Cartas

EUA e CubaObama pegou uma batata quente do governo Bush, isso não é novidade. Mas acho que no seu empenho em mudar a imagem dos EUA (também em política exterior) ele está exagerando: por que tanto barulho contra a Coreia do Norte e concessões a Cuba (menos restrições a viagens e remessas de dinheiro para a ilha, tentativas de reinserir o país na OEA, visitas de políticos americanos...)? Os dois países têm exatamente o mesmo nível de opressão: ambos submetem seu povo à absoluta miséria, cortam liberdades de todo tipo.A comunidade internacional deve ser mais exigente com os Castros antes de fazer tantas concessões.LIBÓRIO DA SILVAliboriodasilva@yahoo.esSão PauloBC x poupadoresConforme noticiado no caderno de Economia do Estadão de ontem, o Banco Central (BC) cogita de entrar com representação no STF contestando as ações impetradas pelos poupadores lesados pelos contínuos planos econômicos em ocasiões passadas, alegando que os R$ 180 bilhões devidos pelas instituições bancárias as poriam em risco numa época de crise (?). O engraçado de tudo isso é o fato de que todos os bancos aqui instalados, sejam nacionais ou estrangeiros, obtêm lucros exorbitantes todos os anos, e sempre crescentes. Sempre que podem aumentam suas tarifas, o spread e outros itens, que os fazem sorrir o tempo todo. O BC se "penaliza" com a possibilidade de o número das ações contra os planos econômicos aumentar e "atolar" ainda mais nosso já tão ineficiente Judiciário. Então, que melhorem o Judiciário! Ou no Brasil se arranjam desculpas a toda hora para lesar o povo? Ora, que se agilizem os 550 mil processos em andamento há tanto tempo e esses valores sejam devidamente pagos a quem de direito, pois é certo que nossos bancos possuem tal quantia para esses pagamentos. E o sr. Henrique Meirelles passe a pensar em questões mais sérias que lhe são pertinentes, como baixar drasticamente os juros praticados no País, e deixe de bancar o paizão para os bancos. Caso o STF venha a acolher tal afronta, estará não só lesando o povo brasileiro, como, definitivamente, a sua imagem perante este.BORIS BECKERborisbecker@uol.com.brSão PauloEnganador o sr. Meirelles, ao atacar, no STF, a expropriação das poupanças pelos planos econômicos de 1986 a 1991, os quais não esconjuraram a cultura da inflação porque os governantes de plantão não se submeteram à necessária disciplina nos gastos públicos. Logo, à época a "atuação política" não foi responsável. Só com o Plano Real, em fins de 1993, Itamar Franco conseguiu o tão esperado milagre da estabilidade econômica. Agora o sr. Meirelles agita o fantasma das crises inflacionárias, numa atuação política, no mínimo, irresponsável. Senão, vejamos: mundo em crise, superávit primário caindo, responsabilidade fiscal ameaçada, índices econômicos incomodando, ano eleitoral chegando, Dilma por baixo. Resultado: gastança (já instalada) e inflação alta (agora anunciada). Se o aviso não for de inflação alta, por que tanta preocupação com o futuro? Mais parece gestação de nova escamoteação, para a qual não teremos mais defesa se ele vencer no STF.CARLOS PACHECO FERNANDES FILHOc-pacheco-filho@uol.com.brSão PauloEstímulo à economia jáAos desavisados: é bom saber que alguns bancos de grande porte, como Itaú/Unibanco, estão cobrando taxa de cheque especial de 12,99% ao mês, ante uma inflação mensal de 0,2%, medida em março, segundo o IPCA. Isso significa cobrar 332,99% ao ano, ante uma inflação projetada de 4,25% para 2009. Essa taxa de juros é absolutamente abusiva, desnecessária e incompatível com o momento atual da economia brasileira, porque promove uma brutal transferência de renda para o setor financeiro em detrimento do setor produtivo. É de deixar qualquer agiota envergonhado. Não é para menos que os bancos brasileiros são os mais lucrativos do mundo. Também não é à toa que alguns banqueiros viajam em luxuosos helicópteros e jatos particulares que custam dezenas de milhões de dólares. Essa transferência de renda para o setor financeiro causa o empobrecimento da população e uma significativa redução no PIB oriundo da atividade produtiva. Vale dizer que alguns bancos de menor porte cobram taxas de juros de cheque especial bem menores, como o Banco Cruzeiro do Sul (1,63% ao mês), o Banco Daycoval (1,81% ao mês) e o Banco Votorantim (2,01% ao mês). Fonte: Bacen.LUIS CONRADO MARTINSlconrado@terra.com.brSão PauloLi há pouco tempo o relato de um dos diretores da Febraban a respeito da composição das taxas de juros. Segundo ele, 14% se referem ao custo de captação (spread); 17%, ao custo da inadimplência; 29%, à cunha fiscal; e 40% seriam o lucro do banco. Como se explica o fato de a Caixa Econômica Federal (CEF) cobrar juros de 2,07% ao mês sobre os empréstimos consignados, com risco zero e baixa taxa de captação? Com a palavra a CEF (agência Shopping Plaza, Santo André).MARCOS ANTONIO SCUCUGLIAsasocram@ig.com.brSanto AndréPacto RepublicanoO Pacto Republicano é bom. Tomara que se faça concrescível. Mas podiam ter incluído também o pagamento do empréstimo compulsório do tempo do presidente José Sarney, para o Estado não dar o mau exemplo do calote.EUCLIDES ROSSIGNOLIeuros@ig.com.brItatingaNoviça rebeldeNinguém aqui é freira ou ninguém aqui é santo são frases para ser ditas nas assembleias do PT. Numa reunião dos três Poderes da República isso não soa bem, principalmente dito por um pretenso estadista que, por esta e outras, hoje não passa de papagaio de pirata de Hugo Chávez e animador de fóruns internacionais. O respeito às instituições e a postura de um presidente se fazem necessários em todas as ocasiões, nem que seja só para manter as aparências.HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHOhlffilho@hotmail.comSão PauloBom seria, para o Brasil, se o "cara", em vez de blasonar desenfreadamente, se recolhesse a um convento para meditar sobre a nobreza do cargo que exerce e os limites do poder e do bom comportamento. Alcançaria a purificação ou brigaria com as freiras eternamente?ULISSES NUTTI MOREIRAulissesnutti@uol.com.brJundiaíEsclarecimentoBox que acompanha a reportagem sobre anúncio de medidas para incentivar pequenas e médias empresas (14/4, B16), feito pelo governador José Serra, tira suas declarações do contexto e induz a grave equívoco. O texto informa erradamente que, "segundo ele (o governador), sua administração não elevou os vencimentos dos servidores nem o fará agora, em meio à crise". Serra não disse nem poderia ter dito isso, já que, desde dezembro de 2006, os servidores estaduais tiveram reajuste de 25%, ou 14,2% em termos reais (descontada a inflação). Perguntado exatamente sobre a capacidade de o Estado arcar com esse aumento concedido aos servidores, o governador respondeu: "Se não tivesse (capacidade), não teria feito. (Mas) nós não fizemos isso na crise e mais ainda: não tem nenhum aumento programado para o próximo governo, diferentemente do governo federal, que programou aumentos fortíssimos para quando o pessoal (o atual governo) já não estiver mais lá." A resposta encerrou o tema, e Serra não fez nenhum comentário sobre "elevação das contratações" no governo federal, ao contrário do que afirma o texto, nem criticou aumento para servidor público, como sustenta o título. JUNIA NOGUEIRA DE SÁ, Secretaria de Comunicação do governo do Estado São PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

15 de abril de 2009 | 00h00

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