Cartas

Até tu, Temer!Depois de muita pressão de cidadãos indignados e da imprensa, a presidência da Câmara finalmente resolveu definir novas regras para a utilização das cotas de passagens aéreas por parlamentares. Diz em nota que "reconhece que deputados, inclusive ele próprio (o deputado Michel Temer), destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do Parlamento". E qual a desculpa reconhecida para o desvio do nosso dinheiro? A "falta de regras claras determinando os limites de utilização dos créditos..."! Realmente, é de deixar qualquer um abismado por tamanha falta de bom senso e esperteza. Ou seja, as limitações não estariam claramente especificadas, por isso nossos nobres (sic) parlamentares se achavam no direito de meter a mão e distribuir vantagens (criadas por eles mesmos) a familiares e amigos?! É muita cara de pau. Será que agora vamos ver um pouco mais de vergonha e critério nas decisões de nossos parlamentares? Se até o presidente da Casa achava certo favorecer os seus, qual a chance de isso vir a acontecer? Devemos ficar de olho. Transparência já e que continuemos gritando, via imprensa, para que os pesados impostos pagos sejam bem gastos... Mas em nosso favor, e não em benefício deles e de suas corriolas!SILVANO CORRÊAscorrea@uol.com.brSão PauloO problema de o parlamentar somente poder usar as passagens aéreas em caso de trabalho é que assim nunca poderá usá-las.FERNANDO BLANKdrblank@ig.com.brIndaiatubaRealmente, uma pena que ninguém tenha utilizado uma passagem só de ida para o inferno!ROBERT HALLERrobelisa@click21.com.brSão PauloPromessas?Cego (de princípios) é o povo que aceita e enaltece a promessa e a propaganda, mas não vê nem cobra a concretização do prometido.JOSÉ ROBERTO BORSARIjrborsari@terra.com.brBaririPoupança x fundosO problema criado com o rendimento da Caderneta de Poupança bem demonstra serem jejunos no assunto os responsáveis pela solução. A Caderneta de Poupança, criada como base do Plano Nacional da Habitação do BNH (sujeito ao Ministério do Interior, e não ao da Fazenda), proporcionava o capital para o financiamento da casa própria, sem recorrer ao Orçamento da União! Visando a aumentar as disponibilidades financeiras, o sistema incluía isenção de impostos, garantia das aplicações, redução na alíquota da Sisa, permitia escrituras com contratos particulares (reduzindo despesas de cartório) e bonificação no Imposto de Renda pelos saldos médios mantidos. Este plano possibilitou - o que o atual governo pretende - a construção de milhares de imóveis por empresas consideradas iniciadoras do mercado de hipotecas, e gerando empregos. Não tem, pois, a Caderneta de Poupança a função de "guardar os interesses da população que tem pouco dinheiro", mas sim a de conceder rendimentos isentos de impostos, o que não acontece com as aplicações em fundos. Será esta a razão?JOSÉ ERLICHMANjoserlichman@terra.com.brSão PauloA anunciada mudança nas regras da Caderneta de Poupança é uma verdadeira sinuca de bico para o governo federal. Como ficarão os fundos de investimentos dos bancos, dado que esses fundos são fortes compradores de Títulos da Dívida Pública? Se, de fato, o rendimento da caderneta se tornar melhor, com certeza esses recursos dos fundos migrarão para a poupança. Realmente, um negócio muito delicado para um mercado instável e desconfiado. A única certeza é que os pequenos aplicadores da poupança não poderão de maneira alguma ser prejudicados com as novas regras, que logo serão divulgadas.JOSÉ PIACSEK NETObubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandavaPEC do CaloteTenho acompanhado somente a OAB se posicionando contra essa vergonhosa PEC. É preciso atentar que estão sujeitos a essa barbaridade não só os atuais credores, mas principalmente os futuros. Empreiteiros, prestadores de serviço em geral e fornecedores certamente sentirão o peso dessa barbárie. Basta o Estado brasileiro não pagar uma obra (coisa corriqueira no País), um serviço (normal), um fornecimento qualquer (sempre) e pronto: o credor tem de ir à Justiça, vence a lide e vai para a fila dos precatórios (calote). É indecente! Além do que essa PEC está sendo feita para que o Estado não honre suas dívidas. Os orçamentos já são absolutamente engessados e não haverá político algum com interesse em pagar 1,5% da receita. Onde está a pena para o não-pagamento? O detentor do poder perde o cargo por calotear os credores? Onde está a diferenciação do credor alimentar do credor de desapropriações? Ou a sociedade passa a pressionar a Câmara ou, então, não adianta reclamar depois. Senhores das Associações Comerciais, Fiesp, Sindicatos da Construção Civil, enfim, representantes da parcela produtiva deste Brasil acordem já, antes que seja tarde.LUIZ FERNANDO VERDINASSI NOVAESlfvnovaes@uol.com.brSantosA PEC do Calote joga a pá de cal na Justiça brasileira, já tão desmoralizada pela sua morosidade. Agora, com a "extinção" do Po-der Judiciário, só nos resta a justiça divina! Salve-se quem puder! GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloTrem-bala e precatóriosFoi motivo de satisfação para mim e para as demais pessoas que se locomovem entre Rio e Campinas saber que há a intenção de construir um trem-bala para atender os usuários desse percurso. Entretanto, como possuidor de precatórios a receber, quero fazer algumas considerações quanto às declarações do sr. secretário da Fazenda do governo Serra. Sou um idoso, com quase 77 anos, e nem por isso o que tenho a receber me foi pago, assim como a n pessoas, portanto, suas pretensas justificativas não são verdadeiras. A essa listagem de credores de precatórios já existentes outras mais se irão somar quando houver desapropriações para a construção do dito trem-bala, pois suas propriedades serão confiscadas. Sim, porque, no meu entender, alguém que toma algo de alguém e não paga é chamado de ladrão, mas, em se tratando de governos (os três Poderes), é confisco. Para aumentar ainda mais a tensão dos credores de precatórios, os mandatários dos três Poderes, mancomunados com a caterva de políticos que fazem parte do Senado, aprovaram, por unanimidade, o projeto que manda para as calendas a obrigação de os precatórios serem pagos conforme a Justiça determina. Agora esse projeto está na Câmara, onde deverá ser aprovado da mesma forma, pois a moral e o comportamento dos deputados não diferem em nada dos senadores. Como eu gostaria de poder cassar todos esses políticos brasileiros que só servem para enojar nossos sentimentos pátrios. E querem ser reeleitos apenas para cuidar de seus interesses e tirar proveito próprio. Sinto-me envergonhado de ter tido uma vida de luta honesta e ter de ler a cada dia uma nova falcatrua desses que vivem à custa do nosso dinheiro.RAUL MOREIRAraulmoreira@mpc.com.brCampinasPrivilégiosCada vez mais se acentuam os privilégios neste país. O exemplo mais recente é essa política fiscal dirigida, em que se diminui ou até se isenta o IPI, caso de automóveis, motocicletas, linha branca e outros. Isso acaba privilegiando tais grupos, com uma corrida dos compradores a seus produtos, enquanto todos os outros setores da economia atingidos pela crise se veem esvaziados e mais prejudicados pela redução das vendas.GUIDO OTTEdiretoria@butzke.com.brBlumenau (SC)FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

22 de abril de 2009 | 00h00

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