Cartas

Três filhos de LugoAcredito que a partir de agora o presidente do Paraguai vai lutar como nunca pelo aumento do preço da energia de Itaipu pago pelo Brasil a seu país. Afinal, só com o salário de presidente vai ser difícil pagar pensão a cada filho que lhe aparece. E, preparem-se, vem muito mais por aí.DORIVAL MUNHOZ JUNIORjunhaomunhoz@terra.com.brCuritibaLugo é a "cara milenar" das igrejas e "secular" do socialismo, na velha pregação farisaica do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Cristo morreu por causa desse farisaísmo!ARIOVALDO BATISTAarioba06@hotmail.comSão Bernardo do CampoTogas amassadasLamentável e constrangedor tomarmos conhecimento do bate-boca entre ministros do STF (23/4, A7), conspurcando as respeitosas togas que usam em sessão plenária e em julgamentos de última instância, na defesa dos direitos dos cidadãos. O Judiciário sempre foi revestido de uma auréola brilhante e respeitosa entre seus pares na execução de tão nobre missão. A beca (veste talar usada por magistrados) simboliza o respeito, a disciplina, tão decantada por Rui Barbosa nas suas Cartas de Inglaterra, e deve ser o apanágio dos juízes que compõem os nossos tribunais, para que o respeito entre eles seja sempre mútuo.ANTONIO BRANDILEONEherbrandi@uol.com.brAssis"Capanga: substantivo masculino. 1. Valentão a soldo de uma pessoa para protegê-la; guarda-costas, jagunço. 2. Indivíduo assalariado para assassinato; assassino profissional." Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, V. Exas. em especial e o STF devem explicações à Nação. Parafraseando um ex-presidente, "duela a quién duela", nós, brasileiros que queremos confiar na Justiça, merecemos esclarecimentos.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloRealmente foi chocante o bate-boca, registrado pela TV, no STF. Ficou patente a falta de respeito de ministros para com o povo brasileiro. O respeito da hierarquia deve ser preservado, caso contrário as instituições não sobrevivem. Adicione-se a isso a desconfiança que já existe da sociedade no Poder Judiciário.MARCO ANTONIO MARTIGNONImartignoni@indusval.com.brSão PauloSe já não bastassem a farra e os privilégios no Congresso, agora surge o bate-boca no alto do Poder Judiciário, deixando perplexa a Nação, que, frustrada e constrangida, sente-se envergonhada com as ações e decisões jurídicas que pareciam sérias e constitucionais. A que ponto chegamos!ANTONIO ROCHAEL JR.rochaelantonio@ig.com.brIguapePara um Brasil digno, devemos buscar o senso da verdadeira justiça. Esta deve ser clara, sem falso moralismo, hipocrisias ou injustiças escudadas em suposta "ponderação". Sem discursos falaciosos com interpretações bizarras. Sem defesa do "errado" para compensar ou equilibrar uma anterior defesa do "correto". O povo brasileiro está cansado disso. Já se cansou do chavão do "acabou em pizza" e do "vai dar em nada". Parabéns aos magistrados que buscam a verdadeira justiça. Parabéns ao ministro do STF Joaquim Barbosa, por seu empenho, coragem, trabalho e exemplo de dignidade, motivo de orgulho aos brasileiros.MARCUS MANFRINpublico.mp@bol.com.brSão PauloNão bastasse a vergonha a que o País assiste nas duas Casas do Congresso Nacional - vide a pilantragem das passagens aéreas -, assiste-se agora a uma briga mesquinha entre dois juízes de nossa mais alta Corte de Justiça. Socorro, polícia!JOSÉ CARLOS BARBÉRIOcarlitobarberio@hotmail.comSão PauloPacote moralizadorA Câmara discutir "pacote moralizador" é uma falácia. O único meio de acabar com as farras de senadores, deputados e vereadores é eliminar todas as mordomias de que gozam (injustamente), como assessores, passagens aéreas, moradia, celular, impressos, etc., etc. Pelos péssimos serviços prestados à população que os elegeu, eles deveriam ter direito apenas ao salário. Quem quiser privilégios e ajudar parentes e amigos que pague do próprio bolso. Também a imunidade que desfrutam deve ser restrita, pois a maioria dos políticos confunde imunidade com impunidade. É preciso passar o Brasil a limpo.ADOLFO ZATZdolfizatz@terra.com.brSão PauloProfilaxiaImperioso incluir no tal "pacote moralizador" do Congresso antigo e eficaz remédio de uso permanente dos probos: vergonha na cara!ULISSES NUTTI MOREIRAulissesnutti@uol.com.brJundiaíAntônimosAgora já sabemos por que tudo acaba em pizza em Brasília, ou melhor, em viagens. A bandeira da ética e da moral não pode ser erguida por quase nenhum político, a máscara logo cai. Sempre aparece um "rabo preso". Congresso e moral são antônimos. E tome impostos!MÁRIO ISSAdrmarioissa@yahoo.com.brSão PauloO que fazer? Gente fina, a mamata está demais, já cansou.ROBERTO ARANHArcao@globo.comSão PauloFarra das passagensNão foi nenhuma surpresa saber que o deputado Michel Temer (idem para a maioria de seus colegas) também fez farra com as passagens aéreas, pagas pelo contribuinte. Está explicado o porquê da defesa, feita por Temer, do deputado Fábio Faria, que usou sua cota para pagar viagens da namorada e outros famosos. Há uns 15 anos havia um adesivo facilmente lido nos vidros dos automóveis: "Faça um deputado trabalhar. Não o reeleja." Não seria hora de essa ideia renascer?LUCIANO NOGUEIRA MARMONTELautomat_br@ig.com.brPouso Alegre (MG)Sem cotaNão tenho cota para alugar jatinhos, para fornecer celulares aos meus filhos, para oferecer passagens aéreas à minha sagrada família. Não tenho cota para usar a segurança do Senado em benefício próprio, para contratar funcionárias da Câmara como domésticas, para mordomias que são mantidas com o dinheiro do contribuinte. Mas tenho cota de decência e não compactuarei com a sem-vergonhice e a picaretagem. Como as "digníssimas excelências" legislam apenas em causa própria, farei o mesmo. Não votarei mais. Não se trata de votar em branco ou nulo. Simplesmente, nos dias de eleições, não comparecerei à minha seção eleitoral. Nunca mais! Considero-me isento da obrigação de votar em meliantes.LEÃO MACHADO NETOlneto@uol.com.brSão PauloEsclarecimentoEm relação à reportagem Em 1 de cada 4 aeroportos falta licença ambiental (22/4, C1), a Infraero esclarece: em entrevista ao Estado, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Paulo Sergio Ramos Pinto, afirmou que os aeroportos da rede Infraero que ainda não têm o licenciamento ambiental estão, todos, em processo de elaboração e análise do licenciamento, seguindo rigidamente as normas ambientais. Portanto, a informação sobre a ausência do licenciamento - exigência que surgiu depois da construção de muitos aeroportos da rede Infraero - não pode vir desacompanhada deste importante dado: todos os aeroportos que não possuem o licenciamento já iniciaram o processo para alcançar a autorização de operação.LÉA CAVALLERO, assessora de Imprensaimprensa@infraero.gov.brBrasília

, O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2009 | 00h00

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