Cartas

Rápido no gatilhoSeria injusto comparar a mexida que Lulla pretende dar no rendimento da poupança com aquela feita por Collor em seu primeiro dia de mandato. Mas, considerações de ordem técnica à parte, é impossível deixar de notar que Lulla, outrora severo com banqueiros, hoje faz vista grossa aos spreads siderais, admitindo dificuldades em baixá-los, enquanto estuda um meio de reduzir o rendimento dos caraminguás do povão. Indulgente com os poderosos, rápido no gatilho com os pequenos. Quem te viu e quem te vê, companheiro.SILVIO NATALsilvionatal49@yahoo.com.brSão PauloO presidente Lula não está preocupado com os pequenos depositantes da poupança. Sua preocupação é com o governo, que sofrerá para vender seus papéis e administrar a dívida pública. Com o corte na taxa básica de juros, os títulos públicos ficaram menos atrativos, o que poderá provocar uma migração do dinheiro dos fundos de investimento para a poupança. Como Lula é a mãe dos ricos, vai favorecer os grandes especuladores do setor financeiro. Por ser o pai dos pobres, vai mexer no rendimento das cadernetas de poupança, para evitar o desequilíbrio no crédito? Lula e Collor juntos, conversando sobre poupança, é bom ficar de olho. IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloSocialização da poupança: se há lucro, é privado. Se há prejuízo, é público. Perdi o bonde?ANGELA BAREAangelabarea@yahoo.com.brSão PauloÉ não é que Collor tinha razão? Demorou, mas afinal parece que Lula pode confiscar a poupança.CARLOS ALBERTO BÁRBAROcabarbaro@uol.com.brSão PauloDe mãos atadasEm Uma proposta do Ipea para a crise (19/3, A2), Roberto Macedo explicou bem a sinuca de bico em que o governo se meteu ao ampliar irresponsavelmente seus gastos, com excessivas contratações e aumentos de salários acima do mercado do funcionalismo. Agora, com a arrecadação de impostos em queda e a economia desaquecendo, um excelente mecanismo anticrise - a redução de impostos - não pode ser usado. Ficará de mãos atadas, pois só a redução de juros não será suficiente para aliviar a pressão sobre a nossa economia.GUILHERME VERHALENguiverhalen@yahoo.com.brSão PauloA marolinha virou vagalhão, e agora serão necessários cortes no orçamento, e não aumento salarial ao funcionalismo. A briga será grande no Congresso e na máquina administrativa.JOSÉ PIACSEK NETObubapiacsek@yahoo.com.brSão PauloDeus é brasileiroHá certos fatos que nos levam a crer que realmente Deus é brasileiro. Depois da descoberta de 181 diretores no Senado, com salários de cerca de R$ 20 mil, soubemos que 70% desses cargos foram criados sob a presidência de José Sarney na Casa (2003 a 2005). Como um castigo divino, estourou em seu colo a bomba de efeito retardado. Agora é difícil levar a sério sua intenção de exonerar ao menos 50% desses penduricalhos. Espero que de fato seja feita uma boa faxina nessa bandalheira.GILBERTO PACINIbenetazzos@bol.com.brSão PauloSenado esgotado A coisa no Senado anda brava, não? Senador entrega telefone celular para uso da filha no exterior, com despesa por nossa conta. São 181 cargos de diretores para 81 senadores. Ora, ninguém sabia da existência desses cargos. Falam em abolir metade, depois decidem cortar apenas 50 deles. Mesmo se abolissem a metade, ainda seria muita coisa, não é mesmo? E as horas extras pagas no mês do recesso? Alguém foi penalizado por autorizar o pagamento? Não bastasse tudo isso, estão construindo uma cela para quem cometer algum crime na Casa. Uma única cela é suficiente para atender à demanda?ALTINO ROSSIaltino.rossi@gmail.comCatanduvaCorte pela metadeDiante do mar de lama que cresce a cada dia no Senado, por que não iniciar uma reforma política com a redução do número de senadores de 81 para 54, ou seja, 2 para cada Estado? Em 2010 seria eleito apenas um senador para cada Estado e o orçamento da Casa para 2011 deveria cair dos R$ 2,7 bilhões atuais para cerca de R$ 1,8 bilhão. Com a economia, de aproximadamente R$ 900 milhões, daria para construir 40 mil casas populares.ORLANDO MOSCHINImoschini@uol.com.brSão PauloDinheiro públicoNos Estados Unidos, após ter injetado recursos do Tesouro na seguradora AIG, o governo norte-americano determinou a devolução de US$ 165 milhões, que seriam gastos pela empresa no pagamento de bonificações aos seus executivos. Situação semelhante ocorreu no escândalo envolvendo o investidor e estelionatário Bernardo Madoff, preso pela Justiça do país enquanto aguarda seu julgamento. São exemplos de respeito ao dinheiro do contribuinte que deveriam nortear a ação dos nossos governantes, como no caso da malversação de dinheiro público por diretores e funcionários do Senado brasileiro. Fosse a Casa uma empresa privada, já teria quebrado há muito tempo.YVETTE KFOURI ABRÃOm.abrao@terra.com.brSão PauloCorrupção ampla e geralSempre brilhante, José Nêumanne comenta a podridão dos Poderes Executivo e Legislativo, estando o Judiciário apenas um passo acima (A corrupção, afinal, ampla e geral, 18/3, A2). A indignidade e a impunidade são tão sufocantes que deixam os homens de bem sem ação. Essa desmoralização do escândalo, como muito bem definiu Arnaldo Jabor, nada mais é do que tática muito bem arquitetada pelo PT para permanecer eternamente no poder. Até quando esse grupo vai conseguir enganar a maioria?MARCOS JOSÉ DE FREITAS E SILVAmarcosjfreitas@uol.com.brSão PauloEu sou, mas quem não é?O artigo de Sérgio Fausto (O que Paula Oliveira diz a respeito do Brasil, 17/3, A2) mostra que a advogada foi um espelho a refletir o brasileiro. Ressalto que neschte paiçs a mentira só não é maior que o tamanho da impunidade que a respalda. Impunidade legal, possibilitada pela Constituição pouco cidadã, votada por muitos dos políticos que ainda estão aí. Lei que, da Suíça, só nos faz lembrar seu queijo, cheio de furos e brechas. Brechas legais e convenientes aos mal-intencionados. Como pode um povo deixar de ser visto como mentiroso se são os homens públicos e nada probos que dão os maiores exemplos de como mentir para uma multidão, mantendo na cara o sorriso mais cínico, impassível e desafiante? Como se dissessem: Eu sou, mas quem não é?MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloPopularidadeA popularidade do nosso presidente caiu 9 pontos, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Seriam as 451 mil famílias que foram cortadas do Bolsa-Família?PAULO NATALE PENATTIpaulopenatti@uol.com.brPiedadeA máquina de compra de votos está cada vez aumentando mais. O governo ampliou a faixa de renda familiar per capita para receber o benefício do Bolsa-Família de R$ 120 para R$ 137. Atualmente, o programa atende 11,1 milhões de famílias em todo o País. Com o aumento da faixa, chegará a 12,9 milhões. Cada família poderá receber até R$ 182 mensais, ou seja, muito mais do que a própria renda familiar. Vamos ensinar a pescar, senhor presidente, e não apenas dar o peixe.ANGELO TONELLIangelotonelli@yahoo.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

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