Cartas

O Congresso de cada diaA cada dia o Congresso Nacional está pior. Toda semana somos surpreendidos por um novo escândalo. Desta vez o assunto é a verba mensal para passagens aéreas a que os congressistas têm direito para visitar suas bases. Não dá para acreditar que até deputados de Brasília utilizam o benefício. A ideia de custear quatro passagens por mês ficou para trás. Na realidade, os congressistas têm direito ao equivalente a uma passagem (ida e volta) por dia. O Congresso tem de saber que nós, brasileiros, não somos tolos.JOSÉ BASILIO S. FILHObasilio.santos@globo.comVargem Grande PaulistaSerá que o Ministério Público não consegue processar ladinos descarados como Francisco Braga (DEM), deputado federal e secretário de Transportes do Distrito Federal? Contratar sua empregada doméstica à custa da Câmara dos Deputados não é crime?ANTONIO DO VALEadevale@uol.com.brSão PauloA lei é para todosCom as pirotécnicas prisões de executivos da Camargo Corrêa, posso dizer, sim, que a lei é feita para todos. Com exceção da classe política.LAURO FUJIHARAlaurofujihara@terra.com.brCarapicuíbaPartindo da premissa de que a lei vale para todos, e se é verdade que, onde há desvio de conduta, desonestidade e corrupção, um dia a casa cai, concluo que está mais do que na hora de reforçar a estrutura dos prédios do Congresso Nacional.ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol.com.brSão PauloPirotecniaSeria oportuno esclarecer melhor as decisões que o juiz Fausto Martin De Sanctis toma (Juiz De Sanctis avalizou invasão de sala inviolável, diz advogado, 30/3, A4). Impressiona-nos a velocidade com que elas são tomadas e abruptamente derrubadas.ANTONIO TADEU RUSSOatratr@ig.com.brSão PauloEstranho que só agora a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União tenham acordado para a dinheirama das empreiteiras para seus lobistas nos Legislativos federal, estadual e municipal. Os maiores lobistas no Congresso servem a esses empreiteiros. Nas prefeituras, o lobby age até no gabarito dos edifícios - basta percorrer os bairros nobres de grandes cidades - e, como isso não é gratuito, será justo que a Camargo Corrêa pague (e levemente) o pato sozinha? É necessário que seja feita uma grande investigação, para que os cidadãos contribuintes tenham conhecimento do "por dentro" e do "por fora".MARIA CECILIA GOUVÊA WAECHTERcecilia.gouvea@uol.com.brRio de JaneiroCusto de medicamentosFoi anunciada pelo governo federal, como incentivo à economia, a redução de tributos sobre materiais de construção. No mesmo dia a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) anuncia aumento de até 5,9% nos preços de 20 mil medicamentos. É mais importante o cimento do que os remédios? AMADEU BIANCHINIanbianchini@uol.com.brSão PauloLamentável a opinião do sr. Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa (?São iniciativas injustas e imorais?, 29/3, A28). Como cardiopata e aposentado, sobrevivo por ter tido acesso a fármacos modernos e caros graças aos descontos da indústria farmacêutica. Particularmente, jamais recebi atenção que não fosse respeitosa, generosa, carinhosa, digna e construtiva. Ademais, como cidadão brasileiro, repudio a intenção de se querer tolher o direito da indústria privada de conceder descontos a quem ela bem entender. Melhor seria se o sr. Dirceu se limitasse a contribuir para que todos possamos ter acesso a remédios modernos por meio do SUS e/ou de mais farmácias populares.PETER SEELIGhps@seelig.com.brTuiutiA experiência no G-20Em entrevista ao canal de TV norte-americano CNN, o presidente Lula disse que conhece o "mundo do trabalho mais do que qualquer um" entre os líderes do G-20, porque ficou um ano e meio desempregado. Apenas um ano e meio, presidente?MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloDizer que está mais habilitado a falar sobre trabalho e/ou desemprego do que outros presidentes aquele que foi líder sindical por toda a vida só confirma a mania do presidente de falar sem pensar nas consequências.RONALDO JOSÉ N. DE CARVALHOrone@roneadm.com.brSão PauloO presidente Lula está no sétimo ano de seu mandato. Toda curiosidade, para não dizer excentricidade, da eleição de um ex-operário sem estudo, como gosta de ressaltar, que o mundo manifestou quando de sua posse já passou. Sua história é mais do que conhecida e já rendeu as simpatias que tinha de render. De nada adianta, como na recente entrevista à CNN, mencionar que sabe o significado do desemprego, que conhece o mundo do trabalho, a pobreza e a fome. Como chefe da Nação, a hora é de se comportar com seriedade, principalmente neste momento de grave crise econômica que enfrentamos. Não é hora de metáforas nem de troças e brincadeiras, algumas até grosseiras. É mais do que momento, sr. presidente, de assumir a condução da Nação que lhe confiou o mandato. Às vésperas da cúpula do G-20, prepare-se para defender os interesses do Brasil e do seu povo. Chega de benevolência à custa do nosso sacrifício. Por favor, assuma a postura condizente com o cargo que ocupa. Muito obrigado.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloA hora do planetaO ato serviu apenas para economizar energia por 60 minutos. Precisamos mesmo é acender as luzes de nossas consciências.PAULO ACENCIOacencioatelier@hotmail.comSão PauloEsclarecimentoSobre a matéria Serra substitui Maria Helena por Paulo Renato na pasta da Educação (28/3, A26), não há divergências entre o governador e a secretária em torno do Pisa, avaliação internacional de estudantes conduzida pela OCDE. Ambos sempre concordaram em que o teste deve contar com a participação dos alunos da rede pública paulista, desde que consideradas alterações na amostra utilizada (número de escolas) para evitar distorções no resultado final. O governador concordou plenamente com a orientação da secretária. Por outro lado, não se pode levar a sério comparações entre o trabalho da Secretaria de Estado da Educação e o MEC na área do ensino fundamental e médio feitas por uma suposta "especialista". Dizer que "São Paulo adotou uma oposição clara às políticas federais", como ela faz, concluindo que "avanços não chegaram aqui", é mentira pura. E os avanços estão demonstrados na divulgação recente do Idesp, índice que mede o desenvolvimento da educação no Estado, contra o qual a "especialista" se manifestou publicamente. Ela é também contrária aos exames que medem conhecimentos dos professores e à política de meritocracia do governo de São Paulo para a Educação. As duas práticas da secretaria encontraram enorme eco na opinião pública, nos próprios editoriais do Estadão e junto a especialistas interessados na melhoria da qualidade do ensino, e não na defesa de posições corporativistas, atrasadas e eleitorais de alguns dos sindicatos da área, controlados pelo PT.JULIANO NÓBREGA, coordenador de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulojnobrega@sp.gov.brSão PauloN. da R. - O Estado mantém as informações publicadas sobre o Pisa. Ao publicar o comentário da coordenadora do curso de Pedagogia da Unicamp, o jornal cumpre a missão de considerar as diferentes visões em torno do tema.

, O Estadao de S.Paulo

31 de março de 2009 | 00h00

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