Cartas

Cofres abertosO G-20 decidiu lançar, via FMI, um pacote de US$ 1,1 trilhão contra a crise. Os EUA já ajudaram o sistema bancário com vários bilhões de dólares e as montadoras americanas receberam outros bilhões. Os bancos centrais do mundo abrem os seus cofres com trilhões de dólares. Com tanto dinheiro assim disponível, a única crise existente é a de brio dos dirigentes de países ricos, emergentes, pobres e paupérrimos. US$ 1,1 trilhão mataria a fome de milhões de pessoas. Infelizmente, creio que parte dessa dinheirama vai parar no bolso de investidores que perderam tudo nos cassinos conhecidos como bolsas.ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.brSão PauloAté 2010, o G-20 deve liberar US$ 5 trilhões em estímulos fiscais. E toda essa montanha de dinheiro continuará sendo "administrada" pelas mesmas elites imorais e antiéticas que já quebraram o mundo outras vezes. É como apagar o incêndio no posto de gasolina com a própria gasolina. Na melhor das hipóteses, está-se adiando uma quebradeira cuja solução, como das outras vezes, pode ser uma guerra.ARIOVALDO BATISTAarioba06@hotmail.comSão Bernardo do CampoA frase do presidente Lula é de alto impacto: "O Brasil hoje tem cacife para colocar dinheiro emprestado no FMI para ajudar países pobres." Só se esqueceu de um detalhe: se o dinheiro for posto à taxa da agiotagem praticada pelos bancos no País, não haverá ninguém interessado.ANGELO TONELLIangelotonelli@yahoo.com.brSão PauloNo encontro do G-20, Barack Obama disse que Lula é "o político mais popular da Terra". Não faltava mais nada para inflar o ego de nosso presidente. Agora nosso salvador do mundo vai ajudar financeiramente no combate à crise. E nós, e os desempregados na crise, e os aposentados, e a saúde, e a educação no Brasil, como estão? "Esse é o cara", disse Obama. Sim, lá fora. E nós, aqui, somos o quê?LÍGIA BITTENCOURTligialbc@uol.com.brSão Bernardo do CampoEngordando a máquinaDepois que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o relatório do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), favorável ao aumento do número de vereadores no País (em 7.343) - sem cortes nos atuais gastos das câmaras municipais -, e depois de sabermos do interesse dos parlamentares em criar uma bancada para atender os brasileiros que estão no exterior, pergunto: "Que fim levou o projeto do falecido deputado Clodovil Hernandez, que convoca plebiscito sobre a redução do número de deputados federais?" LEÔNIDAS MARQUESleo_vr@terra.com.beVolta Redonda (RJ)Falta sensibilidade aos oportunistas que engavetam projetos importantes e só pensam no próprio bolso. Promover reformas para acabar com essas distorções, nem pensar. Brasil, um país de tolos.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloOs municípios brasileiros, particularmente os menores, que mais dependem dos repasses da União, estão com os cofres vazios. Em vez de choro, o momento é oportuno para enxugar ao máximo o quadro de pessoal.EUCLIDES ROSSIGNOLIeuros@ig.com.brItatingaProtógenes caladoO delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, em entrevistas recentes à imprensa, tinha dito com todas as letras que, em seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, daria "nomes aos bois" e falaria tudo o que sabe. No entanto, pediu ao Supremo Tribunal Federal - e foi atendido - um habeas corpus para ficar em silêncio durante o depoimento. Acaso o delegado foi pressionado para ficar calado ou realmente se acovardou? É fácil autorizar grampos ou invadir residências e escritórios com o crachá da PF, mas na hora da berlinda... Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não?BERNARD GRANATOmate3266@gmail.comSão PauloArbítrio ou legalidade?Estranhei a declaração da procuradora da República Karen Kahn, que procura imputar aos "alvos" o viés político dado à Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (?Tem recibo de doação? Apresenta?, 1/4, A7). Foram os "alvos" ou os acusadores que divulgaram parcialmente os nomes de políticos e partidos supostamente envolvidos em ilícitos? Se existe o "grande conjunto probatório", por que foi registrado como indício ou suposição? Por que não foi levado ao conhecimento do Tribunal Regional Federal, se é fato? Perdoe a ignorância, mas parece desculpa para um arbítrio que foi corrigido pela instância superior.REINALDO JOSE BARBOSA LIMAbarbosalima_br@yahoo.com.brGuarulhosContas do RodoanelSobre a reportagem Para TCU, empresa teria superfaturado Rodoanel (1/4, A7) é preciso esclarecer: 1) O Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não se manifestou em definitivo sobre o processo, portanto não se pode afirmar que houve sobrepreço nos contratos da Dersa celebrados com os cinco consórcios que estão participando da construção do trecho Sul do Rodoanel; 2) a análise do relatório do levantamento de auditoria, elaborado por equipe técnica do TCU, foi realizada com base em contratos de "empreitada por preço unitário", sem levar em consideração que os contratos em questão foram alterados, em 2007, para "empreitada por preço global". Nesse sentido, a comparação do preço global com valores de serviços individualizados gera distorções, uma vez que analisa metodologias distintas. A mudança de contrato permitiu ao Estado uma economia em torno de R$ 100 milhões e não houve prejuízo aos cofres públicos; 3) vale ressaltar que o projeto básico do trecho Sul não foi aprovado "a priori" pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) porque o governo federal, por meio do PAC, decidiu pela participação financeira no investimento após a realização da licitação e da assinatura dos referidos contratos, efetivados em abril de 2006; 4) a Dersa já encaminhou todos os esclarecimentos ao TCU sobre os pontos suscitados e aguarda manifestação do órgão; e 5) as obras do trecho Sul encontram-se em andamento normal e os repasses oriundos da União estão sendo feitos regularmente. PATRÍCIA REIS GUEDES, assessora de Imprensa da Secretaria Estadual dos Transportespguedes@sp.gov.brSão PauloTombamento CityMuito boa a matéria sobre o tombamento do bairro City Lapa (Conselho do patrimônio tomba a City Lapa, após 17 anos de discussão, 1/4, C1). Oportuna também a descrição das leis que regem tombamentos e das consequências das alterações no tráfego sem estudo prévio, que afetam as ruas que têm o traçado projetado para garantir segurança e tranquilidade a esses bairros. São ruas estreitas, que não comportam excesso de veículos, principalmente caminhões e ônibus. Pergunto: essas leis estarão sendo obedecidas em dias de jogos no Estádio do Pacaembu, quando cerca de 40 mil pessoas estacionam seus carros nas ruas estreitas, impedindo o trânsito dos moradores?VERA BERTOLUCCIveravailati@uol.com.brSão PauloParabéns ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) pela decisão do tombamento do City Lapa. O tombamento é um recurso cívico e ético que detém a voracidade da especulação imobiliária. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico (Condephaat) optou pela não preservação e arquivou o processo. Lamentável, como a declaração de que o tombamento do Pacaembu é desnecessária. Basta ler o decreto para saber que sua preservação é fundamental para a qualidade de vida da cidade.EDGARD DE ASSIS CARVALHO, ex-presidente do Condephaatedgardcarvalho@terra.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

03 de abril de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.