Cartas

DEFORMAÇÃO URBANÍSTICAO governo irresponsavelmente informa que fornecerá recursos para a construção de 1 milhão de casas, diga-se "sem prazo", cabendo às prefeituras locais a doação de terrenos. A exigência de contrapartida das prefeituras pode levar a uma deformação urbanística e social. Como já ocorreu em outras circunstâncias, não havendo verba para a aquisição de terreno, a prefeitura vê-se constrangida a entregar a simpática praça pública do município, privando a cidade de local essencial no espaço urbano.Benedito Lima de Toledo bltoledo@uol.com.brarquitetoSão Paulo Vi que o prefeito de Londres apresentou um projeto habitacional de 5 bilhões de libras com uma programação detalhada (www.newlondonarchitecture.org). Não pude evitar pensar no projeto do governo federal, que não tem prazo, terreno nem conexão com o problema das favelas no Brasil. Até entendo que Lula não saia do palanque, mas, com tantos ministérios e funcionários, será que não consegue articular um projeto com começo, meio e fim? Será que, com os recursos anunciados, vão cuidar também do saneamento básico? Se não há nada definido, além de frases de efeito e números mágicos, vai ser difícil crer que esse não seja mais um projeto de grandes promessas e pífios resultados.Darcio Sayad Maia so2@sp.senac.brSão PauloEXPECTATIVASDepois do Fome Zero, do "espetáculo do crescimento" e do PAC temos agora o PAC da habitação, o Minha Casa, Minha Vida. O presidente sabe que a maioria absoluta dos brasileiros realmente deseja um teto para morar e não deveria alimentar a ingenuidade deste povo sofrido.Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.brSão PauloSó falta o companheiro frustrar essa população e, em 2010, querer jogar a culpa nos governadores e prefeitos quando for dito que mais um programa de seu governo foi por água abaixo.Arthur Soares arthur09br@yahoo.comBelo HorizontePARLAMENTO VICIADOFiquei sensibilizado com a fila de assessores aguardando para marcar o ponto no Congresso, sacrificando seu descanso com horas extras pelo nosso bem. O que seria de nós sem esse desprendimento? Ou sem nossos nobres deputados, senadores e nosso presidente? Vou agora declarar meu Imposto de Renda, pensando nos nobres mandatários e feliz pela minha humilde contribuição para a grandeza do Brasil. Tenho certeza de que meus impostos serão muito bem gastos por tão respeitáveis cidadãos.Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.brSão Paulo"Quae fuerunt vitia mores sunt", segundo Sêneca, aquilo que era vício virou costume. A frase é mais válida do que nunca. Fornecer ilustrações seria desperdiçar o tempo dos leitores. Sinceramente, não saberia por onde começar.Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.brSão PauloAlém do termo "cupinização" criado por FHC ao comentar o atual Politburo de Brasília, acrescente-se ao léxico nacional a expressão ratinização. Os ratos são maiores.João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.comBauruCORTAR NA CARNEEm poucos dias multiplicaram-se os escândalos de malversação do dinheiro público no Poder Legislativo. Primeiro foram os desmandos administrativos no Senado (181 diretores). Depois, nas Assembleias Legislativas (67 diretores em São Paulo) e nas Câmaras Municipais. Há muito tempo os parlamentares vêm abusando de suas prerrogativas para criar privilégios para a classe, como se não tivessem de prestar contas de seus atos aos eleitores e à Justiça Eleitoral. Os governos têm agora motivos de sobra para cortar na própria carne, e poderiam começar pelo orçamento dessas Casas.Marcos Abrão m.abrao@terra.com.brSão PauloCRISE E DEMISSÕESO presidente Lula, como estamos cansados de saber, mudou o discurso: a crise no Brasil, que seria uma marolinha, agora é só uma gripe. Talvez não saiba que, na feira de automóveis inaugurada em Leipzig (Alemanha), ficaram de fora marcas importantes como a Fiat, por contenção de gastos. A Ford no Brasil anunciou um plano de demissão voluntária em Taubaté (SP), Camaçari (BA) e São Bernardo do Campo (SP). No primeiro bimestre, a Ford Brasil teve redução de 52,8% no volume das suas exportações. Um leitor sugeriu que o Senado contrate um matemático para fazer suas contas na questão dos diretores da Casa (Matemática no Senado, 26/3, A2). Acho prudente Lula também contratar um para lhe explicar o que significam 52,8% de qualquer coisa.Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.comSão Caetano do SulEm fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE, o número de desempregados no Brasil chegou a 1,9 milhão. A pergunta agora é: quantos funcionários públicos foram demitidos?Karoly Rózsa rozsak59@yahoo.com.brSão Paulo O governo federal resolveu acrescentar duas parcelas ao seguro-desemprego de quem foi demitido em dezembro de 2008, mas apenas para determinados setores da economia. Isso é terrivelmente injusto e discriminatório. Acaso os setores que não foram aquinhoadas comem menos e gastam menos com moradia, luz, transporte, etc.? Ou será que existe algum caroço diferente nesse angu? Isso cheira a favorecimento de alguns sindicatos.Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.brSão PauloDISPUTA EM ITAIPUO Paraguai quer quintuplicar o preço da energia excedente gerada por Itaipu e comprada pelo Brasil. Os paraguaios consideram injusto o contrato de fornecimento firmado em 1973 entre os presidentes Alfredo Stroessner e Garrastazu Médici. Vamos ver se o presidente Lula vai rosnar ou miar diante do impasse. Tudo indica que ele vai acabar miando. Pode amenizar o discurso, como fez com o protecionismo argentino, ou pode dizer que entende a posição do país porque se trata da única riqueza deles, tal como disse da Bolívia na questão do gás natural.Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.brRio de Janeiro''O problema da crise no Brasil é que até o pão que o diabo amassou foi amassado com o trigo da Argentina"Aurélio da Silva Braga branco.braga033@gmail.com BauruRELAÇÕES NEBULOSASEm relação às investigações da Polícia Federal sobre a Construtora Camargo Corrêa, pergunto: cadê as outras? E as demais construtoras - OAS, Andrade Gutierrez, etc.?Roberto Toledo robertoledox@gmail.comengenheiroSão Paulo Algo pode e deve ser feito para disciplinar os repasses de dinheiro do BNDES às empreiteiras que prestam serviços ao governo (quase sempre uma relação nebulosa). Critérios rígidos, sobrepostos em leis rigorosas, precisam ser adotados. Começa pelo processo licitatório, discutível e suspeito. Seguem a não observância de prazos, o esticamento das obras, aditivos ao custo originalmente fixado e, o pior, a inadimplência de tomadores de empréstimo. Somam-se os prejuízos e o dinheiro público vai para o ralo.Afrânio de Oliveira Sobrinho afranio.oliveira@uol.com.brSão PauloALERTA NAS CIDADESO incêndio ocorrido numa indústria química em Diadema pode ter sido um alerta. Como pode uma indústria que armazena materiais altamente tóxicos e inflamáveis ter licença para funcionar numa área residencial? Que esse trágico episódio sirva para uma reestruturação do zoneamento nas nossas cidades.Cecilia Miklos Dale ceciliamdale@hotmail.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

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