Cartas

O povo pagaA novíssima versão de "instinto paternal" do senador Tião Viana (PT-AC) deve revolucionar os compêndios de psicologia. Só perde mesmo para a opinião do diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, que considera o fato de o senador ter dado a sua filha um telefone pago com o erário (a conta foi de R$ 14,7 mil) menos grave do que outros (há contas que ultrapassam R$ 100 mil). Ou seja, Tião Viana é só a pontinha do iceberg. E o povo paga, paga, paga.DOCA RAMOS MELLOddramosmello@uol.com.brSão SebastiãoSe o senador Tião Viana queria apenas proteger a filha em viagem ao exterior, com seu instinto paternal, o que o aparelho telefônico do Senado tem que ver com isso? Desde quando um bem público pode servir a tal pretexto? Fica a dúvida: se comprometem a biografia por tão pouco, o que dizer do resto?PAULO SERODIOpserodio@uol.com.br São PauloA filha do senador gastou em ligações de celular, durante alguns dias de passeio pelo México, R$ 14,7 mil, a mesma importância que ganhei durante todo o ano de 2008 como professor aposentado do Estado de São Paulo, após 30 anos de magistério. Viva o Congresso Nacional! Viva a nossa democracia!MARCO ANTONIO R. NUNESnunesmarcelao@hotmail.comPindamonhangabaFechar o CongressoA corrupção no País é tanta, vinda de todos os lados, que dois democratas têm ideias drásticas: Cristóvam Buarque (PDT-DF) sugere que se faça um plebiscito para saber se o povo acabaria com o Congresso Nacional e o poeta Ferreira Gullar, em programa de TV, disse acreditar que um golpe está próximo, pois o povo não aguenta mais ver seus governantes naufragados em corrupção, usando dinheiro público em benefício próprio. Até Tião Viana, meu Deus!ENI MARIA MARTIN DE CARVALHOmarcar@laser.com.brBotucatuSe o senador foi sincero, não seria mais fácil acabar com os congressistas que nos envergonham passando do discurso à prática? O senador tem nas mãos e na voz a chance de conclamar o País a acabar com a vergonhosa corrupção propondo uma refor-ma política moralizadora (fim dos "fichas sujas" e dos suplentes sem votos e sem compromisso com o País, etc.). Cabe, também, ao Tribunal Superior Eleitoral moralizar o sistema para que o eleitor confie nas instituições. O lixo instalado nas Casas do povo está de tal forma amontoado que encontrar a ponta do fio da meada se tornou um dos maiores desafios de qualquer governo. Mas, se houver vontade e dedicação, nem tudo está perdido. Quem tem coragem de desenrolar o novelo? Estou me candidatando a ajudar.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloA infeliz ideia do senador Buarque é mais uma evidência da verdadeira raiz do problema: o povo brasileiro não sabe escolher seus representantes. Precisamos do Congresso mais do que nunca. E mais do que nunca precisamos saneá-lo pela força do voto.ANTONIO C. DA MATTA RIBEIROantoniodamatta@ig.com.brGuarulhosO passado do senador Buarque fala de sua crença no Congresso como instituição necessária. Mas também é fiador de que seja visceralmente contra a permanência de corruptos nas Casas. Os que o acusaram de sugerir qualquer outra coisa, fizeram-no por ignorância, ingenuidade ou má-fé. Só não entendeu quem não quis. Ou quem não percebe que a paciência do povo tem limite.CARLOS PACHECO F. FILHOc-pacheco-filho@uol.com.brSão PauloOu fecha-se o Congresso ou o substituímos por um modelo ético, participativo e que atenda a nossas necessidades a um custo infinitamente menor. Qual seria a opção mais viável?HONYLDO R. PEREIRA PINTOhonyldo@temfoto.com.brRibeirão PretoAumento na luzA conta de luz vai subir até 25%, com aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que alega como causa principal o aumento no preço do dólar. Sabemos que Itaipu é a principal fornecedora de energia para o Sudeste e que existe uma comissão, composta pelo assessor especial da Presidência para assuntos tupiniquins e por altos dirigentes do MST, defendendo, com aval do Planalto e do Itamaraty, os interesses do Paraguai. Talvez esse aumento seja o primeiro resultado destes acordos de porão sem reconhecimento do Legislativo, de que a sociedade só toma conhecimento quando chega a conta.HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHOhlffilho@hotmail.comSão PauloBolso do aposentadoMuito elucidativa a justificativa do presidente da Aneel, Nelson Hubner, que autorizou o aumento de 21,56%, em média, na tarifa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista), que atende o interior de São Paulo. Moro nessa região, sou um privilegiado aposentado - que contribuiu por 35 anos sobre 20 salários mínimos e hoje recebe o equivalente a menos de 3 salários mínimos - e compreendo o arrazoado da agência. Ocorre que, no País dos iguais, a cláusula "pétrea" da irredutibilidade de salários, proventos e afins, inclusive dos inativos, não contempla nenhum dos "beneficiários" aposentados pelo INSS. Proponho, portanto, que se institua o Bolsa-Lume, talvez por edito real, vulgo medida provisória, com tarifa reajustada pelo mesmo índice das aposentadorias. Contratos, valorização do dólar e custo de termoelétrica não aumentam o nosso "benefício". Podemos evitar a gatobrás e, ao mesmo tempo, reforçar o programa de ação do Executivo com o sugestivo nome de Meu Candeeiro, Meu Lume.PAULO VICENTE DE OLIVEIRAleoscavassa@yahoo.com.brÁguas de São PedroRecentemente os remédios foram reajustados em quase 6%, a energia da CPFL, em mais de 20%, e as aposentadorias tiveram uma merreca de reajuste. Será que os aposentados estão realmente na melhor idade?MILTON BULACHbulach@estadao.com.brCampinasÁgua no feijãoA política do presidente Lula de favorecer seus comensais em época de crise trombou com a quantidade de feijão que seu governo consegue preparar. Para ajudar, Lula aconselhou: "Apertem os cintos." Por quê? O piloto sumiu?JORGE KASSINOFFkassinoff@uol.com.brSão PauloServiço público x dívidasSobre o editorial O calote dos precatórios (3/4, A3), cabe esclarecer que a PEC 12 não objetiva deixar de pagar a quem tem direito de receber, mas conciliar o direito dos credores à saúde financeira dos Estados e municípios. Se hoje os entes federados fossem obrigados a quitar a totalidade de suas dívidas com precatórios (cerca de R$ 100 bilhões), o serviço público entraria em colapso. É necessário pagar os credores, mas é vital que os serviços à sociedade não sofram descontinuidade. A PEC obriga o administrador público a destinar montante mínimo ao pagamento de precatórios, o que hoje não existe, sob pena de sequestro de receitas, retenção dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), proibição de contratação de empréstimos e punição de governadores e prefeitos por crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. O ponto principal da proposta é priorizar o atendimento da população que mais necessita: idosos e credores de pequeno valor. A PEC também institui os leilões públicos de precatórios, sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários, combatendo o "mercado paralelo" que já "adquire" os direitos dos credores com deságios aviltantes. Os governos estaduais e as prefeituras apoiam a PEC porque a consideram uma solução justa para um impasse que se arrasta por muitos anos.WALTER ALUISIO M. RODRIGUES, secretário municipal de Finançasabsoares@prefeitura.sp.gov.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

09 de abril de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.