Cartas

Tratamento médicoMesmo quem não tem simpatia pela ministra Dilma Rousseff torce pelo sucesso de seu tratamento contra um linfoma, e só alguém sem nenhum sentimento poderia pensar o contrário. Mas, apesar de ser ministra de governo, sua importância não chega a ponto da necessidade de uma entrevista coletiva para anunciar algo estritamente pessoal. Passou a impressão de ter sido um evento com fundo político.LAÉRCIO ZANINIarsene@uol.com.brGarçaCom todo o meu respeito à ministra, esquecendo as minhas divergências políticas e ideológicas e conhecendo a doença e as consequências de seu tratamento, acho que o presidente Lula deveria licenciar a ministra e pôr de lado seu nome para a sucessão presidencial. Os valores humanos estão acima da reles e gananciosa política praticada atualmente no Brasil. Saúde, ministra!ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.br São PauloAo falar sobre sua doença, Dilma agradeceu à equipe médica que a atendeu tão bem e prontamente. Mas se esqueceu de agradecer aos milhões de brasileiros que pagam pelo seu tratamento e que, na grande maioria das vezes, não podem usufruir do tratamento médico necessário.LUCIA HELENA DE S. FLAQUERlucia.flaquer@gmail.com São PauloBenefício vitalícioPois é, senadores e seus familiares têm seguro-saúde vitalício (Seis meses no Senado garantem plano de saúde familiar vitalício, 25/4, A4) e eu, com quase 79 anos, estou pagando advogados para conseguir que minha seguradora não me deixe desprotegida há cinco anos do falecimento do meu marido, médico. Isso é justiça.DIVA PEDROSAdiva.rodrigues@terra.com.brSão PauloPor favor, arranjem um modo de podermos interferir em nossa política. Pensei que, se os senadores fossem obrigados a fazer um estágio de uma semana na fila do INSS, a partir das 5 da manhã, quem sabe o coração e a consciência sofreriam um impacto.M. HELENA SILVA DUTRA DE OLIVEIRAmhsdoliveira@yahoo.com.brRibeirão PretoDepois da farra das passagens aéreas, imaginem o que não está rolando com esse seguro-saúde. Recibo médico fajuto, conta de dentista fraudada...LUCIO MARADEIluciomaradei@intermachinery.com.brSão PauloComo é bom ser senador da República neste país!JAMES F. SUNDERLAND COOKsunderland2008@gmail.comSão PauloA saúde vai bemQuando será que deixaremos de pagar o pato por tantas regalias a que se dão ao luxo nossos parlamentares? A saúde vai bem para quem não tem de esperar meses para marcar um exame.MATILDE DE PAULA ROMANOmati.paula@yahoo.com.brSão PauloComo voluntária num hospital infantil estadual, todos os meses contamos os centavos para comprar latas de leite e medicamentos para ajudar crianças desnutridas, especiais e com outras síndromes e moléstias graves. Lendo a reportagem sobre o descalabro patrocinado pelo povo a esses senhores e suas sagradas famílias, sinto ânsia de vômito. A falta de vergonha chegou ao limite. A imprensa tem o dever de alertar este pobre povo sofrido e miserável.M. HELENA M. BORGES MARTINSm.helena.martins@uol.com.brSão PauloSou viúva, pensionista e pago com muito esforço o meu convênio médico. E nossos nobres representantes usufruem com toda a família de convênio médico vitalício. Sinto-me enojada e pergunto: onde está o brasileiro, que não sai às ruas como fez na época de Collor?VIRGINIA C. PRADO DA F. MAJURIvirginiamajuri@gmail.comSão PauloTambém quero!Alguém pode me dizer como ganhar uma cadeira em qualquer uma das Casas (em maiúscula, já que pretendo ingressar numa delas) do irreprochável Congresso? Preciso de um belo ordenado (e pouco trabalho, que ninguém é de ferro!), seguro-saúde, salário-viagem (com direito a acompanhantes ou endossos), etc. Devo estar me esquecendo de alguma coisa! Não pode ser tão pouco!FLÁVIA DE CASTRO LIMAlgcastrolima@uol.com.brSão João da Boa VistaDeveriam receber "somente" o farto salário referente aos 3 (três) dias de trabalho por semana. Por que se arrogaram o direito a eternas verbas para viagens inexplicáveis, assessores excessivos, carros, auxílio-moradia (apesar das mansões e castelos), planos de saúde, etc.? Haja óleo de peroba!NAIR DE MELLO FRANCO FERNANDESSão PauloVossa ExcelênciaA música Vossa Excelência, dos Titãs, foi feita sob medida para tudo o que vemos hoje (e sempre) na nossa política... Não sei por que, mas toda vez que vejo escândalos e bate-bocas, como esse entre os excelentíssimos ministros do STF, tenho vontade de sair cantando o refrão da música!TIAGO GARCIA MURTAmurta80@hotmail.comJundiaíComo reclamar do Congresso Nacional quando um ato de total falta de compostura do ministro Joaquim Barbosa é aclamado como um ato heroico? Se não respeitam a hierarquia e as instituições, como podem exigir que seus representados o façam?YONE PIRES FERREIRA DE BARROSyonebarros@hotmail.comSão PauloFronteira do bom sensoUma das grandes aspirações da política externa brasileira é conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Para isso o ministro Celso Amorim não poupa esforços, expressando solidariedade com os regimes do lunático Hugo Chávez, do nefasto Evo Morales ou mesmo do combalido Fidel Castro. O que preocupa é que o Estado brasileiro está rompendo a fronteira do bom senso. Ao receber em nosso país o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o governo dá uma demonstração não de que aposta no diálogo sem preconceitos, mas de que acredita no preconceito sem diálogo. Ahmadinejad simboliza o que de pior existe no ser humano: o racismo, a perseguição, o apoio ao terrorismo e a repressão à democracia. Enquanto o mundo fala em sanções às pretensões nucleares do regime de Teerã, o governo Lula reforça seus laços comerciais com esse regime despótico. Ainda bem que o Conselho da ONU sabe escolher com critério quem deve ou não ter assento permanente.SÉRGIO BIALSKIserbial@bol.com.brSão PauloVenezuela e a liberdadeEstando em Brasília para contactar alguns senadores membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado e diretores do governo do Distrito Federal, na minha condição de diretor de Cooperação Internacional do prefeito metropolitano de Caracas, quero manifestar meu mais sincero reconhecimento e minha profunda satisfação, como democrata, pelo editorial A mão pesada de Chávez (22/4, A3), que se refere expressamente à situação repressiva que estão vivendo o prefeito Antonio Ledezma, em Caracas, e outros eleitos no pleito passado, que o governo de Chávez tenta desconhecer, perseguir e anular de todas as formas. Aproveito para reiterar a admiração dos democratas venezuelanos - das mais variadas tendências políticas - pela linha editorial do Estado, jornal que entende e tem denunciado reiteradamente os alcances totalitários do autoritarismo "bolivariano", e por sua fé nos princípios do pluralismo, da democracia e das liberdades.MILOS ALCALAY, ex-embaixador no Brasilmilosalcalay@yahoo.comCaracasFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

27 de abril de 2009 | 00h00

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