Cartas

Não é a horaSe o tempo voltasse atrás e Lula fosse apenas o presidente do PT, articulador de tantas greves, será que ele repetiria que em tempos de crise "não é hora para pedir aumento"?CARLOS ROBERTO G. FERNANDEScrgfernandes@uol.com.brOurinhosO presidente Lula não teria a ousadia de dizer isso numa assembleia nem ao Paulinho da Força Sindical.EDIVELTOPN TADEU MENDESe.mail:etm_mblm@yahoo.com.brSão PauloDiscurso no G-20Cresce a expectativa sobre o que Lula vai dizer aos homens de olhos azuis na próxima reunião do G-20, em Londres. Se não disser nada, talvez seja melhor para não nos fazer passar ainda mais vergonha. Mas para quem se mostra tão loquaz nessas questões da crise econômica internacional, o Brasil acabou ganhando a obrigação de oferecer alguma solução. Ferrou!PAULO SERODIOpserodio@uol.com.brSão PauloSimples e direto Não sei se Palocci fala em sintonia com o PT (Comércio em queda, protecionismo em alta 26/3, A2), mas certamente não consegue expor as conclusões mais óbvias sobre o caminho necessário para o País se esquivar dos efeitos da crise. É intuitivo que o governo, na crise, reduza seus gastos e baixe a pesada carga tributária. A redução das despesas abrandaria a carga tributária, o que ativaria o comércio interno, além de viabilizar o externo, dando competitividade ao produto brasileiro. Simples e direto. Trata-se de um protecionismo em que não se impede o ingresso do produto externo, mas se confere atrativo econômico ao nacional. Palocci certamente tem essa visão, mas não a revela. Fala em financiamento à indústria porque este caminho não impõe a dispensa de companheiros e a privatização de segmentos tão vantajosos para a classe política (licitações).VENICIO SALLES veniciosalles@uol.com.brSão PauloAnistia dos honestosJá que o plenário da Câmara aprovou o Projeto de Lei de Conversão para a Medida Provisória 449, que perdoa dívidas de contribuintes com a Receita Federal no valor de até R$ 10 mil, desde que contraídas até 2005, cabe perguntar aos senhores deputados se quem não tem dívidas vencidas com o Leão pode usar esse "crédito" da anistia para pagar o Imposto de Renda devido deste ano. A única diferença é que a anistia dos honestos seria futura. Afinal, somos ou não todos iguais perante a lei?M. CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisEsperança na fila da pautaA decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), firmando apoio à posição do presidente da Câmara dos Deputados a respeito das votações trancadas por medidas provisórias (MPs), foi a mais esperada pelos aposentados, pensionistas e todos os seus familiares. O ministro do STF e o presidente da Câmara acenderam a luz que faltava para aproximadamente 55 milhões de brasileiros que esperam com ansiedade a votação do seguintes projetos que estão trancados por MPs na Câmara dos Deputados: PLS 58/2003, atual PL 4.434/2008, PLS 296/2003, PL 3.299/2008 e PLC 42/2007. Todos esses projetos, que estão na fila de prioridades do novo presidente da Câmara, têm um objetivo único: devolver aos aposentados e pensionistas do INSS os direitos adquiridos, comprovados com os documentos exigidos, e concedidos por lei. É importante que continuemos vivendo uma esperança que é imortal.LEÔNIDAS MARQUESleo_vr@terra.com.brVolta Redonda (RJ)A ponta do icebergExcelente a reportagem CNJ revela conluio entre juízes e polícia (29/3, A12), sobre a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) diante dos graves problemas apresentados em alguns setores do Poder Judiciário. Na verdade, o que ficamos sabendo pela reportagem e o que o CNJ até o momento teve conhecimento é apenas a ponta do iceberg. As Corregedorias locais deixam, e muito, a desejar. Em São Paulo, por exemplo, no cartório do 1.º Colégio Recursal, muitas vezes não conseguem localizar autos dos processos e, para devolverem aos juizados de origem autos de processos já sentenciados, demoram em torno de 1 ano e 6 meses, se não mais. Fazer mutirões de conciliação é tapar o sol com a peneira.CARLOS ALBERTO ALVARES, advogadoberodriguess@yahoo.com.brSão PauloTransparênciaNestes tempos de acalorado debate sobre a moralidade e a transparência no serviço público, mais precisamente no âmbito do Congresso Nacional, surpreendi-me (ainda consigo) com a notícia sobre uma decisão do Senado federal que estende a assistência médica vitalícia, até então prerrogativa dos ex-senadores, aos ex-secretários e diretores-gerais (Filha de FHC ocupa cargo de confiança no Senado, 28/3, A12). Pelo jeito a farra continua a todo vapor, ao contrário do discurso moralizador adotado pelos integrantes da Casa legislativa. Agora pergunto: a quantas outras vantagens vossas excelências têm direito e que nós, pobres mortais, não temos nem imaginamos que algum ocupante de cargo público possui? A quantas andam as pensões vitalícias, a segurança pessoal vitalícia, etc.? Será que, além de pagar, nós contribuintes podemos ter o direito de saber o que estamos pagando?JOÃO EDUARDO DA SILVAsilva.maruyama@estadao.com.brSão Paulo Em sua coluna Um Parlamento na voz passiva (29/3, A6), a jornalista Dora Kramer aponta os desmandos do Congresso Nacional. Faltou dizer que, além da voz passiva, os atos dependem da condição "se" interessar, tudo é votado a toque de caixa, desde os tempos de dom Pedro, quando as eleições eram financiadas pelo grande capital. Na época, eram os fazendeiros, hoje são as empreiteiras, os banqueiros nacionais e internacionais, as grandes indústrias e os narcotraficantes que fazem doações a todos os partidos na certeza de que permanecerão ao lado do vencedor. Ocorre que o partido vencedor ganha o cargo, mas perde a liberdade para exercê-lo, tendo de dar satisfações aos doadores. Não seria mais honesta e transparente a identificação dos doadores? Muito se fala em reforma política, mas quando esse mesmo Parlamento, corroído feito um queijo suíço, vai se levantar em nome da honra e exigir que essa sujeira trazida por doações de campanhas seja moralizada? Para que não fique em acusações de defesas o tempo todo e não se alegue a existência do caixa 2 - um instrumento conhecido como "coisa de bandido", segundo Marcio Thomaz Bastos -, já passou da hora de mudar o sistema perverso das eleições brasileiras. Basta o Parlamento legislar, ou seja, fazer aquilo para o que foi eleito. IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloO ex-ministro Marcio Thomaz Bastos defendendo a Camargo Corrêa significa pavor nos altos escalões.CARLOS BURGIcarlos.burgi@terra.com.brSão PauloContráriosPela Teoria dos Contrários a questão fundamental é: quem não recebeu para acontecer isso com os diretores da Camargo?FRANCISCO JOSÉ SIDOTI, engenheirofransidoti@terra.com.br São PauloBerço dos esquemasSe a Polícia Federal, com as recentes operações Satiagraha, Narciso e Castelo de Areia, está tão interessada em combater os crimes de colarinho-branco no Brasil, por que não corta o mal pela raiz e investiga o nascedouro de qualquer esquema, o Congresso Nacional?LUCIANA PUECH LEÃOlupuech@speedmax.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

30 de março de 2009 | 00h00

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