Cartas

Quanta diferençaO Fundo Monetário Internacional (FMI) continua o mesmo, mas o Partido dos Trabalhadores, quanta diferença! Agora que o País poderá ser credor do FMI (vai começar emprestando US$ 4,5 bilhões), membros do atual governo, orgulhosos, nos explicam que o dinheiro que emprestaremos ao Fundo servirá para ajudar países pobres. Antigamente, o jargão usado, mesmo quando o Brasil precisava do empréstimo, era "Fora FMI", não?ENI MARIA MARTIN DE CARVALHOmarcar@laser.com.br BotucatuPara quem é brasileiro e tem mais de 35 anos de idade, é realmente incrível ver o Brasil se tornar credor do FMI. Durante décadas, fomos devedores do Fundo, sempre com o pires na mão e subjugados pelos juros da dívida externa crônica e impagável. Felizmente, hoje as coisas mudaram. Um país continental como o nosso, com mais de 200 milhões de habitantes e cheio de riquezas e potenciais ilimitados de desenvolvimento, não pode ser devedor de ninguém e deve ocupar um lugar de destaque na nova ordem mundial.RENATO KHAIRrenatokhair@uol.com.brSão PauloNão somos mais emergentes. Então, não é chique o Brasil emprestar dinheiro ao FMI?FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão PauloApertando os cintosO Brasil quer agir como país de Primeiro Mundo. Assim pensa o "cara" ao emprestar US$ 4,5 bilhões ao FMI e ser elogiado pelos "imperialistas", como ele dizia quando na oposição ("fora FMI", "fora imperialistas"). Tendo seu ego satisfeito, olhemos para o povo brasileiro: dezenas de pessoas morrem nas portas de hospitais, falta remédio nos postos de saúde, milhões de brasileiros passam fome, mas para ele está tudo maravilha. Quem for se queixar da falta de verbas que o governo repassa só tem uma saída: apertar os cintos.DELCIO DA SILVAdelcio796@terra.com.brTaubaté Aplaudo o editorial Hora de apertar cintos (8/4, A3). Só estranho o fato de todas as críticas e comentários sobre a necessidade de reduzir gastos e aumentar investimentos não atacarem os legislativos, principalmente as câmaras de vereadores dos municípios que estão indo à falência. Sugiro que a imprensa pesquise o que aconteceu com os legislativos após a crise de 1929 e mostre o que poderá acontecer agora nos municípios que não têm dinheiro, mas sustentam tantos vereadores com penduricalhos para nada fazerem. É muito dinheiro jogado fora e é aí que os cintos podem ser apertados com mais resultados e sem prejudicar quem trabalha e precisa sobreviver.DARCILIO DA SILVA MENDES masterservi@terra.com.brSão Paulo Todos vamos ter de comer a metade do que estava previsto antes da crise. Nós comemos palavras do nosso presidente. Faz tempo que eu e minha família estamos comendo menos, e cada vez menos. Ganhava 4,51 salários mínimos na aposentadoria, e hoje ganho 2,42. Em vez de dar o nosso dinheiro a outros, por que não acertar o salário dos aposentados pela regra do salário mínimo?SERGIO LOPES PEREIRA DE MELLOslpmello@ig.com.brSão PauloAnti-indignidadeAo ler o jornal diariamente e ver tantas falcatruas dos governos federal, estaduais e municipais, do Congresso, dos Legislativos estaduais e municipais, estou ficando anestesiado, pois perdi a sensação da indignidade. Tudo é tão normal - castelos de concreto e de areia, mensalões, mansões não declaradas, celular no México pago com o dinheiro do erário, jatinhos particulares, centenas de diretores, Calheiros, Sarney, Temer, Dilma, Genoino, o do terço, Dirceu, Delúbio, "esse é o cara" -, que parece até que tomei uma vacina para que nada mais me faça mal. Leio o jornal, dobro-o e rio, e acredito que todos os brasileiros estão se sentindo como eu. A indignação, antes, atacava-me o fígado, deixava-me mal-humorado e louco da vida. Hoje estou como na música de Zeca Pagodinho: "Vida leva eu." Caros leitores, é isso que eu sinto, pois a impunidade e a cara de pau é que mandam.CELSO EDUARDO VITALI LACRETAcelsolacreta@gmail.comSão PauloQuem golpeia melhorOs "nobres" agora apostam entre si quem golpeia melhor. No Senado: contas de celular acima de R$ 100 mil, Renan Calheiros incluindo a sogra de um assessor na folha de pagamento da Casa (R$ 4,9 mi) e o instinto paternal do senador Viana ao custo de R$ 14,7 mil do dinheiro público. Na Câmara, foi aprovada a despesa de R$ 80 mil para reforma dos apartamentos funcionais dos "nobres", para extinguir a verba de R$ 3 mil mensais de auxílio-moradia. Tem razão Cristovam Buarque ao propor plebiscito para saber se o Congresso deve continuar funcionando. Com receio, a senadora Ideli Salvatti reagiu: que se conserte o Parlamento, mas não acabem com ele.J. PERIN GARCIAjperin@uol.com.brSanto AndréSugiro que seja criado o PVC. Talvez com ao menos um Partido com Vergonha na Cara se possa evitar o tal do plebiscito e manter o Congresso funcionando.LUIZ C. BISSOLItiocaio1@hotmail.comSão Paulo Fechar o Congresso Nacional? Não. Colocar os parlamentares corruptos na rua? Sim.ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol,com.brSão PauloPela culatraPelo visto a CPI dos grampos, em que a estrela do teatro seria Protógenes Queiroz, tomou outro rumo quando o deputado Chico Alencar acusou o presidente da CPI, Marcelo Itagiba, de receber dinheiro vindo de Daniel Dantas. Itagiba não negou e fez acusações a Alencar. O tiro saiu pela culatra. Isso é apenas a ponta do iceberg. Se forem a fundo, o tsunami engole todo mundo. Dá até para prever a conclusão do relator: nada a declarar. Brasil, um país de tolos.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloMoralizar a JustiçaAté quando o juiz Fausto De Sanctis vai continuar a praticar desmandos sem que o Conselho Nacional de Justiça tome providências em defesa do Estado de Direito? Até quando o procurador Rodrigo de Grandis vai tentar negar as ilegalidades praticadas por seu parceiro? Até quando teremos de aceitar o cinismo do delegado Protógenes Queiroz? Se pretensos agentes da lei agem ao seu arrepio, como moralizar o País? Que País é esse?REINALDO ARACIbarbosalima_br@yahoo.com.brSão PauloProibido fumarO plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei n.º 577/2008, que proíbe o hábito de fumar cigarros e similares em lugares fechados como bares, restaurantes, lojas, shoppings, etc. Aleluia! Se essa lei, depois de sancionada pelo governador José Serra, for respeitada, milhares de vidas de fumantes e de quem fuma por tabela serão salvas. ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.br São Paulo Não sou fumante e, portanto, não serei afetado pela proibição. Apesar disso, preocupo-me com esta lei intervencionista e arbitrária. A pretexto de atender a coletividade, temos assistido a sucessivas medidas que ferem a liberdade das pessoas. Assim como uma pontual lei restritiva de liberdade é formulada hoje, amanhã pode ser aprovada outra não menos arbitrária. Daí a necessidade de o princípio da liberdade nortear todas as ações governamentais. Menos governo é mais liberdade.RICARDO SALLESsalles@casmf.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

11 de abril de 2009 | 00h00

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