Cartas

?Luzes de esperança?Estadão de ontem: Obama muda discurso e vê recuperação mais rápida. A afirmação, feita dias após o encontro com Lula, faz pensar se é apenas coincidência. Só falta Obama dizer que tudo não passa de uma marolinha.MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloQueda livreA "marolinha" engoliu o chefe da Nação. Pesquisa da CNI/Ibope apontou que, após sucessivos recordes, a avaliação positiva de Lula caiu pela primeira vez desde 2007. Dos quase imbatíveis 80%, alcançados em dezembro de 2008, caiu para 74%. Ainda o porcentual de brasileiros que consideram o governo ótimo ou bom reduziu de 73%, em dezembro de 2008, para 64%, em março de 2009. Para quem já dava como favas contadas a vitória da ministra Dilma Rousseff, aconselho que recolham suas fichas e refaçam suas análises. Em razão das milhares de demissões ocorridas (somente a Embraer demitiu 4.200 funcionários) e do contingenciamento dos recursos públicos, que vai obrigar o governo a cortar recursos e investimentos em áreas importantes, a luz vermelha no Planalto foi acesa, o que levará o governo a tomar medidas para que a Dilma "do chefe" não seja penalizada ao colar sua imagem na do presidente.FABIO TAVARESamor01052001@yahoo.com.brRio de JaneiroConfiabilidadeA ministra Dilma Rousseff atribuiu à crise econômica a queda da popularidade do presidente Lula. Não há com que se preocupar, sra. ministra, a crise é apenas uma marola.JOSÉ HUGO MOURE PADOVANIjhpadovani@gmail.comSão PauloCom o agravamento da crise, aumenta a intolerância das pessoas. Quem estava empregado, consumindo no ritmo de 36 prestações mensais, começa a se inquietar. Seria de espantar se a popularidade de Lula não sofresse um abalo. Muito mais importante que a queda do índice de popularidade é o abalo no grau de confiança da população na figura do presidente. Popularidade se ganha, se perde e se recupera com relativa facilidade. Confiabilidade, não. É irmã da credibilidade e, uma vez perdida, dificilmente é retomada. Falta ver como o governo reagirá a essa perda causada pela insegurança econômica. Falando mal dos bancos americanos ou com "marolinhas"?CARLOS IUNEScarlosiunes@bol.com.brBauruCom sua aprovação em queda, Lula parece dançar seu último tango com a presidente argentina, Cristina Kirchner (21/3, A1). É a marolinha trazendo o povo de volta à realidade: a bonança não era um milagre de são Lula...GILBERTO DIBgilberto@dib.com.brSão PauloBancos rentáveisLi com pasmo e preocupação a notícia de que os bancos brasileiros se situam entre os mais rentáveis e mais lucrativos das Américas (Banco brasileiro é exceção, diz ?Economist?, 21/3, B3). Na realidade os dois bancos mais rentáveis das Américas são brasileiros (Banco do Brasil e Bradesco). Até as filiais de bancos estrangeiros no Brasil estão entre os primeiros colocados em rentabilidade. À primeira vista, a notícia deveria ser encarada com satisfação, especialmente considerando as dificuldades que as instituições financeiras vêm atravessando em todo o mundo. No entanto, analisada a situação, verifica-se que essa posição de destaque não se deve exclusivamente à boa gestão dos administradores de nossos bancos nem à regulamentação e fiscalização do Banco Central. Deve-se, principalmente, aos escandalosos juros cobrados em nosso país, que atingem, em muitos casos, cifras de dois dígitos ao mês. Esses juros compreendem não apenas os elevadíssimos spreads cobrados pelos bancos, mas também os impostos e as taxas envolvidos nas operações. É estranho que um governo que se diz popular não consiga alterar essa situação.DELTO MENOZZI TEIXEIRAdeltoteixeira@hotmail.comSão PauloO elefante e a raposaPor razões ainda obscuras, o presidente Lula teme interferir na absurda decisão de seu ministro da Justiça, Tarso Genro, de manter o criminoso italiano Cesare Battisti no Brasil como refugiado político, manchando a imagem do País no exterior. Sem se importar com a possibilidade de o Brasil ser chamado à Corte Internacional de Haia para explicar por que nossas autoridades insistem em inocentar um criminoso julgado legalmente e condenado por quatro assassinatos na Itália, o presidente Lula prefere a amizade de seu ministro a sua ira, como um elefante que treme ao ouvir o rosnado de uma raposa.LUCCA BRASIluccabrasi@uol.com.br São PauloE o caso Battisti virou um grande imbróglio internacional e nacional. O ministro da Justiça, que começou toda a confusão, pressiona seu chefe, que não quer se comprometer com ninguém. Talvez querendo usar algumas lições de seu "democrático" amigo Hugo Chávez, Lula nega, mas está claramente interferindo no Supremo Tribunal Federal (STF). Qual seria o motivo de tantas ingerências indevidas no caso? Primeiro, a concessão de status de refugiado político por Tarso Genro, condenando procedimentos de tribunais da Itália, um país democrático, e contrariando decisão da União Europeia. Depois, o senador petista Eduardo Suplicy perde seu precioso tempo em pesquisas e trabalho para proferir discurso no Senado em defesa do criminoso. O presidente Lula faz declarações pró Battisti e manda recados ao STF. Afinal, por que e a quem interessa tanto a permanência desse assassino italiano no Brasil? Qual é o motivo de tanto empenho?MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloFico indignado com as atitudes do governo brasileiro em lutar para manter em território brasileiro um criminoso que pela legislação brasileira em Direito Internacional deverá ser extraditado para o Estado Italiano, desde que não haja interferências políticas. O fato em nada engrandece nosso Brasil. Ao contrário, cada vez mais nos coloca como um país de Terceiro Mundo, desrespeitador do Direito Internacional.MARCO ANTONIO FRASCINOmafrascino@terra.com.brSão PauloFé na JustiçaParabéns ao ex-ministro Almir Pazzianotto pelo artigo A Justiça a Serviço do Crime (21/3, A2), que homenageia o juiz Arruda Campos, o Matias Arrudão, e outros juízes cassados pelo Alto Comando Revolucionário de 1964. Foram homens que quebraram, mas não vergaram. Já em 1958, Arrudão acusava, de dedo em riste, servidores do Judiciário deslumbrados pelo ouro e a serviço do crime, e por isso perdeu seus direitos políticos. Parece que atualmente a história se repete, não como farsa, mas como tragédia.ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZarsonval.muniz@superig.com.brSão PauloObrigado, sr. Pazzianotto. O artigo com certeza prestou um grande serviço de utilidade pública. A leitura do livro de Arruda Campos deveria ser obrigatória em todas as escolas do Brasil, para que por ele todos tomassem conhecimento de onde nasce o Brasil torto. Sem falar na obrigatoriedade de sua leitura também por juristas, políticos e outras autoridades.SEBASTIÃO PEREIRAjardins@oadministrador.com.brSão PauloMais que fumaçaAté agora o foco das acusações a que temos assistido nos últimos dias está dirigido para o "glorioso" Senado. Que tal começarem a investigar também a nossa Câmara dos Deputados? Quantos funcionários terceirizados, desnecessários e/ou superfaturados haverá nessa Casa? Não quero ser pessimista, mas tenho a impressão de que há algo mais do que simples aviões de carreira no ar.RENATO LADEIArladeia@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2009 | 00h00

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