria a um inocente voo panorâmico. Não houve falha neste procedimento que, nas circunstâncias, parece razoável. Não havia de se exigir mais, sob pena de incrementar-se a neurótica e viciosa desconfiança, mortificante para os profissionais da aviação e para os usuários. O perigo de repetir-se o episódio ocorrido em Goiânia é praticamente zero.FADI SAMI YOUNES, presidente do Aeroclube de São Paulofadyounes@hotmail.comSão PauloEsclarecimentoSobre a matéria Diretora do Ipea acha renegociação inevitável (18/3, A6), esclarecemos que o Rio Grande do Sul utilizou os recursos do Banco Mundial exclusivamente para pagamento de dívidas extralimite, e não para o pagamento de despesas correntes.RICARDO ENGLERT, secretário Estadual da Fazenda do Rio Grande do Suldeisem@sefaz.rs.gov.brPorto AlegreFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

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