Cartas

Pacto entre PoderesPacto entre Poderes impõe limite à polícia. Uma elogiável iniciativa dos presidentes dos Três Poderes para coibir excessos das diligências policiais. Mas não se verifica nenhuma providência para combater eficientemente as organizações criminosas, as ações do Movimento dos Sem-Terra, a morosidade do Judiciário, a dificuldade de condenação pela prescrição dos crimes, a falta de verbas das Polícias, o envolvimento político-partidário do Ministério Público, a falta de entrosamento entre as Polícias Militar e Civil e daí por diante. De qualquer forma, só o trabalho da imprensa motivou alguma ação das autoridades.JOSE LUIZ MIGLIOLIjlmiglioli@ig.com.brTaubatéMesmo reconhecendo a importância do pacto, seria muito mais benéfico ao País um acordo entre os Três Poderes visando à ética, à correção e a uma autêntica consciência e abordagem dos problemas brasileiros. A começar pelo Legislativo.HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTOhonyldo@temfoto.com.brRibeirão PretoParabéns aos Três Poderes pela ação conjunta que dará origem ao pacto em defesa do Estado Democrático de Direito, contra o abuso de escutas telefônicas, as ações policiais espetaculares e a exposição pública de suspeitos. Afinal estamos numa democracia, e não numa democratura. Não seria também oportuno assinarem um pacto para trabalharem juntos no combate à criminalidade, principalmente à corrupção e aos que atentam contra o erário público? Por exemplo, assinarem um pacto para: criar um tribunal especial para investigar e julgar os "crimes do colarinho-branco"; estabelecer elevadas fianças, proporcionais ao poder econômico do indivíduo detido ou ao valor desviado; e criar a confissão premiada, a exemplo da delação premiada, para os suspeitos que confessem o delito e restituam o dinheiro desviado. Caso não haja motivação ou disposição política para tanto, então pode-se dizer que o livro de Arruda Campos, intitulado A Justiça a Serviço do Crime, continuará cada vez mais atual.SEBASTIÃO PEREIRAcontato.sitio@chacaradocecabana.com.brSão PauloLegislativo em criseVendo tanta algazarra que os políticos brasileiros promovem com o nosso dinheiro, daqui em diante, quando a eles me referir, não usarei mais a expressão "salvo raríssimas exceções".CARLOS MONTAGNOLIcarlosmontagnoli@uol.com.brJundiaí Em meio a todos os escândalos espocando nas diversas casas do Poder Legislativo, este é o momento propício para o povo rever o número de parlamentares. Acredito que a redução pela metade do número de congressistas seria de bom tamanho, pois, além da economia ao bolso do contribuinte, facilitaria sensivelmente o controle das atividades dos eméritos representantes dos cidadãos.CARLOS FERNANDO BRAGAcafebraga@yahoo.com.brSão PauloLeniência e humilhaçãoNossa leniência de ontem é o grande motivo de nossa humilhação atual. Deixamos nossos políticos e as demais autoridades fazerem o que bem entendessem, e hoje batem em nossa cara. O pior é que parece que não aprendemos nada: apanhamos e continuamos quietos.SÉRGIO BARBOSAsergiobarbosa@megasinal.com.brBatataisGreve de fomeA respeito da greve de fome de Evo Morales, para pressionar o Congresso do país a aprovar a lei que abre caminho para sua reeleição, imaginem se a moda pega? O que teria de político no Brasil em greve...MURILLO HENRIQUE RAMOS PONTEScondominio2@cmaconsultoria.com.brPiracaia Há quem não coma por não ter o que comer. Há quem não coma como forma de castigo. Há quem não coma por questões estéticas. Há quem não coma por questões médicas. Há quem não coma por doenças graves. Há quem não coma por questões ideológicas. Há quem não coma por questões religiosas. Há quem não coma por abnegação. Há quem não coma como forma de protesto. Há quem não coma por questões nobres. Há quem não coma por questões fúteis. Há quem não coma para despertar compaixão. Há quem não coma para despertar sentimentos de culpa. Há quem não coma por exibicionismo. Há quem não coma como forma de chantagem emocional e por birra. Em qual dessas se enquadra a greve de fome (com água e folhas de coca) de Evo Morales? Em minha opinião, na última.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloPressa no PACEm reunião com ministros, Lula disse que tem pressa no andamento do PAC e que vai conferir pessoalmente o andamento das obras. É evidente, pois é o programa e a propaganda política para eleger sua "companheira" Dilma Rousseff presidente. Ou vocês acham que é para nos beneficiar?ANGELO TONELLIangelotonelli@yahoo.com.brSão PauloEmpacadoSobre as obras do PAC (diz-se que 80% estariam em bom andamento), está faltando grande parte das obras que estão paralisadas há tempos, especialmente no meu Estado, Goiás. Entre elas o novo terminal do aeroporto de Goiânia, que está paralisado há mais de dois anos e não foi cotado entre as obras dos aeroportos, o que pode atrapalhar a escolha da cidade como sede da Copa. Outras obras no Estado de Goiás são a duplicação da BR-153 entre Goiânia e Itumbiara, que está em bom andamento, e a duplicação de Goiânia a Abadia de Goiás, que foi inserida no PAC há pouco tempo e nem sequer foi iniciada, além da construção de 24 viadutos anunciados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) regional de Goiás e do DF, que seriam construídos na região metropolitana de Goiânia, tendo sido construídos até agora apenas um viaduto na BR-153. Esses 80% de obras em bom andamento anunciados não devem chegar nem a 40% em todo o País, se forem investigar com seriedade.CHINAIDER CRUVINELchinaidercruvinel@hotmail.comGoiâniaDinheiro disponívelO presidente Lula diz que emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) "é chique". Chique é ter estradas decentes, hospitais decentes, escolas decentes, aposentados tratados com dignidade, etc.CELIA H. G. RODRIGUEScelitar@hotmail.comAvaréEnquanto alguns chiques emprestam dinheiro ao FMI, outros sobrevivem com migalhas, moram mal, locomovem-se em sucatas, tratam da sua saúde em pocilgas e vivem sem segurança.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloEducação e desempenhoAgradeço a excelente cobertura que vem sendo feita pelo Estado das políticas públicas na educação paulista. A reportagem sobre os resultados do Saresp (Metade dos alunos de SP conclui ensino médio sem entender ciência, 10/4, A11) mostra que os problemas de desempenho continuam. Com a pretensão de avaliar professores e escolas na busca por melhor desempenho, a atuação da ex-secretária foi tecnicamente nula. As escolas de ensino fundamental e médio já possuem livros, que são escolhidos pelos professores e comprados pelo MEC, que os pré-seleciona em banca especializada. É, portanto, injustificável a impressão de milhões de cadernos de qualidade duvidosa, que concorrem com o material já existente. Desperdício de dinheiro público. Não creio que foi à toa que o governador José Serra efetuou a substituição na Pasta.FRANCO PUCCIgto1971@bol.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

11 de abril de 2009 | 00h00

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