Cartas

Estado de atençãoComo faz a administração pública municipal quando uma grande tempestade ameaça desabar, parece que o atual cenário político nacional está a merecer a decretação do estado de atenção. O Poder Legislativo completamente desmoralizado, o Poder Judiciário em crescente crise de credibilidade, agora agravada pelo deplorável bate-boca protagonizado por membros de sua Corte maior, a imprensa sofrendo ataques cada vez mais frequentes, um até então respeitável senador sugerindo o fechamento do Congresso Nacional, tudo isso soa bastante alarmante. Salvo melhor juízo, está acesa a luz amarela.CLÁUDIA FERNANDESclaufer2004@uol.com.brSão PauloPacto RepublicanoO triste episódio entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, reflete a política prepotente de blindagem dos Poderes. Neste regime de representação política, os cidadãos comuns (cerca de 85% da população) não dispõem de meios que lhes possibilitem destituir e punir detentores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário quando realizem atos lesivos à sociedade. Agora os donos dos Poderes confabularam para impedir legalmente que as motivações de suas decisões sejam conhecidas do público, criando o chamado Pacto Republicano. A blindagem completou-se e assim o cidadão comum também perde até o direito de saber as causas que motivam os atos públicos desses príncipes. A casta doravante pode dormir sossegada que ninguém vai mais poder espiá-la.J. VASCONCELOSprof.vasconcelos@terra.com.brSão PauloPlanalto 2011-2014Enquanto Serra e Aécio disputam cabeça a cabeça a indicação do PSDB para 2010, surge, atropelando por fora, um nome que a Nação percebeu no dia 22: Joaquim Barbosa. Coragem e preparo comprovado no invejável currículo são as ferramentas para mudar a cara do Brasil. O rei e a princesa herdeira, dentro dos muros de seu palácio, já devem estar preocupados.BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão PauloEmpresária do anoQuero cumprimentar a sra. Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, por sua atuação na reunião do Lide no último fim de semana, na Bahia, quando mostrou indignação e repulsa pelos atos de nossas autoridades políticas, que seriam demitidas se cometessem tais barbaridades na empresa privada. Foi a primeira e única empresária a demonstrar total desaprovação a seguidos atos de falta de ética e moral de nossos governantes. Já virei seu fã e estou disposto a mudar também essa vergonha nacional que se apoderou do nosso sistema político. Chega de imoralidades, cara de pau e total falta de compromisso com a ética. Essa senhora é "a cara", tem personalidade e está preocupada com os exemplos vindos de nossas autoridades, que só nos envergonham e enchem seus bolsos com verbas e regalias dignas de marajás.LUIZ HENRIQUE CHAVES D?AVILAluiz_davila@terra.com.brSão PauloFoi preciso que a empresária Luiza Trajano se indignasse e cobrasse satisfações dos parlamentares, contra o desperdício e o mau uso do dinheiro público, para que os nobres representantes do povo se sensibilizassem com as críticas e os reclamos que, na verdade, são de toda a opinião pública. Parece-nos necessário que também outros cidadãos, chamados de "primeira classe", se mobilizem para que possa haver alguma perspectiva de mudança. Aguardemos.MARCO ANTONIO R. NUNESnunesmarcelao@ig.com.brPindamonhangabaNota 10 para a sra. Luiza Trajano, que deu uma bela "dura" nos nossos políticos. Empresário é isso aí! Os políticos têm de ser enquadrados para não nos fazerem mais de palhaços e gastarem os nossos impostos a rodo, julgando-se acima de tudo e de todos. É preciso moralizar isso.ANTONIO JOSÉ G. MARQUESSão PauloImposto de RendaTerminei de fazer a minha Declaração do Imposto de Renda e descobri que, além do que já me descontaram em folha, terei de arcar com mais pagamentos, pois as deduções são irrisórias. Pensei seriamente em não pagar, mas resolvi fazê-lo para não ficar com dor na consciência. Como os pobres deputados e senadores farão para pagar as passagens aéreas para as namoradas? Como farão para passar o Dia das Mães com a sagrada família deles? Como irão para a Europa e os EUA se não houver mais cota de passagens aéreas? Como viverão apenas com salários, verbas de representação, auxílio-moradia, emprego de parentes, etc.? Por tudo isso é que vou contribuir um pouco mais com o meu suor de cada dia.LUIZ FRANCISCO A. SALGADOSalgado2@sp.senac.brSão PauloFarra das passagensImaginem se nossos representantes, sem ética de berço, tivessem de se explicar e prestar contas aos eleitores de um distrito eleitoral.FERNANDO P. CARDOSOagrolida@uol.com.brSão PauloLendo as notícias do Planalto e, religiosamente, este Fórum, a cada dia mais me convenço da necessidade de uma campanha pelo voto nulo para o Legislativo. Já pensaram que interessante seria?AGAMEDES PADUANagamedespaduan@ig.com.brSão PauloCandidaturaComunico ao povo em geral que sairei candidata a deputada ou senadora nas próximas eleições. Prometo a todos os que votarem em mim: Bolsa-Família, bolsa-viagens (no Brasil e no exterior), bolsa Chanel, bolsa Louis Vuitton... Enfim, se alguns podem, por que nós, povo simples e pagador dos mais extorsivos impostos, não podemos? Segue o meu e-mail para as adesões. Desde já, os meus agradecimentos.CELIA H. G. RODRIGUEScelitar@hotmail.comAvaréEsclarecimentoO editorial Inspeção obrigatória nacional (24/4, A3) informa que "o ministro Carlos Minc também pretende criar um indicador dos níveis de consumo e de poluição de cada modelo de veículo, a exemplo do que já foi feito pelo Inmetro no caso das geladeiras". Para melhor esclarecimento dos leitores, gostaria de informar que, já em novembro do ano passado, no 25.º Salão do Automóvel, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por intermédio do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), e o Ministério de Minas e Energia, por intermédio da Petrobrás, lançaram o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, um amplo programa de normas e certificações para veículos. Esse programa obedece a regras estabelecidas em comum acordo por estas duas pastas e o Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). No último dia 17 de abril, no âmbito do programa, o Inmetro lançou a Etiqueta Nacional de Consumo Energético para veículos automotores, a qual informa aos consumidores os níveis de consumo de combustível dos diferentes modelos de automóveis, na estrada e na cidade, com uso de álcool ou gasolina. A etiqueta informa sobre o consumo por quilômetro rodado e, por consequência, o impacto ambiental dos veículos, já que aquele que consome menos combustível tem menor emissão veicular. Como em todo programa de avaliação da conformidade que o Inmetro coordena, nas fases subsequentes estão previstas ampliações e aperfeiçoamentos, sendo uma delas o aprofundamento da articulação com o Ministério do Meio Ambiente, no sentido de tornar explícitas, na etiqueta, também as informações relativas às emissões veiculares.MIGUEL JORGE, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exteriormiguel.jorge@desenvolvimento.gov.brBrasília

, O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.