Cartas

Tragédia e informaçãoUm dos aspectos chocantes do terremoto em Áquila, na Itália, foi a falta de informação à população sobre a probabilidade da catástrofe, como noticiado pelo Estado (Alerta de especialista foi ignorado por autoridades, 7/4, A13). Mesmo que o alerta do sismólogo Gioacchino Giuliani fosse incerto, ele não era improvável. Cumpre invocar a prevenção diante da probabilidade de danos graves ou irreversíveis. É o momento de trazer a lição para a cena brasileira, para que não voltem a ocorrer mortes como na construção do túnel do metrô de São Paulo e a perda de vidas no Aeroporto de Congonhas.PAULO AFFONSO LEME MACHADOleme.machado@merconet.com.brPiracicabaGabinetes especiaisO presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), está tão seguro da impunidade que norteia nossa política que não teve pejo de escancarar o que pensa sobre a questão dos privilégios concedidos a deputados que ocuparam os cargos de presidente, primeiro e segundo secretários da Mesa. Para ele é brutal a diferença de estrutura entre um gabinete comum e os da Mesa Diretora e, zelando pelo equilíbrio emocional de seus pares, que sofreriam com a perda de significativos privilégios, ele defende que tal indecência se mantenha, até porque assim está a fazer defesa em causa própria - amanhã será ele a sofrer os ditos "brutais" dissabores. Eu me envergonho da classe política brasileira como um todo, e essa atitude de Barros Munhoz só me convence de que a pior crise que enfrenta o Brasil não é econômica, mas sim a da perda de valores morais.MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloÉ inaceitável que o deputado Barros Munhoz defenda as mordomias e o desperdício do dinheiro público. O povo brasileiro precisa reagir e dar um basta nessa ignomínia. Falta à imensa maioria dos políticos brasileiros o mínimo de espírito público e republicano. Eles defendem tudo, menos os interesses do povo que representam.RENATO KHAIRrenatokhair@uol.com.brSão PauloEu me sinto envergonhado ao ter de explicar aos meus netos por que nada pode ser feito para tirar do poder uma pessoa como o sr. Barros Munhoz. É vergonha e frustração.HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTOatendimento@temfoto.com.brRibeirão PretoNos 25 anos do Diretas já, que tal um Moralização já?ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol.com.brSão PauloO terceiro caloteO relevante editorial O calote dos precatórios (3/4, A3) faz lembrar que se trata agora do terceiro calote seguido no pagamento de precatórios em atraso. Antes dele houve o calote do artigo 33 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1988 e o da Emenda Constitucional n.º 30, de 2000, sem quitação até hoje, todos eles graças ao Congresso Nacional. A consequência dessa legislação é óbvia: na prática, todos podemos ser expropriados sem receber indenização, ao contrário do que determina a Constituição federal.SEBASTIÃO F. ARAUJO DE C. RANGELsfrangel@aasp.org.brSão Paulo A melhor maneira de se restaurar a efetiva justiça e dar fim à indecência dos precatórios é simplesmente "desmajestatizar" o Estado e tornar penhoráveis os bens públicos. Afinal, por que o Estado pode penhorar os meus bens, quando é meu credor, mas eu não posso penhorar os dele, quando é ele o devedor?BENEDITO DANTAS CHIARADIAbdantas@uol.com.brSão Paulo Na carta Precatórios e gestão fiscal (7/4), o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Machado Costa, contesta o editorial de 3 de abril e nada apresenta de novo, salvo a maior das mentiras: de que as dívidas dos precatórios chegam a alcançar juros reais de 24% ao ano. Ou o secretário da Fazenda não sabe fazer contas ou alguma decisão do Judiciário que proporciona a superindexação citada mostra que o Judiciário não sabe fazer contas.RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHOrone@roneadm.com.brSão PauloO cinto é largoA mais nova da semana: o presidente Lula disse a prefeitos e governadores que é hora de "apertar os cintos". Que tal começar pelos cartões corporativos, cujos gastos já triplicaram em relação ao ano passado? Que tal cortar a verba de parlamentares para passagens aéreas, auxílio moradia, 13.º, 14.º e 15.º salários?ALEXANDRE C. S. FUZERalefuzer1968@hotmail.comDois CórregosDiante dos gastos bizarros do Congresso, cresce a curiosidade sobre o que guarda a caixa preta do Executivo federal e seus conteúdos "secretos". Os gastos com cartão corporativo voltaram a crescer, a despesa do governo se avolumou e dela pouco ou nada sabemos. A lógica comezinha diz que o que se esconde atrás do título "secreto" não convém (politicamente) ser mostrado. Por quê? Já passou da hora de tais gastos serem abertos claramente ao distinto público pagante.M. CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisPrefeituras desajustadas De pires nas mãos e em caravana prefeitos vão a Brasília alegar que suas prefeituras estão em apuros. Enquanto isso, tramita a Proposta de Emenda Constitucional pela criação de 57 novos municípios e a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova o aumento do número de vereadores no País, sem limitação de gastos. Incongruências à parte, o que se vê é que as prefeituras gastam sem critérios e a despeito da Lei de Responsabilidade Fiscal. Algumas têm folhas inchadas com o pagamento de funcionários que, apadrinhados, nem sequer comparecem ao trabalho. Caberia, antes, um reajuste interno para depois sair a mendigar recursos que tradicionalmente não sabem administrar.HILDEBERTO AQUINOhildebertoaquino@yahoo.com.brRussas (CE)Preconceito e inclusãoComoveu-me o artigo Dificuldade em Matemática, de Alexandre Barros (7/4, A2), sobre discalculia e dislexia. Mãe de um disléxico de 10 anos, QI 152, mas que não decora a tabuada, sabemos muito bem o preconceito que ainda atinge o aluno "diferente". Li o artigo para meu filho, para que ele saiba que sempre há chance de superação. Entretanto, os educadores não estão tão atentos assim e é uma pena que a tão falada inclusão social não passe de um discurso.ARIADNE GATTOLINIariadne.gattolini@terra.com.brJundiaíAno EuclidianoÉ do conhecimento público a importância que este O Estado de S. Paulo vem dedicando, ao longo de sua história editorial, às coisas da cultura brasileira, ao publicar matérias e reportagens que revigoram a memória nacional. Este é o caso dos trabalhos sobre Euclides da Cunha, cuja ligação com esse jornal foi sempre muito grande e produtiva, conforme destacou o acadêmico Alberto Venâncio Filho, na sessão plenária desta Academia Brasileira de Letras (ABL) no dia 26 de março do ano em curso. O acadêmico Alberto Venâncio Filho enfatizou, igualmente, que o jornal está realizando, como a ABL, o seu Ano Euclidiano, ao reproduzir aos domingos importantes matérias do grande escritor, além de destacar dois jornalistas de alto nível para refazerem a epopeia da expedição ao Purus do qual Euclides da Cunha foi o chefe. Na oportunidade, apresento ao jornal as congratulações da Academia Brasileira de Letras pela publicação da série euclidiana e o júbilo da Casa de Machado de Assis por este trabalho tão primoroso e digno da premiação.CÍCERO SANDRONI,presidente da ABLRio de Janeiro FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

08 de abril de 2009 | 00h00

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