Cartas

Matemática no SenadoForam descobertos 181 diretores no Senado. Seriam exonerados 50. Não foram. Corrigiram o número total para 38 diretores. Em breve deverão nomear um diretor de Matemática para a Casa.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloResponsabilidadesUma prova do descaso com o dinheiro público é o Senado que não consegue precisar com exatidão o número de diretores que possui. E José Sarney vem a público dizer que essa crise "caiu" no colo dele, como se não soubesse de nada nem tivesse nada que ver com o caso. Se ele é o presidente do Senado, a responsabilidade é dele e de mais ninguém.JOSÉ CARLOS COSTApolicaio@gmail.comSão PauloSarney reclamou que os problemas da Casa caíram no seu colo, e pelo visto seu colo é bom acolhedor de problemas. Todo barulho feito na mídia para dizer que acabariam com os cargos de diretores não passou de teatro. Até agora ninguém foi exonerado. Estão ganhando tempo enquanto acomodam os apadrinhados políticos. Sarney resolveu se calar sobre os problemas administrativos da Casa. O Senado agradece toda a ajuda. Basta de tanta demagogia e fisiologismo.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloBolsa-habitaçãoAções recentes do governo, que incluem o anúncio do programa da habitação, estão com cheiro de tentativa de devolução do presidente Lula ao patamar de 84% de aprovação. Se não, vejamos: mais 532 mil empregos diretos que serão criados com a construção das moradias, fora os indiretos; mais 103 mil desempregados que vão receber duas parcelas extras do seguro-desemprego; e mais os "compradores" das casas, que ganham até três salários mínimos e que terão uma prestação simbólica ou até nenhuma prestação a pagar. Pronto, aí está o retorno do presidente Lula ao patamar de dezembro de 2008. Adivinhem quem vai ter de pagar essa conta?PANAYOTIS POULISppoulis@ig.com.brSão PauloO governo é muito bondoso com os trabalhadores brasileiros: emprestará nosso FGTS a nós mesmos (R$ 12 bilhões até 2010) para que possamos comprar casas.BENONE AUGUSTO DE PAIVAbenonepaiva@yahoo.com.brSão PauloPara famílias com renda de até três salários mínimos, o governo vai subsidiar casas populares a um preço mensal de no mínimo R$ 50, com juros de 5% a 6% ao ano. E os financiamentos que estão vigorando a juros de 14% a 16% ao ano, como vão ficar? Acaso algo será feito também por quem tem casa, mas está perdendo o imóvel por causa do desemprego ou do salário que não acompanha o pagamento das prestações?MARIA JOSÉ DA FONSECAfonsecamj@ig.com.brSão PauloLá, nos EUA, plano de ajuda ao sistema financeiro. Cá, no Brasil, o plano da habitação. Um quer fazer omelete enrijecendo a casca dos ovos, o outro faz cocoricó antes que os ovos sejam postos.LEONARDO GIANNINIleogann930@terra.com.brSão PauloSem espantoO medo piegas de muitos e, principalmente, dos norte-americanos quanto à socialização dos EUA já era previsto por Karl Marx em O Capital (1867): "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão de ser nacionalizados pelo Estado." Portanto, nenhuma novidade no capitalismo e/ou marxismo/socialismo.SÉRGIO LUIZ ZANDONÁzandona.advogado@uol.com.brCascavel (PR)Gasolina salgadaNossa gasolina é adicionada de até 25% de álcool, que é mais barato, e mesmo assim ela custa 50% a mais que a vendida nos EUA. Imagine se não fôssemos (sic) autossuficientes.GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloO presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, por mais abobrinhas que diga, jamais conseguirá justificar o motivo pelo qual o preço do combustível não cai no Brasil. A julgar pelas quedas sucessivas do preço do barril de petróleo, sem retorno ao consumidor brasileiro, pode-se dizer que é uma hipocrisia e uma ingratidão com aqueles que são também donos da estatal.HABIB SAGUIAH NETOsaguiah@mtznet.com.brMarataízes (ES)De volta à cenaDois de nossos campeões de honestidade, ética e moral estão querendo voltar à cena nacional. Mas, para poder voltar, antes deveriam ter ido para algum lugar. E que lugar é esse, se José Dirceu não sai da sombra do presidente Lula e participa ativamente da campanha para 2010? Delúbio Soares continua chorando pela falta que lhe fazem os companheiros e as oportunidades de novos e bons negócios. Parece lógico concluir que nem um nem outro se afastaram de fato de seus afazeres.FRANCO MAGRINIframagr@ig.com.brSão PauloOportunidades iguaisÓtimo o artigo do sr. José Roberto F. Militão (Afro-brasileiros contra leis raciais, 25/3, A2). Expõe a verdadeira face das cotas raciais que nossos políticos querem implantar no País. Se todos os brasileiros tivessem uma educação digna, sem parcialidade, não precisaríamos debater o assunto. No terceiro parágrafo, Militão discorre: "Não é disso que precisamos. Queremos que o Estado nos assegure o direito à igualdade de tratamento e de oportunidades, o que não equivale a privilégios raciais." Eu acrescentaria que, aprovando as cotas raciais, estaremos incentivando as disputas raciais.JOSÉ ALBERTO PINTO MAGALHÃESj.albertop@click21.com.brSão PauloLimites de São PauloComo informa o editorial A compactação da cidade (24/3, A3), a outorga onerosa cobrada sobre a diferença entre o coeficiente básico (1) e o coeficiente máximo (4) destina-se ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), cujos recursos, por lei, só podem ser aplicados em melhorias no transporte público, no meio ambiente e na habitação de interesse social. Ainda não se divulgou o destino dado até hoje a esses recursos. O vulto previsto quando da elaboração do Plano Diretor (2002) foi diminuído graças à pressão do setor imobiliário, que conseguiu na Câmara elevar o coeficiente básico de numerosas zonas, diminuindo o montante da outorga e do fundo. Agora, no bojo da revisão do plano, pretende-se criar novas Operações Urbanas, limitando a aplicação do valor da outorga aos limites de cada operação. Novamente diminuirão os recursos disponíveis para ser distribuídos via Fundurb pela cidade, segundo as necessidades. Alguns empreendedores imobiliários e alguns vereadores defendem a captura localizada desses recursos por interesses que conflitam com o interesse público. Quanto ao adensamento, o plano estabeleceu um cauteloso limite para a construção, por distrito, já atingido em diversos deles. Só se deve, eventualmente, elevar esse teto após ponderações cautelosas sobre sistema viário e qualidade de vida e, especialmente, após ampla discussão pública em cada distrito. Na revisão, propõe-se também eliminar a necessidade de projeto urbano, prévio a qualquer aplicação de coeficiente 4 nas Áreas de Intervenção Urbana (AIU), na proximidade das estações do Metrô. Essas liberalidades, se aprovadas, além de ferirem o interesse público, acarretarão o agravamento dos congestionamentos e piorarão a qualidade dos espaços públicos e do ambiente da cidade.JORGE WILHEIMjorge.wilheim@jorgewilheim.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

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